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(EMAGIS) A defesa sustenta a ocorrência de negativa de vigência ao artigo 51 do Código Penal, ao argumento de que o juízo incorreu em grave impropriedade técnico-jurídica ao aplicar o artigo 114, inciso II, do Código Penal, à hipótese de execução da pena de multa após o trânsito em julgado da sentença condenatória, ignorando que referido dispositivo passou a disciplinar exclusivamente a prescrição da pretensão punitiva. Aduz que a nova redação do artigo 51 do Código Penal, introduzida pela Lei n. 13.964/2019, possui inequívoca natureza de novatio legis in mellius, por instituir regime prescricional mais favorável ao réu. Conclui que, após o trânsito em julgado da sentença penal condenatória, deve ser aplicado à pena de multa o prazo prescricional quinquenal previsto no artigo 174 do Código Tributário Nacional.

A propósito, marque a alternativa CORRETA. 

 

(EMAGIS) No caso, a Justiça estadual concedeu indulto, para extinguir a punibilidade da pena privativa de liberdade e estendeu o entendimento à multa não recolhida. Tratava-se de condenação oriunda da Justiça Federal, mas cuja pena privativa de liberdade tivera a respectiva competência para execução transferida à Justiça Estadual, por ser cumprida em presídio estadual. Mesmo declarada pelo Juízo estadual a extinção da punibilidade nos amplos termos mencionados, o Juízo Federal prosseguiu com a execução da multa na Justiça Federal, intimando o réu para pagamento das custas e da multa penal.

A propósito, marque a alternativa CORRETA. 

 

(EMAGIS) Consta dos autos que José foi condenado em primeiro grau pela prática do crime previsto no art. 317, caput e § 1º, do Código Penal, à pena de 7 anos, 9 meses e 10 dias de reclusão. Posteriormente, o juízo sentenciante declarou extinta a punibilidade, em razão da prescrição com base na pena concretamente aplicada. Após, a defesa de José interpôs recurso de apelação, pleiteando a absolvição. O Tribunal conheceu do apelo e deu-lhe provimento para absolver José com fundamento no artigo 386, inciso VII, do Código de Processo Penal. Em recurso especial, o Ministério Público aduziu que o acórdão recorrido divergiu da jurisprudência consolidada do Superior Tribunal de Justiça, ao conhecer de recurso de apelação no qual o réu não possuía interesse recursal, uma vez que a extinção da punibilidade pela prescrição havia afastado todos os efeitos da condenação. José apresentou contrarrazões ao recurso especial ministerial sustentando que negar seu interesse recursal violaria a lógica defensiva e a racionalidade do sistema, além de ignorar as repercussões morais e sociais da condenação, o que reforça a necessidade de manter a absolvição. 

A propósito, marque a alternativa CORRETA. 

 

(EMAGIS) Sobre as Escolas Penais, a teoria da norma penal e temas correlatos, julgue os itens abaixo.

I. Conhecida como “Escola Francesa de Lyon”, “Escola Criminal Sociológica”, “Escola Antropossocial” ou, ainda, “Escola do Meio”, a Escola francesa constituiu uma grande oposição aos pilares de sustentação da Escola positiva. Rechaçando a ideia lombrosiana de transmissão de características hereditárias, congênitas, que pudessem conduzir à criminalidade, os defensores da Escola francesa enalteciam a influência do meio social na propensão prática dos delitos. Dentre os seus representantes, destaca-se a figura de Lacassagne, Martin e Locard.

II. Lei Penal em Branco em Sentido Estrito, Própria ou Heterogênea é aquela em que o complemento do preceito primário deve estar contido em lei editada pela mesma instância legislativa que criou a lei penal em branco, ou seja, também deve estar presente em lei federal.

III. As principais teorias pertinentes à definição exata do local em que se considera praticado o crime são: (i) Teoria da atividade: o crime é praticado onde realizada a conduta; (ii) Teoria do resultado: o crime é praticado onde ocorreu o resultado; (iii) Teoria pura da ubiquidade, mista ou unitária: considera praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou omissão, no todo ou em parte, bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o resultado. É esta última a teoria adotada pelo Código Penal em matéria de lugar do crime (locus comissi delicti).

Estão corretos somente os itens:

 

(EMAGIS) Sobre a teoria do crime e temas correlatos, assinale a alternativa correta.

 

(DPE/MT – Defensor(a) Público(a) Estadual – FCC – 2026) A prisão preventiva

 

(DPE/MT – Defensor(a) Público(a) Estadual – FCC – 2026) Sobre depoimentos prestados por testemunhas policiais em processos criminais:
[não é raro se deparar, por exemplo, com o relato de que, depois de ser abordado em via pública sem nada de ilícito, o réu haveria voluntariamente afirmado aos policiais que tinha drogas e/ou armas em casa e convidado os agentes de segurança a acompanhá-lo até a residência, onde lhes teria franqueado a entrada e indicado a localização dos objetos. Ou, ainda, a afirmação de que, depois de receberem uma denúncia anônima relacionada a um indivíduo suspeito, dirigiram-se à sua moradia e, lá chegando, sentiram forte odor de substâncias entorpecentes exalando em via pública; isso quando não ocorre de os agentes verem drogas/armas em cima de algum móvel por meio de uma janela ou porta providencialmente entreaberta, razões pelas quais ingressam no domicilio, efetuam uma busca e apreendem os itens proibidos. A inquietação gerada por essas histórias [...] - aparentemente talhadas para dar contornos de legitimidade a diligências invasivas - não é recente e foi objeto de estudos pelo menos desde a década de 1960 nos Estados Unidos, [...]."
(HALAH, Leonardo. 17. O Controle Judicial da Atividade Policial [...] In: CRUZ, Rogerio; JUNIOR, Américo; DEZEM, Guilherme. Coleção Justiça Criminal. Ed. 2023. São Paulo (SP): Editora Revista dos Tribunais. 2023)

Considerando o trecho acima o autor se refere

 

(MPE/GO – Promotora e Promotor de Justiça Substituto – FGV – 2026) Após a observância das formalidades constitucionais e legais, João foi condenado, definitivamente, pela prática do crime de feminicídio e iniciou o cumprimento da pena privativa de liberdade em regime fechado, no Estado de Goiás.

Diante do narrado, e considerando as disposições da Lei nº 7.210/1984, é correto afirmar que João

 

(EMAGIS) Trata-se de Ação Direta de Inconstitucionalidade proposta contra o artigo 8º, II, da LC 80/1994, que confere ao Defensor Público-Geral da União a atribuição de representar a Defensoria Pública da União (DPU) judicial e extrajudicialmente. O autor alega violação aos artigos 131, caput, e 134, caput e §1º, da Constituição Federal. Salienta que, nos termos do artigo 131 da Carta da República, cabe à AGU, com exclusividade, representar nos âmbitos judicial e extrajudicial a União e seus órgãos, aí incluídos os do Legislativo e do Judiciário, bem assim aqueles aos quais atribuídas funções essenciais à Justiça. Afirma a inconstitucionalidade do exercício da representação judicial da União por pessoa estranha aos quadros da AGU. Discorre sobre a violação ao artigo 134, caput e § 1º, da Lei Maior, porquanto autorizada a atuação indiscriminada do Defensor Público-Geral da União, a implicar o exercício indevido da advocacia fora das atribuições institucionais, em prejuízo da defesa dos necessitados. 

A propósito, marque a alternativa CORRETA. 

 

(EMAGIS) No caso, a suposta prática delituosa ocorreu no Município e consistiu na destruição de vegetação nativa pertencente ao bioma Mata Atlântica, incluindo exemplares da espécie araucária (Araucaria angustifolia), ameaçada de extinção, conforme Portaria Ibama n. 37-N, de 3/4/1992, sem evidência de transnacionalidade do delito ou de outros elementos específicos que indiquem o interesse da União.

A propósito, marque a alternativa CORRETA. 

 

(EMAGIS) Trata-se de Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental contra lei municipal, que veda a adoção de ideologia de gênero, diversidade sexual e educação sexual nas práticas pedagógicas, currículos escolares e materiais didáticos das redes de ensino municipal e privada, bem como em bibliotecas municipais.

A propósito, marque a alternativa CORRETA.

 

(EMAGIS) Relativamente às funções essenciais à Justiça e aos Tribunais de Contas, marque a alternativa incorreta.

 

(EMAGIS) Quanto às entidades do terceiro setor, marque a alternativa correta.

 

(EMAGIS) Trata-se de sentença coletiva que condenou a administração centralizada (ente político) ao pagamento de verba remuneratória a determinados servidores públicos. Pretendem executá-la os servidores que integravam os quadros de autarquias e de fundações públicas do ente federado na data da propositura da ação coletiva, dizendo-se beneficiados pela coisa julgada, a despeito de integrantes da administração indireta. Trata-se, portanto, de execução de sentença coletiva que condenou o ente político ao pagamento de diferença remuneratória, execução movida por servidores que, ao momento da propositura da ação coletiva, integravam o quadro de autarquias e de fundações públicas de aludido ente político.

A propósito, avalie as assertivas que seguem. 

I. A sentença coletiva que condena a administração centralizada ao pagamento de verba remuneratória pode ser executada por servidores de autarquias e fundações públicas, motivo pelo qual, ao menos sob essa ótica, merece trânsito a execução em questão.

II. A legitimidade universal do sindicato para agir em juízo gera a extensão da coisa julgada em questão a pessoas jurídicas da administração indireta do ente federado, motivo pelo qual, caso a ação coletiva tenha sido ajuizada por sindicato, merecerá trânsito a execução em questão.

III. A Autarquia possui legitimidade para figurar no polo passivo da liquidação e execução de sentença genérica, em ação civil pública, proferida contra o ente político ao qual vinculada, porquanto abrangida pelo efeito erga omnes previsto no artigo 16 da Lei nº 7.347/1985.

Estão corretas as seguintes assertivas:

 

(EMAGIS) Sabe-se que o ato concessivo de aposentadoria do servidor público é complexo, que se aperfeiçoa apenas após o exame do ato instituidor do benefício pelo respectivo de Tribunal de Contas. 

A propósito, avalie as assertivas que seguem. 

I. Os Tribunais de Contas estão sujeitos ao prazo de 5 anos para o julgamento da legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma ou pensão, a contar da chegada do processo à respectiva Corte de Contas.

II. Admite-se a revisão dos proventos de aposentadoria concedidos aos militares reformados e/ou aos pensionistas militares que foram promovidos ao grau hierárquico superior, para adequação aos limites legais, devendo-se observar, contudo, o prazo decadencial de 5 anos previsto no art. 54 da Lei 9784/99, contado da data em que recebido no Tribunal de Contas da União, para exame de sua legalidade, o ato de transferência do militar para a inatividade ou de concessão da pensão.

III. Ao Estado é facultada a revogação de atos que repute ilegalmente praticados, porém, se de tais atos já tiverem decorrido efeitos concretos, seu desfazimento deve ser precedido de regular processo administrativo. 

Estão corretas as seguintes assertivas:

 

(EMAGIS) Trata-se de ação rescisória para desconstituir título judicial transitado em julgado no qual reconhecida, para efeito de aplicação do reajuste de 28,86% sobre a Retribuição Adicional Variável (RAV) de Auditor Fiscal da Receita Federal, a possibilidade de compensação do índice com os reposicionamentos supervenientes do servidor, promovidos pela Lei n. 8.627/1993. O autor reconhece que, conquanto a decisão rescindenda esteja em sintonia com o entendimento jurisprudencial até então vigente, posteriormente aludido entendimento foi alterado com o julgamento pelo STJ do Tema n. 548/STJ.

A propósito, avalie as assertivas que seguem. 

I. Aplica-se o óbice do verbete sumular n. 343/STF à ação rescisória em questão, que, por isso, não é cabível. 

II. Mesmo que julgamento posterior pacificando a questão se tenha dado em Recurso Repetitivo, é incabível a rescisória em questão. 

III. A questão da ofensa aos limites objetivos da coisa julgada pela compensação do reajuste de 28,86% sobre a vantagem pecuniária “Retribuição Adicional Variável – RAV”, paga aos servidores públicos civis e militares, com as reposições salariais das Leis n. 8.622/1993 e n. 8.627/1993, tem natureza constitucional, motivo pelo qual a admissibilidade da ação rescisória em questão deve ser avaliada sob a ótica do envolvimento de questão constitucional.

Estão corretas as seguintes assertivas:

 

(PC/PI – Delegado de Polícia Civil – FGV – 2026) Em um debate promovido pelos órgãos que atuam diretamente na área segurança pública da República Federativa do Brasil, discutiu-se a possibilidade, ou não, de um Estado Democrático de Direito adotar a pena de morte, considerando os balizamentos estabelecidos pelo Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos (PIDCP), de 1966.

Ao fim dos debates, concluiu-se corretamente que, quanto à pena de morte, de acordo com o referido ato de direito internacional público,


 

(EMAGIS) As assertivas que seguem têm relação com o Direito Tributário na visão do Supremo Tribunal Federal, devendo ser marcada a CORRETA. 

 

(EMAGIS) Nos autos da execução fiscal de ICMS, o executado alega prescrição do crédito tributário, alegando que entre a data do vencimento, em 01/01/2017, e a data do ajuizamento da execução, em 01/01/2026, restou ultrapassado o prazo prescricional. Ouvida, a exequente alega ter havido parcelamento do crédito, juntando telas sistêmicas que seriam meios de prova suficientes a esse desiderato, indicativas de parcelamentos em 2018, 2022 e 2025. O executado volve aos autos e, embora não impugnando de forma específica e fundamentada a autenticidade ou a veracidade do conteúdo dessas telas, afirma que a juntada das telas é não é meio idôneo para demonstração do fato alegado (deflagração do procedimento de parcelamento do crédito tributário pelo contribuinte). 

A propósito, marque a alternativa CORRETA. 

 

(TJ/RJ – Juiz Substituto – VUNESP – 2026) Uma empresa brasileira de biotecnologia, regularmente cadastrada no SisGen, realizou acesso ao patrimônio genético de micro-organismo nativo do território nacional para fins de pesquisa científica. A partir dos dados obtidos, desenvolveu, posteriormente, um medicamento totalmente sintético, cuja formulação final não contém material genético brasileiro, mas cuja eficácia terapêutica decorreu diretamente das informações obtidas a partir do acesso realizado. Iniciada a exploração econômica do medicamento, a empresa deixou de efetuar a repartição de benefícios, alegando inexistência de obrigação legal.

À luz da Lei no 13.123/2015, que dispõe, dentre outros pontos, sobre bens, direitos e obrigações relativos ao acesso ao patrimônio genético do país, assinale a alternativa correta.

 

Objetivas PGE/PGM e DP Estadual - Rodada 14.2026

(EMAGIS) Quanto às entidades do terceiro setor, marque a alternativa correta.

 

(EMAGIS) Trata-se de sentença coletiva que condenou a administração centralizada (ente político) ao pagamento de verba remuneratória a determinados servidores públicos. Pretendem executá-la os servidores que integravam os quadros de autarquias e de fundações públicas do ente federado na data da propositura da ação coletiva, dizendo-se beneficiados pela coisa julgada, a despeito de integrantes da administração indireta. Trata-se, portanto, de execução de sentença coletiva que condenou o ente político ao pagamento de diferença remuneratória, execução movida por servidores que, ao momento da propositura da ação coletiva, integravam o quadro de autarquias e de fundações públicas de aludido ente político.

A propósito, avalie as assertivas que seguem. 

I. A sentença coletiva que condena a administração centralizada ao pagamento de verba remuneratória pode ser executada por servidores de autarquias e fundações públicas, motivo pelo qual, ao menos sob essa ótica, merece trânsito a execução em questão.

II. A legitimidade universal do sindicato para agir em juízo gera a extensão da coisa julgada em questão a pessoas jurídicas da administração indireta do ente federado, motivo pelo qual, caso a ação coletiva tenha sido ajuizada por sindicato, merecerá trânsito a execução em questão.

III. A Autarquia possui legitimidade para figurar no polo passivo da liquidação e execução de sentença genérica, em ação civil pública, proferida contra o ente político ao qual vinculada, porquanto abrangida pelo efeito erga omnes previsto no artigo 16 da Lei nº 7.347/1985.

Estão corretas as seguintes assertivas:

 

(EMAGIS) Sabe-se que o ato concessivo de aposentadoria do servidor público é complexo, que se aperfeiçoa apenas após o exame do ato instituidor do benefício pelo respectivo de Tribunal de Contas. 

A propósito, avalie as assertivas que seguem. 

I. Os Tribunais de Contas estão sujeitos ao prazo de 5 anos para o julgamento da legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma ou pensão, a contar da chegada do processo à respectiva Corte de Contas.

II. Admite-se a revisão dos proventos de aposentadoria concedidos aos militares reformados e/ou aos pensionistas militares que foram promovidos ao grau hierárquico superior, para adequação aos limites legais, devendo-se observar, contudo, o prazo decadencial de 5 anos previsto no art. 54 da Lei 9784/99, contado da data em que recebido no Tribunal de Contas da União, para exame de sua legalidade, o ato de transferência do militar para a inatividade ou de concessão da pensão.

III. Ao Estado é facultada a revogação de atos que repute ilegalmente praticados, porém, se de tais atos já tiverem decorrido efeitos concretos, seu desfazimento deve ser precedido de regular processo administrativo. 

Estão corretas as seguintes assertivas:

 

(EMAGIS) Trata-se de ação rescisória para desconstituir título judicial transitado em julgado no qual reconhecida, para efeito de aplicação do reajuste de 28,86% sobre a Retribuição Adicional Variável (RAV) de Auditor Fiscal da Receita Federal, a possibilidade de compensação do índice com os reposicionamentos supervenientes do servidor, promovidos pela Lei n. 8.627/1993. O autor reconhece que, conquanto a decisão rescindenda esteja em sintonia com o entendimento jurisprudencial até então vigente, posteriormente aludido entendimento foi alterado com o julgamento pelo STJ do Tema n. 548/STJ.

A propósito, avalie as assertivas que seguem. 

I. Aplica-se o óbice do verbete sumular n. 343/STF à ação rescisória em questão, que, por isso, não é cabível. 

II. Mesmo que julgamento posterior pacificando a questão se tenha dado em Recurso Repetitivo, é incabível a rescisória em questão. 

III. A questão da ofensa aos limites objetivos da coisa julgada pela compensação do reajuste de 28,86% sobre a vantagem pecuniária “Retribuição Adicional Variável – RAV”, paga aos servidores públicos civis e militares, com as reposições salariais das Leis n. 8.622/1993 e n. 8.627/1993, tem natureza constitucional, motivo pelo qual a admissibilidade da ação rescisória em questão deve ser avaliada sob a ótica do envolvimento de questão constitucional.

Estão corretas as seguintes assertivas:

 

(EMAGIS) Trata-se de Ação Direta de Inconstitucionalidade proposta contra o artigo 8º, II, da LC 80/1994, que confere ao Defensor Público-Geral da União a atribuição de representar a Defensoria Pública da União (DPU) judicial e extrajudicialmente. O autor alega violação aos artigos 131, caput, e 134, caput e §1º, da Constituição Federal. Salienta que, nos termos do artigo 131 da Carta da República, cabe à AGU, com exclusividade, representar nos âmbitos judicial e extrajudicial a União e seus órgãos, aí incluídos os do Legislativo e do Judiciário, bem assim aqueles aos quais atribuídas funções essenciais à Justiça. Afirma a inconstitucionalidade do exercício da representação judicial da União por pessoa estranha aos quadros da AGU. Discorre sobre a violação ao artigo 134, caput e § 1º, da Lei Maior, porquanto autorizada a atuação indiscriminada do Defensor Público-Geral da União, a implicar o exercício indevido da advocacia fora das atribuições institucionais, em prejuízo da defesa dos necessitados. 

A propósito, marque a alternativa CORRETA. 

 

(EMAGIS) No caso, a suposta prática delituosa ocorreu no Município e consistiu na destruição de vegetação nativa pertencente ao bioma Mata Atlântica, incluindo exemplares da espécie araucária (Araucaria angustifolia), ameaçada de extinção, conforme Portaria Ibama n. 37-N, de 3/4/1992, sem evidência de transnacionalidade do delito ou de outros elementos específicos que indiquem o interesse da União.

A propósito, marque a alternativa CORRETA. 

 

(EMAGIS) Trata-se de Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental contra lei municipal, que veda a adoção de ideologia de gênero, diversidade sexual e educação sexual nas práticas pedagógicas, currículos escolares e materiais didáticos das redes de ensino municipal e privada, bem como em bibliotecas municipais.

A propósito, marque a alternativa CORRETA.

 

(EMAGIS) Relativamente às funções essenciais à Justiça e aos Tribunais de Contas, marque a alternativa incorreta.

 

(EMAGIS) Julgue os itens abaixo e indique a alternativa apropriada.

I. O processamento e julgamento de procedimento administrativo de dúvida suscitado por oficial de registro imobiliário relativamente a imóveis de autarquia pública federal compete ao Juízo federal.

II. Compete à Justiça Federal processar e julgar feitos em que se discuta controvérsia relativa à expedição de diploma de conclusão de curso superior realizado em instituição privada de ensino que integre o Sistema Federal de Ensino, salvo se a pretensão se limitar ao pagamento de indenização.

III. É válida a penhora do bem de família de fiador apontado em contrato de locação de imóvel, seja residencial, seja comercial.

IV. É impenhorável o bem de família oferecido como caução em contrato de locação de imóvel residencial ou comercial.

 

(EMAGIS) Julgue os itens abaixo e marque a alternativa correta.

I. É quinquenal o prazo prescricional para o ajuizamento da ação individual executiva que visa ao cumprimento de sentença originária de ação civil pública, sendo o referido lustro contado a partir do trânsito em julgado da sentença coletiva, independentemente da notícia da propositura da ação coletiva exigida pelo art. 94 do Código de Defesa do Consumidor ou mesmo da intimação pessoal dos exequentes.

II. A Súmula 326 do STJ (“Na ação de indenização por dano moral, a condenação em montante inferior ao postulado na inicial não implica sucumbência recíproca.”), editada anteriormente ao advento do CPC/2015, não conflita com a nova codificação, à luz da atual visão jurisprudencial do mesmo Tribunal. 

III. Tramitando o processo perante outro juízo, os autos serão remetidos ao juízo federal competente se nele intervier a União, suas empresas públicas, entidades autárquicas e fundações, ou conselho de fiscalização de atividade profissional, na qualidade de parte ou de terceiro interveniente, exceto as ações de recuperação judicial, falência, insolvência civil e acidente de trabalho, bem como aquelas sujeitas à justiça eleitoral e à justiça do trabalho. No entanto, o juízo federal restituirá os autos ao juízo estadual sem suscitar conflito se o ente federal cuja presença ensejou a remessa for excluído do processo.

IV. Serão reunidos para julgamento conjunto os processos que possam gerar risco de prolação de decisões conflitantes ou contraditórias caso decididos separadamente, mesmo sem conexão entre eles.

 

(EMAGIS) A respeito da ação rescisória por ofensa a literal disposição de lei, avalie as assertivas que seguem. 

I. Não cabe ação rescisória por ofensa a literal disposição de lei quando a decisão rescindenda se tiver baseado em texto legal de interpretação controvertida nos tribunais

II. A ação rescisória não é cabível se, à época do julgamento rescindendo, não havia divergência jurisprudencial, uma vez que o julgado rescindendo apontado como divergente, na verdade, afronta a jurisprudência, não viola ‘literal disposição de lei’.

III. Não cabe ação rescisória quando o julgado estiver em harmonia com o entendimento firmado pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal à época da formalização do acórdão rescindendo, ainda que ocorra posterior superação do precedente.

Estão corretas as seguintes assertivas:

 

(EMAGIS) As assertivas que seguem têm relação com os danos morais e sua indenização.

I. Embora o reconhecimento dos danos morais se dê, em numerosos casos, independentemente de prova (in re ipsa), para a sua adequada quantificação, deve o juiz investigar, sempre que entender necessário, as circunstâncias do caso concreto, inclusive por intermédio da produção de depoimento pessoal e da prova testemunhal em audiência.

II. Nos casos de violência contra a mulher praticados no âmbito doméstico e familiar, é possível a fixação de valor mínimo indenizatório a título de dano moral, desde que haja pedido expresso da acusação ou da parte ofendida, ainda que não especificada a quantia, devendo haver também específica instrução probatória sobre os danos morais.

III. A ausência de prévia comunicação ao consumidor da inscrição do seu nome em cadastros de proteção ao crédito, prevista no art. 43, § 2º, do CDC, enseja o direito à compensação por danos morais.

Estão corretas as seguintes assertivas:

 

(EMAGIS) As assertivas que seguem têm relação com o serviço bancário e deve ser marcada a CORRETA. 

 

(EMAGIS) Trata-se de ação de partilha de bens ajuizada por Daniela em face de Eduardo. As partes contraíram matrimônio no ano de 2008 pelo regime da comunhão parcial de bens. O casal não teve filhos e a esposa dedicou-se ao casamento, não exercendo atividade profissional durante os mais de 15 anos em que permaneceram casados. Em dezembro de 2024, as partes realizaram o divórcio de forma extrajudicial por escritura pública, em que ficou decidido que os bens seriam partilhados posteriormente. Na mesma data, no entanto, firmaram documento intitulado “instrumento particular de transação”, em que estipularam a partilha amigável dos bens adquiridos no curso da união. Ficou estabelecido que o ex-marido ficaria com um apartamento, além de móveis e objetos que lá estavam. Por sua vez, à ex-esposa caberia outro apartamento, que na época estava financiado, cotas da sociedade limitada do casal e indenização em dinheiro, para que adquirisse móveis para sua moradia. Na inicial, narrou Daniela que desconhecia a realidade financeira da empresa, que possuía dívidas expressivas, de forma que não conseguiu alavancar a empresa nem gerar lucro suficiente para se manter com dignidade. Além disso, informou que o ex-marido não apresentou todos os bens do casal quando da celebração do “instrumento particular de transação”, ficando de fora da partilha um caminhão e um galpão, além de automóveis pertencentes ao casal. Dessa forma, um ano após a celebração do “instrumento particular de transação” ajuizou a presente demanda, a fim de ver partilhados todos os bens adquiridos no curso do matrimônio. 

A propósito, marque a alternativa CORRETA.

 

(EMAGIS) As assertivas que seguem têm relação com a empresa e o estabelecimento empresarial, devendo ser marcada a CORRETA. 

 

(EMAGIS) As assertivas que seguem, no âmbito do direito marcário, têm relação com o paralelismo consciente (conscious parallelism) e o caroneiro (free rider), além dos danos materiais e morais, devendo ser marcada a CORRETA. 

 

(EMAGIS) As assertivas que seguem têm relação com o Direito Tributário na visão do Supremo Tribunal Federal, devendo ser marcada a CORRETA. 

 

(EMAGIS) Nos autos da execução fiscal de ICMS, o executado alega prescrição do crédito tributário, alegando que entre a data do vencimento, em 01/01/2017, e a data do ajuizamento da execução, em 01/01/2026, restou ultrapassado o prazo prescricional. Ouvida, a exequente alega ter havido parcelamento do crédito, juntando telas sistêmicas que seriam meios de prova suficientes a esse desiderato, indicativas de parcelamentos em 2018, 2022 e 2025. O executado volve aos autos e, embora não impugnando de forma específica e fundamentada a autenticidade ou a veracidade do conteúdo dessas telas, afirma que a juntada das telas é não é meio idôneo para demonstração do fato alegado (deflagração do procedimento de parcelamento do crédito tributário pelo contribuinte). 

A propósito, marque a alternativa CORRETA. 

 

(EMAGIS) A respeito das leis orçamentárias em geral, marque a alternativa INCORRETA.

 

(Inspetor Tecnologista INPE – FGV – 2024) Considerando a Lei da Terceirização (Lei n° 13.429/17), assinale a afirmativa correta.

 

(Analista legislativo – Consultor Legislativo da Câmara dos Deputados – FGV – 2024) Murilo ajuizou reclamação contra seu ex-empregador em 2024, tendo a assistência de seu sindicato de classe. Depois que foi devidamente contestada e instruída, com oitiva das partes e de várias testemunhas, adveio a sentença que julgou improcedente o pedido. O juízo indeferiu o requerimento de gratuidade de justiça feito na petição inicial em razão do elevado salário que era recebido por Murilo. As custas foram fixadas em R$ 4.000,00, e os honorários sucumbenciais em favor dos advogados do reclamado, em R$ 10.000,00. Dessa sentença não houve interposição de recurso, transitando em julgado.

Considerando esses fatos e a previsão da CLT, é correto afirmar que 

 

(TJ/RJ – Juiz Substituto – VUNESP – 2026) Uma empresa brasileira de biotecnologia, regularmente cadastrada no SisGen, realizou acesso ao patrimônio genético de micro-organismo nativo do território nacional para fins de pesquisa científica. A partir dos dados obtidos, desenvolveu, posteriormente, um medicamento totalmente sintético, cuja formulação final não contém material genético brasileiro, mas cuja eficácia terapêutica decorreu diretamente das informações obtidas a partir do acesso realizado. Iniciada a exploração econômica do medicamento, a empresa deixou de efetuar a repartição de benefícios, alegando inexistência de obrigação legal.

À luz da Lei no 13.123/2015, que dispõe, dentre outros pontos, sobre bens, direitos e obrigações relativos ao acesso ao patrimônio genético do país, assinale a alternativa correta.

 

(EMAGIS) À luz do entendimento firmado pelo STJ acerca da atuação institucional da Defensoria Pública como curadora especial, analise as assertivas abaixo e assinale a alternativa correta:

 

(PC/PI – Delegado de Polícia Civil – FGV – 2026) Em um debate promovido pelos órgãos que atuam diretamente na área segurança pública da República Federativa do Brasil, discutiu-se a possibilidade, ou não, de um Estado Democrático de Direito adotar a pena de morte, considerando os balizamentos estabelecidos pelo Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos (PIDCP), de 1966.

Ao fim dos debates, concluiu-se corretamente que, quanto à pena de morte, de acordo com o referido ato de direito internacional público,


 

(EMAGIS) A defesa sustenta a ocorrência de negativa de vigência ao artigo 51 do Código Penal, ao argumento de que o juízo incorreu em grave impropriedade técnico-jurídica ao aplicar o artigo 114, inciso II, do Código Penal, à hipótese de execução da pena de multa após o trânsito em julgado da sentença condenatória, ignorando que referido dispositivo passou a disciplinar exclusivamente a prescrição da pretensão punitiva. Aduz que a nova redação do artigo 51 do Código Penal, introduzida pela Lei n. 13.964/2019, possui inequívoca natureza de novatio legis in mellius, por instituir regime prescricional mais favorável ao réu. Conclui que, após o trânsito em julgado da sentença penal condenatória, deve ser aplicado à pena de multa o prazo prescricional quinquenal previsto no artigo 174 do Código Tributário Nacional.

A propósito, marque a alternativa CORRETA. 

 

(EMAGIS) No caso, a Justiça estadual concedeu indulto, para extinguir a punibilidade da pena privativa de liberdade e estendeu o entendimento à multa não recolhida. Tratava-se de condenação oriunda da Justiça Federal, mas cuja pena privativa de liberdade tivera a respectiva competência para execução transferida à Justiça Estadual, por ser cumprida em presídio estadual. Mesmo declarada pelo Juízo estadual a extinção da punibilidade nos amplos termos mencionados, o Juízo Federal prosseguiu com a execução da multa na Justiça Federal, intimando o réu para pagamento das custas e da multa penal.

A propósito, marque a alternativa CORRETA. 

 

(EMAGIS) Consta dos autos que José foi condenado em primeiro grau pela prática do crime previsto no art. 317, caput e § 1º, do Código Penal, à pena de 7 anos, 9 meses e 10 dias de reclusão. Posteriormente, o juízo sentenciante declarou extinta a punibilidade, em razão da prescrição com base na pena concretamente aplicada. Após, a defesa de José interpôs recurso de apelação, pleiteando a absolvição. O Tribunal conheceu do apelo e deu-lhe provimento para absolver José com fundamento no artigo 386, inciso VII, do Código de Processo Penal. Em recurso especial, o Ministério Público aduziu que o acórdão recorrido divergiu da jurisprudência consolidada do Superior Tribunal de Justiça, ao conhecer de recurso de apelação no qual o réu não possuía interesse recursal, uma vez que a extinção da punibilidade pela prescrição havia afastado todos os efeitos da condenação. José apresentou contrarrazões ao recurso especial ministerial sustentando que negar seu interesse recursal violaria a lógica defensiva e a racionalidade do sistema, além de ignorar as repercussões morais e sociais da condenação, o que reforça a necessidade de manter a absolvição. 

A propósito, marque a alternativa CORRETA. 

 

(EMAGIS) Sobre as Escolas Penais, a teoria da norma penal e temas correlatos, julgue os itens abaixo.

I. Conhecida como “Escola Francesa de Lyon”, “Escola Criminal Sociológica”, “Escola Antropossocial” ou, ainda, “Escola do Meio”, a Escola francesa constituiu uma grande oposição aos pilares de sustentação da Escola positiva. Rechaçando a ideia lombrosiana de transmissão de características hereditárias, congênitas, que pudessem conduzir à criminalidade, os defensores da Escola francesa enalteciam a influência do meio social na propensão prática dos delitos. Dentre os seus representantes, destaca-se a figura de Lacassagne, Martin e Locard.

II. Lei Penal em Branco em Sentido Estrito, Própria ou Heterogênea é aquela em que o complemento do preceito primário deve estar contido em lei editada pela mesma instância legislativa que criou a lei penal em branco, ou seja, também deve estar presente em lei federal.

III. As principais teorias pertinentes à definição exata do local em que se considera praticado o crime são: (i) Teoria da atividade: o crime é praticado onde realizada a conduta; (ii) Teoria do resultado: o crime é praticado onde ocorreu o resultado; (iii) Teoria pura da ubiquidade, mista ou unitária: considera praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou omissão, no todo ou em parte, bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o resultado. É esta última a teoria adotada pelo Código Penal em matéria de lugar do crime (locus comissi delicti).

Estão corretos somente os itens:

 

(DPE/MT – Defensor(a) Público(a) Estadual – FCC – 2026) A prisão preventiva

 

(DPE/MT – Defensor(a) Público(a) Estadual – FCC – 2026) Sobre depoimentos prestados por testemunhas policiais em processos criminais:
[não é raro se deparar, por exemplo, com o relato de que, depois de ser abordado em via pública sem nada de ilícito, o réu haveria voluntariamente afirmado aos policiais que tinha drogas e/ou armas em casa e convidado os agentes de segurança a acompanhá-lo até a residência, onde lhes teria franqueado a entrada e indicado a localização dos objetos. Ou, ainda, a afirmação de que, depois de receberem uma denúncia anônima relacionada a um indivíduo suspeito, dirigiram-se à sua moradia e, lá chegando, sentiram forte odor de substâncias entorpecentes exalando em via pública; isso quando não ocorre de os agentes verem drogas/armas em cima de algum móvel por meio de uma janela ou porta providencialmente entreaberta, razões pelas quais ingressam no domicilio, efetuam uma busca e apreendem os itens proibidos. A inquietação gerada por essas histórias [...] - aparentemente talhadas para dar contornos de legitimidade a diligências invasivas - não é recente e foi objeto de estudos pelo menos desde a década de 1960 nos Estados Unidos, [...]."
(HALAH, Leonardo. 17. O Controle Judicial da Atividade Policial [...] In: CRUZ, Rogerio; JUNIOR, Américo; DEZEM, Guilherme. Coleção Justiça Criminal. Ed. 2023. São Paulo (SP): Editora Revista dos Tribunais. 2023)

Considerando o trecho acima o autor se refere

 

(MPE/GO – Promotora e Promotor de Justiça Substituto – FGV – 2026) Após a observância das formalidades constitucionais e legais, João foi condenado, definitivamente, pela prática do crime de feminicídio e iniciou o cumprimento da pena privativa de liberdade em regime fechado, no Estado de Goiás.

Diante do narrado, e considerando as disposições da Lei nº 7.210/1984, é correto afirmar que João

 

(EMAGIS) Acerca do regime jurídico da ação de improbidade administrativa, à luz das inovações promovidas pela Lei nº 14.230/2021, assinale a alternativa incorreta:

 

(MPE/SC – Promotor Substituto – VUNESP – 2026) Durante fiscalização do Ministério Público em entidade de acolhimento institucional, constatou-se a permanência de crianças e adolescentes por período significativamente superior ao legalmente recomendado, sem reavaliação periódica da medida, sem atualização do Plano Individual de Atendimento (PIA) e sem adoção de providências efetivas voltadas à reintegração familiar ou à colocação em família substituta. A Administração Pública justificou a situação com base na reserva do possível, na inexistência de famílias acolhedoras cadastradas e na sobrecarga do sistema de Justiça. À luz da CF, do ECA e da jurisprudência do STF e do STJ, assinale a alternativa correta.

 

(EMAGIS) Trata-se de ação de obrigação de fazer cumulada com pedido de indenização por danos morais, ajuizada por beneficiário de plano de saúde contra este, em razão da recusa de custeio de tratamento multidisciplinar para paciente com Transtorno do Espectro Autista. Os autos demonstraram que a operadora de plano de saúde promoveu interrupção abrupta da cobertura médico-assistencial devida ao menor portador de transtorno do espectro autista, seguida da omissão em assegurar a continuidade do tratamento do beneficiário extremamente dependente do serviço de assistência à saúde, causando-lhe, assim, prejuízo no seu desenvolvimento.

A propósito, avalie as assertivas que seguem.

I. A simples recusa indevida de cobertura médico-assistencial por operadora de plano de saúde não gera, por si só, dano moral presumido (in re ipsa) e essa premissa deve ser observada no julgamento da ação em questão. 

II. Na ação em questão, para a condenação da ré na obrigação de indenização dos danos morais, além da recusa indevida da cobertura médico-assistencial, é imprescindível a presença de elementos que permitam constatar a alteração anímica da vítima em grau suficiente para ultrapassar o mero aborrecimento ou dissabor, o que se verifica pelo que restou demonstrado nos autos.

III. Nem mesmo o cancelamento unilateral indevido do plano de saúde, com a negativa indevida de cobertura em situação de urgência ou emergência, configura dano moral in re ipsa.

Estão corretas as seguintes assertivas:

 

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(EMAGIS) As assertivas que seguem têm relação com os danos morais e sua indenização.

I. Embora o reconhecimento dos danos morais se dê, em numerosos casos, independentemente de prova (in re ipsa), para a sua adequada quantificação, deve o juiz investigar, sempre que entender necessário, as circunstâncias do caso concreto, inclusive por intermédio da produção de depoimento pessoal e da prova testemunhal em audiência.

II. Nos casos de violência contra a mulher praticados no âmbito doméstico e familiar, é possível a fixação de valor mínimo indenizatório a título de dano moral, desde que haja pedido expresso da acusação ou da parte ofendida, ainda que não especificada a quantia, devendo haver também específica instrução probatória sobre os danos morais.

III. A ausência de prévia comunicação ao consumidor da inscrição do seu nome em cadastros de proteção ao crédito, prevista no art. 43, § 2º, do CDC, enseja o direito à compensação por danos morais.

Estão corretas as seguintes assertivas:

 

(EMAGIS) As assertivas que seguem têm relação com o serviço bancário e deve ser marcada a CORRETA. 

 

(EMAGIS) Trata-se de ação de partilha de bens ajuizada por Daniela em face de Eduardo. As partes contraíram matrimônio no ano de 2008 pelo regime da comunhão parcial de bens. O casal não teve filhos e a esposa dedicou-se ao casamento, não exercendo atividade profissional durante os mais de 15 anos em que permaneceram casados. Em dezembro de 2024, as partes realizaram o divórcio de forma extrajudicial por escritura pública, em que ficou decidido que os bens seriam partilhados posteriormente. Na mesma data, no entanto, firmaram documento intitulado “instrumento particular de transação”, em que estipularam a partilha amigável dos bens adquiridos no curso da união. Ficou estabelecido que o ex-marido ficaria com um apartamento, além de móveis e objetos que lá estavam. Por sua vez, à ex-esposa caberia outro apartamento, que na época estava financiado, cotas da sociedade limitada do casal e indenização em dinheiro, para que adquirisse móveis para sua moradia. Na inicial, narrou Daniela que desconhecia a realidade financeira da empresa, que possuía dívidas expressivas, de forma que não conseguiu alavancar a empresa nem gerar lucro suficiente para se manter com dignidade. Além disso, informou que o ex-marido não apresentou todos os bens do casal quando da celebração do “instrumento particular de transação”, ficando de fora da partilha um caminhão e um galpão, além de automóveis pertencentes ao casal. Dessa forma, um ano após a celebração do “instrumento particular de transação” ajuizou a presente demanda, a fim de ver partilhados todos os bens adquiridos no curso do matrimônio. 

A propósito, marque a alternativa CORRETA.

 

(EMAGIS) Julgue os itens abaixo e indique a alternativa apropriada.

I. O processamento e julgamento de procedimento administrativo de dúvida suscitado por oficial de registro imobiliário relativamente a imóveis de autarquia pública federal compete ao Juízo federal.

II. Compete à Justiça Federal processar e julgar feitos em que se discuta controvérsia relativa à expedição de diploma de conclusão de curso superior realizado em instituição privada de ensino que integre o Sistema Federal de Ensino, salvo se a pretensão se limitar ao pagamento de indenização.

III. É válida a penhora do bem de família de fiador apontado em contrato de locação de imóvel, seja residencial, seja comercial.

IV. É impenhorável o bem de família oferecido como caução em contrato de locação de imóvel residencial ou comercial.

 

(EMAGIS) Julgue os itens abaixo e marque a alternativa correta.

I. É quinquenal o prazo prescricional para o ajuizamento da ação individual executiva que visa ao cumprimento de sentença originária de ação civil pública, sendo o referido lustro contado a partir do trânsito em julgado da sentença coletiva, independentemente da notícia da propositura da ação coletiva exigida pelo art. 94 do Código de Defesa do Consumidor ou mesmo da intimação pessoal dos exequentes.

II. A Súmula 326 do STJ (“Na ação de indenização por dano moral, a condenação em montante inferior ao postulado na inicial não implica sucumbência recíproca.”), editada anteriormente ao advento do CPC/2015, não conflita com a nova codificação, à luz da atual visão jurisprudencial do mesmo Tribunal. 

III. Tramitando o processo perante outro juízo, os autos serão remetidos ao juízo federal competente se nele intervier a União, suas empresas públicas, entidades autárquicas e fundações, ou conselho de fiscalização de atividade profissional, na qualidade de parte ou de terceiro interveniente, exceto as ações de recuperação judicial, falência, insolvência civil e acidente de trabalho, bem como aquelas sujeitas à justiça eleitoral e à justiça do trabalho. No entanto, o juízo federal restituirá os autos ao juízo estadual sem suscitar conflito se o ente federal cuja presença ensejou a remessa for excluído do processo.

IV. Serão reunidos para julgamento conjunto os processos que possam gerar risco de prolação de decisões conflitantes ou contraditórias caso decididos separadamente, mesmo sem conexão entre eles.

 

(EMAGIS) A respeito da ação rescisória por ofensa a literal disposição de lei, avalie as assertivas que seguem. 

I. Não cabe ação rescisória por ofensa a literal disposição de lei quando a decisão rescindenda se tiver baseado em texto legal de interpretação controvertida nos tribunais

II. A ação rescisória não é cabível se, à época do julgamento rescindendo, não havia divergência jurisprudencial, uma vez que o julgado rescindendo apontado como divergente, na verdade, afronta a jurisprudência, não viola ‘literal disposição de lei’.

III. Não cabe ação rescisória quando o julgado estiver em harmonia com o entendimento firmado pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal à época da formalização do acórdão rescindendo, ainda que ocorra posterior superação do precedente.

Estão corretas as seguintes assertivas:

 

(EMAGIS) Acerca do regime jurídico da ação de improbidade administrativa, à luz das inovações promovidas pela Lei nº 14.230/2021, assinale a alternativa incorreta:

 

(EMAGIS) Trata-se de ação de obrigação de fazer cumulada com pedido de indenização por danos morais, ajuizada por beneficiário de plano de saúde contra este, em razão da recusa de custeio de tratamento multidisciplinar para paciente com Transtorno do Espectro Autista. Os autos demonstraram que a operadora de plano de saúde promoveu interrupção abrupta da cobertura médico-assistencial devida ao menor portador de transtorno do espectro autista, seguida da omissão em assegurar a continuidade do tratamento do beneficiário extremamente dependente do serviço de assistência à saúde, causando-lhe, assim, prejuízo no seu desenvolvimento.

A propósito, avalie as assertivas que seguem.

I. A simples recusa indevida de cobertura médico-assistencial por operadora de plano de saúde não gera, por si só, dano moral presumido (in re ipsa) e essa premissa deve ser observada no julgamento da ação em questão. 

II. Na ação em questão, para a condenação da ré na obrigação de indenização dos danos morais, além da recusa indevida da cobertura médico-assistencial, é imprescindível a presença de elementos que permitam constatar a alteração anímica da vítima em grau suficiente para ultrapassar o mero aborrecimento ou dissabor, o que se verifica pelo que restou demonstrado nos autos.

III. Nem mesmo o cancelamento unilateral indevido do plano de saúde, com a negativa indevida de cobertura em situação de urgência ou emergência, configura dano moral in re ipsa.

Estão corretas as seguintes assertivas:

 

(MPE/SC – Promotor Substituto – VUNESP – 2026) Durante fiscalização do Ministério Público em entidade de acolhimento institucional, constatou-se a permanência de crianças e adolescentes por período significativamente superior ao legalmente recomendado, sem reavaliação periódica da medida, sem atualização do Plano Individual de Atendimento (PIA) e sem adoção de providências efetivas voltadas à reintegração familiar ou à colocação em família substituta. A Administração Pública justificou a situação com base na reserva do possível, na inexistência de famílias acolhedoras cadastradas e na sobrecarga do sistema de Justiça. À luz da CF, do ECA e da jurisprudência do STF e do STJ, assinale a alternativa correta.

 

(EMAGIS) A defesa sustenta a ocorrência de negativa de vigência ao artigo 51 do Código Penal, ao argumento de que o juízo incorreu em grave impropriedade técnico-jurídica ao aplicar o artigo 114, inciso II, do Código Penal, à hipótese de execução da pena de multa após o trânsito em julgado da sentença condenatória, ignorando que referido dispositivo passou a disciplinar exclusivamente a prescrição da pretensão punitiva. Aduz que a nova redação do artigo 51 do Código Penal, introduzida pela Lei n. 13.964/2019, possui inequívoca natureza de novatio legis in mellius, por instituir regime prescricional mais favorável ao réu. Conclui que, após o trânsito em julgado da sentença penal condenatória, deve ser aplicado à pena de multa o prazo prescricional quinquenal previsto no artigo 174 do Código Tributário Nacional.

A propósito, marque a alternativa CORRETA. 

 

(EMAGIS) No caso, a Justiça estadual concedeu indulto, para extinguir a punibilidade da pena privativa de liberdade e estendeu o entendimento à multa não recolhida. Tratava-se de condenação oriunda da Justiça Federal, mas cuja pena privativa de liberdade tivera a respectiva competência para execução transferida à Justiça Estadual, por ser cumprida em presídio estadual. Mesmo declarada pelo Juízo estadual a extinção da punibilidade nos amplos termos mencionados, o Juízo Federal prosseguiu com a execução da multa na Justiça Federal, intimando o réu para pagamento das custas e da multa penal.

A propósito, marque a alternativa CORRETA. 

 

(EMAGIS) Consta dos autos que José foi condenado em primeiro grau pela prática do crime previsto no art. 317, caput e § 1º, do Código Penal, à pena de 7 anos, 9 meses e 10 dias de reclusão. Posteriormente, o juízo sentenciante declarou extinta a punibilidade, em razão da prescrição com base na pena concretamente aplicada. Após, a defesa de José interpôs recurso de apelação, pleiteando a absolvição. O Tribunal conheceu do apelo e deu-lhe provimento para absolver José com fundamento no artigo 386, inciso VII, do Código de Processo Penal. Em recurso especial, o Ministério Público aduziu que o acórdão recorrido divergiu da jurisprudência consolidada do Superior Tribunal de Justiça, ao conhecer de recurso de apelação no qual o réu não possuía interesse recursal, uma vez que a extinção da punibilidade pela prescrição havia afastado todos os efeitos da condenação. José apresentou contrarrazões ao recurso especial ministerial sustentando que negar seu interesse recursal violaria a lógica defensiva e a racionalidade do sistema, além de ignorar as repercussões morais e sociais da condenação, o que reforça a necessidade de manter a absolvição. 

A propósito, marque a alternativa CORRETA. 

 

(EMAGIS) Sobre as Escolas Penais, a teoria da norma penal e temas correlatos, julgue os itens abaixo.

I. Conhecida como “Escola Francesa de Lyon”, “Escola Criminal Sociológica”, “Escola Antropossocial” ou, ainda, “Escola do Meio”, a Escola francesa constituiu uma grande oposição aos pilares de sustentação da Escola positiva. Rechaçando a ideia lombrosiana de transmissão de características hereditárias, congênitas, que pudessem conduzir à criminalidade, os defensores da Escola francesa enalteciam a influência do meio social na propensão prática dos delitos. Dentre os seus representantes, destaca-se a figura de Lacassagne, Martin e Locard.

II. Lei Penal em Branco em Sentido Estrito, Própria ou Heterogênea é aquela em que o complemento do preceito primário deve estar contido em lei editada pela mesma instância legislativa que criou a lei penal em branco, ou seja, também deve estar presente em lei federal.

III. As principais teorias pertinentes à definição exata do local em que se considera praticado o crime são: (i) Teoria da atividade: o crime é praticado onde realizada a conduta; (ii) Teoria do resultado: o crime é praticado onde ocorreu o resultado; (iii) Teoria pura da ubiquidade, mista ou unitária: considera praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou omissão, no todo ou em parte, bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o resultado. É esta última a teoria adotada pelo Código Penal em matéria de lugar do crime (locus comissi delicti).

Estão corretos somente os itens:

 

(DPE/MT – Defensor(a) Público(a) Estadual – FCC – 2026) A prisão preventiva

 

(DPE/MT – Defensor(a) Público(a) Estadual – FCC – 2026) Sobre depoimentos prestados por testemunhas policiais em processos criminais:
[não é raro se deparar, por exemplo, com o relato de que, depois de ser abordado em via pública sem nada de ilícito, o réu haveria voluntariamente afirmado aos policiais que tinha drogas e/ou armas em casa e convidado os agentes de segurança a acompanhá-lo até a residência, onde lhes teria franqueado a entrada e indicado a localização dos objetos. Ou, ainda, a afirmação de que, depois de receberem uma denúncia anônima relacionada a um indivíduo suspeito, dirigiram-se à sua moradia e, lá chegando, sentiram forte odor de substâncias entorpecentes exalando em via pública; isso quando não ocorre de os agentes verem drogas/armas em cima de algum móvel por meio de uma janela ou porta providencialmente entreaberta, razões pelas quais ingressam no domicilio, efetuam uma busca e apreendem os itens proibidos. A inquietação gerada por essas histórias [...] - aparentemente talhadas para dar contornos de legitimidade a diligências invasivas - não é recente e foi objeto de estudos pelo menos desde a década de 1960 nos Estados Unidos, [...]."
(HALAH, Leonardo. 17. O Controle Judicial da Atividade Policial [...] In: CRUZ, Rogerio; JUNIOR, Américo; DEZEM, Guilherme. Coleção Justiça Criminal. Ed. 2023. São Paulo (SP): Editora Revista dos Tribunais. 2023)

Considerando o trecho acima o autor se refere

 

(MPE/GO – Promotora e Promotor de Justiça Substituto – FGV – 2026) Após a observância das formalidades constitucionais e legais, João foi condenado, definitivamente, pela prática do crime de feminicídio e iniciou o cumprimento da pena privativa de liberdade em regime fechado, no Estado de Goiás.

Diante do narrado, e considerando as disposições da Lei nº 7.210/1984, é correto afirmar que João

 

(EMAGIS) Trata-se de Ação Direta de Inconstitucionalidade proposta contra o artigo 8º, II, da LC 80/1994, que confere ao Defensor Público-Geral da União a atribuição de representar a Defensoria Pública da União (DPU) judicial e extrajudicialmente. O autor alega violação aos artigos 131, caput, e 134, caput e §1º, da Constituição Federal. Salienta que, nos termos do artigo 131 da Carta da República, cabe à AGU, com exclusividade, representar nos âmbitos judicial e extrajudicial a União e seus órgãos, aí incluídos os do Legislativo e do Judiciário, bem assim aqueles aos quais atribuídas funções essenciais à Justiça. Afirma a inconstitucionalidade do exercício da representação judicial da União por pessoa estranha aos quadros da AGU. Discorre sobre a violação ao artigo 134, caput e § 1º, da Lei Maior, porquanto autorizada a atuação indiscriminada do Defensor Público-Geral da União, a implicar o exercício indevido da advocacia fora das atribuições institucionais, em prejuízo da defesa dos necessitados. 

A propósito, marque a alternativa CORRETA. 

 

(EMAGIS) No caso, a suposta prática delituosa ocorreu no Município e consistiu na destruição de vegetação nativa pertencente ao bioma Mata Atlântica, incluindo exemplares da espécie araucária (Araucaria angustifolia), ameaçada de extinção, conforme Portaria Ibama n. 37-N, de 3/4/1992, sem evidência de transnacionalidade do delito ou de outros elementos específicos que indiquem o interesse da União.

A propósito, marque a alternativa CORRETA. 

 

(EMAGIS) Trata-se de Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental contra lei municipal, que veda a adoção de ideologia de gênero, diversidade sexual e educação sexual nas práticas pedagógicas, currículos escolares e materiais didáticos das redes de ensino municipal e privada, bem como em bibliotecas municipais.

A propósito, marque a alternativa CORRETA.

 

(EMAGIS) Relativamente às funções essenciais à Justiça e aos Tribunais de Contas, marque a alternativa incorreta.

 

(PC/PI – Delegado de Polícia Civil – FGV – 2026) Em um debate promovido pelos órgãos que atuam diretamente na área segurança pública da República Federativa do Brasil, discutiu-se a possibilidade, ou não, de um Estado Democrático de Direito adotar a pena de morte, considerando os balizamentos estabelecidos pelo Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos (PIDCP), de 1966.

Ao fim dos debates, concluiu-se corretamente que, quanto à pena de morte, de acordo com o referido ato de direito internacional público,


 

(EMAGIS) Quanto às entidades do terceiro setor, marque a alternativa correta.

 

(EMAGIS) Trata-se de sentença coletiva que condenou a administração centralizada (ente político) ao pagamento de verba remuneratória a determinados servidores públicos. Pretendem executá-la os servidores que integravam os quadros de autarquias e de fundações públicas do ente federado na data da propositura da ação coletiva, dizendo-se beneficiados pela coisa julgada, a despeito de integrantes da administração indireta. Trata-se, portanto, de execução de sentença coletiva que condenou o ente político ao pagamento de diferença remuneratória, execução movida por servidores que, ao momento da propositura da ação coletiva, integravam o quadro de autarquias e de fundações públicas de aludido ente político.

A propósito, avalie as assertivas que seguem. 

I. A sentença coletiva que condena a administração centralizada ao pagamento de verba remuneratória pode ser executada por servidores de autarquias e fundações públicas, motivo pelo qual, ao menos sob essa ótica, merece trânsito a execução em questão.

II. A legitimidade universal do sindicato para agir em juízo gera a extensão da coisa julgada em questão a pessoas jurídicas da administração indireta do ente federado, motivo pelo qual, caso a ação coletiva tenha sido ajuizada por sindicato, merecerá trânsito a execução em questão.

III. A Autarquia possui legitimidade para figurar no polo passivo da liquidação e execução de sentença genérica, em ação civil pública, proferida contra o ente político ao qual vinculada, porquanto abrangida pelo efeito erga omnes previsto no artigo 16 da Lei nº 7.347/1985.

Estão corretas as seguintes assertivas:

 

(EMAGIS) Sabe-se que o ato concessivo de aposentadoria do servidor público é complexo, que se aperfeiçoa apenas após o exame do ato instituidor do benefício pelo respectivo de Tribunal de Contas. 

A propósito, avalie as assertivas que seguem. 

I. Os Tribunais de Contas estão sujeitos ao prazo de 5 anos para o julgamento da legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma ou pensão, a contar da chegada do processo à respectiva Corte de Contas.

II. Admite-se a revisão dos proventos de aposentadoria concedidos aos militares reformados e/ou aos pensionistas militares que foram promovidos ao grau hierárquico superior, para adequação aos limites legais, devendo-se observar, contudo, o prazo decadencial de 5 anos previsto no art. 54 da Lei 9784/99, contado da data em que recebido no Tribunal de Contas da União, para exame de sua legalidade, o ato de transferência do militar para a inatividade ou de concessão da pensão.

III. Ao Estado é facultada a revogação de atos que repute ilegalmente praticados, porém, se de tais atos já tiverem decorrido efeitos concretos, seu desfazimento deve ser precedido de regular processo administrativo. 

Estão corretas as seguintes assertivas:

 

(EMAGIS) Trata-se de ação rescisória para desconstituir título judicial transitado em julgado no qual reconhecida, para efeito de aplicação do reajuste de 28,86% sobre a Retribuição Adicional Variável (RAV) de Auditor Fiscal da Receita Federal, a possibilidade de compensação do índice com os reposicionamentos supervenientes do servidor, promovidos pela Lei n. 8.627/1993. O autor reconhece que, conquanto a decisão rescindenda esteja em sintonia com o entendimento jurisprudencial até então vigente, posteriormente aludido entendimento foi alterado com o julgamento pelo STJ do Tema n. 548/STJ.

A propósito, avalie as assertivas que seguem. 

I. Aplica-se o óbice do verbete sumular n. 343/STF à ação rescisória em questão, que, por isso, não é cabível. 

II. Mesmo que julgamento posterior pacificando a questão se tenha dado em Recurso Repetitivo, é incabível a rescisória em questão. 

III. A questão da ofensa aos limites objetivos da coisa julgada pela compensação do reajuste de 28,86% sobre a vantagem pecuniária “Retribuição Adicional Variável – RAV”, paga aos servidores públicos civis e militares, com as reposições salariais das Leis n. 8.622/1993 e n. 8.627/1993, tem natureza constitucional, motivo pelo qual a admissibilidade da ação rescisória em questão deve ser avaliada sob a ótica do envolvimento de questão constitucional.

Estão corretas as seguintes assertivas:

 

(EMAGIS) Com relação às novidades implementadas pela EC 111/2021, marque a alternativa incorreta.

 

(EMAGIS) As assertivas que seguem têm relação com a empresa e o estabelecimento empresarial, devendo ser marcada a CORRETA. 

 

(EMAGIS) As assertivas que seguem, no âmbito do direito marcário, têm relação com o paralelismo consciente (conscious parallelism) e o caroneiro (free rider), além dos danos materiais e morais, devendo ser marcada a CORRETA. 

 

(EMAGIS) As assertivas que seguem têm relação com o Direito Tributário na visão do Supremo Tribunal Federal, devendo ser marcada a CORRETA. 

 

(EMAGIS) Nos autos da execução fiscal de ICMS, o executado alega prescrição do crédito tributário, alegando que entre a data do vencimento, em 01/01/2017, e a data do ajuizamento da execução, em 01/01/2026, restou ultrapassado o prazo prescricional. Ouvida, a exequente alega ter havido parcelamento do crédito, juntando telas sistêmicas que seriam meios de prova suficientes a esse desiderato, indicativas de parcelamentos em 2018, 2022 e 2025. O executado volve aos autos e, embora não impugnando de forma específica e fundamentada a autenticidade ou a veracidade do conteúdo dessas telas, afirma que a juntada das telas é não é meio idôneo para demonstração do fato alegado (deflagração do procedimento de parcelamento do crédito tributário pelo contribuinte). 

A propósito, marque a alternativa CORRETA. 

 

(TJ/RJ – Juiz Substituto – VUNESP – 2026) Uma empresa brasileira de biotecnologia, regularmente cadastrada no SisGen, realizou acesso ao patrimônio genético de micro-organismo nativo do território nacional para fins de pesquisa científica. A partir dos dados obtidos, desenvolveu, posteriormente, um medicamento totalmente sintético, cuja formulação final não contém material genético brasileiro, mas cuja eficácia terapêutica decorreu diretamente das informações obtidas a partir do acesso realizado. Iniciada a exploração econômica do medicamento, a empresa deixou de efetuar a repartição de benefícios, alegando inexistência de obrigação legal.

À luz da Lei no 13.123/2015, que dispõe, dentre outros pontos, sobre bens, direitos e obrigações relativos ao acesso ao patrimônio genético do país, assinale a alternativa correta.

 

(EMAGIS) No curso de uma investigação criminal que apura o crime de tráfico de drogas, policiais militares realizam a apreensão de determinada substância entorpecente. O material é recolhido sem a adequada documentação fotográfica do local, tampouco há registro formal da cadeia de custódia no momento da coleta. Posteriormente, já na delegacia, o material é lacrado, encaminhado à perícia oficial, que atesta tratar-se de cocaína. Em juízo, a defesa sustenta a ilicitude da prova pericial, sob o argumento de quebra da cadeia de custódia, pleiteando o seu desentranhamento.

À luz da disciplina legal da cadeia de custódia (arts. 158-A a 158-F do CPP), da teoria das nulidades e da jurisprudência dos tribunais superiores, assinale a alternativa correta:

 

(EMAGIS) A partir das transformações do pensamento jurídico norte-americano no início do século XX, Roscoe Pound desenvolveu a chamada sociological jurisprudence, posicionando-se criticamente em relação ao formalismo jurídico e propondo uma compreensão funcional do Direito. Considerando esse contexto teórico, assinale a alternativa correta:

 

(EMAGIS) Sobre o Conselho Superior do Ministério Público, nos termos da Lei n.º 8.625/93, assinale a alternativa incorreta:

 

(EMAGIS) À luz do entendimento firmado pelo STJ acerca da atuação institucional da Defensoria Pública como curadora especial, analise as assertivas abaixo e assinale a alternativa correta:

 

Objetivas PGE/PGM - Rodada 14.2026

(EMAGIS) Quanto às entidades do terceiro setor, marque a alternativa correta.

 

(EMAGIS) Trata-se de sentença coletiva que condenou a administração centralizada (ente político) ao pagamento de verba remuneratória a determinados servidores públicos. Pretendem executá-la os servidores que integravam os quadros de autarquias e de fundações públicas do ente federado na data da propositura da ação coletiva, dizendo-se beneficiados pela coisa julgada, a despeito de integrantes da administração indireta. Trata-se, portanto, de execução de sentença coletiva que condenou o ente político ao pagamento de diferença remuneratória, execução movida por servidores que, ao momento da propositura da ação coletiva, integravam o quadro de autarquias e de fundações públicas de aludido ente político.

A propósito, avalie as assertivas que seguem. 

I. A sentença coletiva que condena a administração centralizada ao pagamento de verba remuneratória pode ser executada por servidores de autarquias e fundações públicas, motivo pelo qual, ao menos sob essa ótica, merece trânsito a execução em questão.

II. A legitimidade universal do sindicato para agir em juízo gera a extensão da coisa julgada em questão a pessoas jurídicas da administração indireta do ente federado, motivo pelo qual, caso a ação coletiva tenha sido ajuizada por sindicato, merecerá trânsito a execução em questão.

III. A Autarquia possui legitimidade para figurar no polo passivo da liquidação e execução de sentença genérica, em ação civil pública, proferida contra o ente político ao qual vinculada, porquanto abrangida pelo efeito erga omnes previsto no artigo 16 da Lei nº 7.347/1985.

Estão corretas as seguintes assertivas:

 

(EMAGIS) Sabe-se que o ato concessivo de aposentadoria do servidor público é complexo, que se aperfeiçoa apenas após o exame do ato instituidor do benefício pelo respectivo de Tribunal de Contas. 

A propósito, avalie as assertivas que seguem. 

I. Os Tribunais de Contas estão sujeitos ao prazo de 5 anos para o julgamento da legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma ou pensão, a contar da chegada do processo à respectiva Corte de Contas.

II. Admite-se a revisão dos proventos de aposentadoria concedidos aos militares reformados e/ou aos pensionistas militares que foram promovidos ao grau hierárquico superior, para adequação aos limites legais, devendo-se observar, contudo, o prazo decadencial de 5 anos previsto no art. 54 da Lei 9784/99, contado da data em que recebido no Tribunal de Contas da União, para exame de sua legalidade, o ato de transferência do militar para a inatividade ou de concessão da pensão.

III. Ao Estado é facultada a revogação de atos que repute ilegalmente praticados, porém, se de tais atos já tiverem decorrido efeitos concretos, seu desfazimento deve ser precedido de regular processo administrativo. 

Estão corretas as seguintes assertivas:

 

(EMAGIS) Trata-se de ação rescisória para desconstituir título judicial transitado em julgado no qual reconhecida, para efeito de aplicação do reajuste de 28,86% sobre a Retribuição Adicional Variável (RAV) de Auditor Fiscal da Receita Federal, a possibilidade de compensação do índice com os reposicionamentos supervenientes do servidor, promovidos pela Lei n. 8.627/1993. O autor reconhece que, conquanto a decisão rescindenda esteja em sintonia com o entendimento jurisprudencial até então vigente, posteriormente aludido entendimento foi alterado com o julgamento pelo STJ do Tema n. 548/STJ.

A propósito, avalie as assertivas que seguem. 

I. Aplica-se o óbice do verbete sumular n. 343/STF à ação rescisória em questão, que, por isso, não é cabível. 

II. Mesmo que julgamento posterior pacificando a questão se tenha dado em Recurso Repetitivo, é incabível a rescisória em questão. 

III. A questão da ofensa aos limites objetivos da coisa julgada pela compensação do reajuste de 28,86% sobre a vantagem pecuniária “Retribuição Adicional Variável – RAV”, paga aos servidores públicos civis e militares, com as reposições salariais das Leis n. 8.622/1993 e n. 8.627/1993, tem natureza constitucional, motivo pelo qual a admissibilidade da ação rescisória em questão deve ser avaliada sob a ótica do envolvimento de questão constitucional.

Estão corretas as seguintes assertivas:

 

(EMAGIS) Trata-se de Ação Direta de Inconstitucionalidade proposta contra o artigo 8º, II, da LC 80/1994, que confere ao Defensor Público-Geral da União a atribuição de representar a Defensoria Pública da União (DPU) judicial e extrajudicialmente. O autor alega violação aos artigos 131, caput, e 134, caput e §1º, da Constituição Federal. Salienta que, nos termos do artigo 131 da Carta da República, cabe à AGU, com exclusividade, representar nos âmbitos judicial e extrajudicial a União e seus órgãos, aí incluídos os do Legislativo e do Judiciário, bem assim aqueles aos quais atribuídas funções essenciais à Justiça. Afirma a inconstitucionalidade do exercício da representação judicial da União por pessoa estranha aos quadros da AGU. Discorre sobre a violação ao artigo 134, caput e § 1º, da Lei Maior, porquanto autorizada a atuação indiscriminada do Defensor Público-Geral da União, a implicar o exercício indevido da advocacia fora das atribuições institucionais, em prejuízo da defesa dos necessitados. 

A propósito, marque a alternativa CORRETA. 

 

(EMAGIS) No caso, a suposta prática delituosa ocorreu no Município e consistiu na destruição de vegetação nativa pertencente ao bioma Mata Atlântica, incluindo exemplares da espécie araucária (Araucaria angustifolia), ameaçada de extinção, conforme Portaria Ibama n. 37-N, de 3/4/1992, sem evidência de transnacionalidade do delito ou de outros elementos específicos que indiquem o interesse da União.

A propósito, marque a alternativa CORRETA. 

 

(EMAGIS) Trata-se de Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental contra lei municipal, que veda a adoção de ideologia de gênero, diversidade sexual e educação sexual nas práticas pedagógicas, currículos escolares e materiais didáticos das redes de ensino municipal e privada, bem como em bibliotecas municipais.

A propósito, marque a alternativa CORRETA.

 

(EMAGIS) Relativamente às funções essenciais à Justiça e aos Tribunais de Contas, marque a alternativa incorreta.

 

(EMAGIS) Julgue os itens abaixo e indique a alternativa apropriada.

I. O processamento e julgamento de procedimento administrativo de dúvida suscitado por oficial de registro imobiliário relativamente a imóveis de autarquia pública federal compete ao Juízo federal.

II. Compete à Justiça Federal processar e julgar feitos em que se discuta controvérsia relativa à expedição de diploma de conclusão de curso superior realizado em instituição privada de ensino que integre o Sistema Federal de Ensino, salvo se a pretensão se limitar ao pagamento de indenização.

III. É válida a penhora do bem de família de fiador apontado em contrato de locação de imóvel, seja residencial, seja comercial.

IV. É impenhorável o bem de família oferecido como caução em contrato de locação de imóvel residencial ou comercial.

 

(EMAGIS) Julgue os itens abaixo e marque a alternativa correta.

I. É quinquenal o prazo prescricional para o ajuizamento da ação individual executiva que visa ao cumprimento de sentença originária de ação civil pública, sendo o referido lustro contado a partir do trânsito em julgado da sentença coletiva, independentemente da notícia da propositura da ação coletiva exigida pelo art. 94 do Código de Defesa do Consumidor ou mesmo da intimação pessoal dos exequentes.

II. A Súmula 326 do STJ (“Na ação de indenização por dano moral, a condenação em montante inferior ao postulado na inicial não implica sucumbência recíproca.”), editada anteriormente ao advento do CPC/2015, não conflita com a nova codificação, à luz da atual visão jurisprudencial do mesmo Tribunal. 

III. Tramitando o processo perante outro juízo, os autos serão remetidos ao juízo federal competente se nele intervier a União, suas empresas públicas, entidades autárquicas e fundações, ou conselho de fiscalização de atividade profissional, na qualidade de parte ou de terceiro interveniente, exceto as ações de recuperação judicial, falência, insolvência civil e acidente de trabalho, bem como aquelas sujeitas à justiça eleitoral e à justiça do trabalho. No entanto, o juízo federal restituirá os autos ao juízo estadual sem suscitar conflito se o ente federal cuja presença ensejou a remessa for excluído do processo.

IV. Serão reunidos para julgamento conjunto os processos que possam gerar risco de prolação de decisões conflitantes ou contraditórias caso decididos separadamente, mesmo sem conexão entre eles.

 

(EMAGIS) A respeito da ação rescisória por ofensa a literal disposição de lei, avalie as assertivas que seguem. 

I. Não cabe ação rescisória por ofensa a literal disposição de lei quando a decisão rescindenda se tiver baseado em texto legal de interpretação controvertida nos tribunais

II. A ação rescisória não é cabível se, à época do julgamento rescindendo, não havia divergência jurisprudencial, uma vez que o julgado rescindendo apontado como divergente, na verdade, afronta a jurisprudência, não viola ‘literal disposição de lei’.

III. Não cabe ação rescisória quando o julgado estiver em harmonia com o entendimento firmado pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal à época da formalização do acórdão rescindendo, ainda que ocorra posterior superação do precedente.

Estão corretas as seguintes assertivas:

 

(EMAGIS) As assertivas que seguem têm relação com os danos morais e sua indenização.

I. Embora o reconhecimento dos danos morais se dê, em numerosos casos, independentemente de prova (in re ipsa), para a sua adequada quantificação, deve o juiz investigar, sempre que entender necessário, as circunstâncias do caso concreto, inclusive por intermédio da produção de depoimento pessoal e da prova testemunhal em audiência.

II. Nos casos de violência contra a mulher praticados no âmbito doméstico e familiar, é possível a fixação de valor mínimo indenizatório a título de dano moral, desde que haja pedido expresso da acusação ou da parte ofendida, ainda que não especificada a quantia, devendo haver também específica instrução probatória sobre os danos morais.

III. A ausência de prévia comunicação ao consumidor da inscrição do seu nome em cadastros de proteção ao crédito, prevista no art. 43, § 2º, do CDC, enseja o direito à compensação por danos morais.

Estão corretas as seguintes assertivas:

 

(EMAGIS) As assertivas que seguem têm relação com o serviço bancário e deve ser marcada a CORRETA. 

 

(EMAGIS) Trata-se de ação de partilha de bens ajuizada por Daniela em face de Eduardo. As partes contraíram matrimônio no ano de 2008 pelo regime da comunhão parcial de bens. O casal não teve filhos e a esposa dedicou-se ao casamento, não exercendo atividade profissional durante os mais de 15 anos em que permaneceram casados. Em dezembro de 2024, as partes realizaram o divórcio de forma extrajudicial por escritura pública, em que ficou decidido que os bens seriam partilhados posteriormente. Na mesma data, no entanto, firmaram documento intitulado “instrumento particular de transação”, em que estipularam a partilha amigável dos bens adquiridos no curso da união. Ficou estabelecido que o ex-marido ficaria com um apartamento, além de móveis e objetos que lá estavam. Por sua vez, à ex-esposa caberia outro apartamento, que na época estava financiado, cotas da sociedade limitada do casal e indenização em dinheiro, para que adquirisse móveis para sua moradia. Na inicial, narrou Daniela que desconhecia a realidade financeira da empresa, que possuía dívidas expressivas, de forma que não conseguiu alavancar a empresa nem gerar lucro suficiente para se manter com dignidade. Além disso, informou que o ex-marido não apresentou todos os bens do casal quando da celebração do “instrumento particular de transação”, ficando de fora da partilha um caminhão e um galpão, além de automóveis pertencentes ao casal. Dessa forma, um ano após a celebração do “instrumento particular de transação” ajuizou a presente demanda, a fim de ver partilhados todos os bens adquiridos no curso do matrimônio. 

A propósito, marque a alternativa CORRETA.

 

(EMAGIS) As assertivas que seguem têm relação com a empresa e o estabelecimento empresarial, devendo ser marcada a CORRETA. 

 

(EMAGIS) As assertivas que seguem, no âmbito do direito marcário, têm relação com o paralelismo consciente (conscious parallelism) e o caroneiro (free rider), além dos danos materiais e morais, devendo ser marcada a CORRETA. 

 

(EMAGIS) As assertivas que seguem têm relação com o Direito Tributário na visão do Supremo Tribunal Federal, devendo ser marcada a CORRETA. 

 

(EMAGIS) Nos autos da execução fiscal de ICMS, o executado alega prescrição do crédito tributário, alegando que entre a data do vencimento, em 01/01/2017, e a data do ajuizamento da execução, em 01/01/2026, restou ultrapassado o prazo prescricional. Ouvida, a exequente alega ter havido parcelamento do crédito, juntando telas sistêmicas que seriam meios de prova suficientes a esse desiderato, indicativas de parcelamentos em 2018, 2022 e 2025. O executado volve aos autos e, embora não impugnando de forma específica e fundamentada a autenticidade ou a veracidade do conteúdo dessas telas, afirma que a juntada das telas é não é meio idôneo para demonstração do fato alegado (deflagração do procedimento de parcelamento do crédito tributário pelo contribuinte). 

A propósito, marque a alternativa CORRETA. 

 

(EMAGIS) A respeito das leis orçamentárias em geral, marque a alternativa INCORRETA.

 

(Inspetor Tecnologista INPE – FGV – 2024) Considerando a Lei da Terceirização (Lei n° 13.429/17), assinale a afirmativa correta.

 

(Analista legislativo – Consultor Legislativo da Câmara dos Deputados – FGV – 2024) Murilo ajuizou reclamação contra seu ex-empregador em 2024, tendo a assistência de seu sindicato de classe. Depois que foi devidamente contestada e instruída, com oitiva das partes e de várias testemunhas, adveio a sentença que julgou improcedente o pedido. O juízo indeferiu o requerimento de gratuidade de justiça feito na petição inicial em razão do elevado salário que era recebido por Murilo. As custas foram fixadas em R$ 4.000,00, e os honorários sucumbenciais em favor dos advogados do reclamado, em R$ 10.000,00. Dessa sentença não houve interposição de recurso, transitando em julgado.

Considerando esses fatos e a previsão da CLT, é correto afirmar que 

 

(TJ/RJ – Juiz Substituto – VUNESP – 2026) Uma empresa brasileira de biotecnologia, regularmente cadastrada no SisGen, realizou acesso ao patrimônio genético de micro-organismo nativo do território nacional para fins de pesquisa científica. A partir dos dados obtidos, desenvolveu, posteriormente, um medicamento totalmente sintético, cuja formulação final não contém material genético brasileiro, mas cuja eficácia terapêutica decorreu diretamente das informações obtidas a partir do acesso realizado. Iniciada a exploração econômica do medicamento, a empresa deixou de efetuar a repartição de benefícios, alegando inexistência de obrigação legal.

À luz da Lei no 13.123/2015, que dispõe, dentre outros pontos, sobre bens, direitos e obrigações relativos ao acesso ao patrimônio genético do país, assinale a alternativa correta.

 

(EMAGIS) No caso, a Justiça estadual concedeu indulto, para extinguir a punibilidade da pena privativa de liberdade e estendeu o entendimento à multa não recolhida. Tratava-se de condenação oriunda da Justiça Federal, mas cuja pena privativa de liberdade tivera a respectiva competência para execução transferida à Justiça Estadual, por ser cumprida em presídio estadual. Mesmo declarada pelo Juízo estadual a extinção da punibilidade nos amplos termos mencionados, o Juízo Federal prosseguiu com a execução da multa na Justiça Federal, intimando o réu para pagamento das custas e da multa penal.

A propósito, marque a alternativa CORRETA. 

 

(EMAGIS) Consta dos autos que José foi condenado em primeiro grau pela prática do crime previsto no art. 317, caput e § 1º, do Código Penal, à pena de 7 anos, 9 meses e 10 dias de reclusão. Posteriormente, o juízo sentenciante declarou extinta a punibilidade, em razão da prescrição com base na pena concretamente aplicada. Após, a defesa de José interpôs recurso de apelação, pleiteando a absolvição. O Tribunal conheceu do apelo e deu-lhe provimento para absolver José com fundamento no artigo 386, inciso VII, do Código de Processo Penal. Em recurso especial, o Ministério Público aduziu que o acórdão recorrido divergiu da jurisprudência consolidada do Superior Tribunal de Justiça, ao conhecer de recurso de apelação no qual o réu não possuía interesse recursal, uma vez que a extinção da punibilidade pela prescrição havia afastado todos os efeitos da condenação. José apresentou contrarrazões ao recurso especial ministerial sustentando que negar seu interesse recursal violaria a lógica defensiva e a racionalidade do sistema, além de ignorar as repercussões morais e sociais da condenação, o que reforça a necessidade de manter a absolvição. 

A propósito, marque a alternativa CORRETA. 

 

(DPE/MT – Defensor(a) Público(a) Estadual – FCC – 2026) A prisão preventiva

 

(DPE/MT – Defensor(a) Público(a) Estadual – FCC – 2026) Sobre depoimentos prestados por testemunhas policiais em processos criminais:
[não é raro se deparar, por exemplo, com o relato de que, depois de ser abordado em via pública sem nada de ilícito, o réu haveria voluntariamente afirmado aos policiais que tinha drogas e/ou armas em casa e convidado os agentes de segurança a acompanhá-lo até a residência, onde lhes teria franqueado a entrada e indicado a localização dos objetos. Ou, ainda, a afirmação de que, depois de receberem uma denúncia anônima relacionada a um indivíduo suspeito, dirigiram-se à sua moradia e, lá chegando, sentiram forte odor de substâncias entorpecentes exalando em via pública; isso quando não ocorre de os agentes verem drogas/armas em cima de algum móvel por meio de uma janela ou porta providencialmente entreaberta, razões pelas quais ingressam no domicilio, efetuam uma busca e apreendem os itens proibidos. A inquietação gerada por essas histórias [...] - aparentemente talhadas para dar contornos de legitimidade a diligências invasivas - não é recente e foi objeto de estudos pelo menos desde a década de 1960 nos Estados Unidos, [...]."
(HALAH, Leonardo. 17. O Controle Judicial da Atividade Policial [...] In: CRUZ, Rogerio; JUNIOR, Américo; DEZEM, Guilherme. Coleção Justiça Criminal. Ed. 2023. São Paulo (SP): Editora Revista dos Tribunais. 2023)

Considerando o trecho acima o autor se refere

 

Objetivas Magistratura Estadual e MP Estadual - Rodada 14.2026

(EMAGIS) As assertivas que seguem têm relação com os danos morais e sua indenização.

I. Embora o reconhecimento dos danos morais se dê, em numerosos casos, independentemente de prova (in re ipsa), para a sua adequada quantificação, deve o juiz investigar, sempre que entender necessário, as circunstâncias do caso concreto, inclusive por intermédio da produção de depoimento pessoal e da prova testemunhal em audiência.

II. Nos casos de violência contra a mulher praticados no âmbito doméstico e familiar, é possível a fixação de valor mínimo indenizatório a título de dano moral, desde que haja pedido expresso da acusação ou da parte ofendida, ainda que não especificada a quantia, devendo haver também específica instrução probatória sobre os danos morais.

III. A ausência de prévia comunicação ao consumidor da inscrição do seu nome em cadastros de proteção ao crédito, prevista no art. 43, § 2º, do CDC, enseja o direito à compensação por danos morais.

Estão corretas as seguintes assertivas:

 

(EMAGIS) As assertivas que seguem têm relação com o serviço bancário e deve ser marcada a CORRETA. 

 

(EMAGIS) Trata-se de ação de partilha de bens ajuizada por Daniela em face de Eduardo. As partes contraíram matrimônio no ano de 2008 pelo regime da comunhão parcial de bens. O casal não teve filhos e a esposa dedicou-se ao casamento, não exercendo atividade profissional durante os mais de 15 anos em que permaneceram casados. Em dezembro de 2024, as partes realizaram o divórcio de forma extrajudicial por escritura pública, em que ficou decidido que os bens seriam partilhados posteriormente. Na mesma data, no entanto, firmaram documento intitulado “instrumento particular de transação”, em que estipularam a partilha amigável dos bens adquiridos no curso da união. Ficou estabelecido que o ex-marido ficaria com um apartamento, além de móveis e objetos que lá estavam. Por sua vez, à ex-esposa caberia outro apartamento, que na época estava financiado, cotas da sociedade limitada do casal e indenização em dinheiro, para que adquirisse móveis para sua moradia. Na inicial, narrou Daniela que desconhecia a realidade financeira da empresa, que possuía dívidas expressivas, de forma que não conseguiu alavancar a empresa nem gerar lucro suficiente para se manter com dignidade. Além disso, informou que o ex-marido não apresentou todos os bens do casal quando da celebração do “instrumento particular de transação”, ficando de fora da partilha um caminhão e um galpão, além de automóveis pertencentes ao casal. Dessa forma, um ano após a celebração do “instrumento particular de transação” ajuizou a presente demanda, a fim de ver partilhados todos os bens adquiridos no curso do matrimônio. 

A propósito, marque a alternativa CORRETA.

 

(EMAGIS) Julgue os itens abaixo e indique a alternativa apropriada.

I. O processamento e julgamento de procedimento administrativo de dúvida suscitado por oficial de registro imobiliário relativamente a imóveis de autarquia pública federal compete ao Juízo federal.

II. Compete à Justiça Federal processar e julgar feitos em que se discuta controvérsia relativa à expedição de diploma de conclusão de curso superior realizado em instituição privada de ensino que integre o Sistema Federal de Ensino, salvo se a pretensão se limitar ao pagamento de indenização.

III. É válida a penhora do bem de família de fiador apontado em contrato de locação de imóvel, seja residencial, seja comercial.

IV. É impenhorável o bem de família oferecido como caução em contrato de locação de imóvel residencial ou comercial.

 

(EMAGIS) Julgue os itens abaixo e marque a alternativa correta.

I. É quinquenal o prazo prescricional para o ajuizamento da ação individual executiva que visa ao cumprimento de sentença originária de ação civil pública, sendo o referido lustro contado a partir do trânsito em julgado da sentença coletiva, independentemente da notícia da propositura da ação coletiva exigida pelo art. 94 do Código de Defesa do Consumidor ou mesmo da intimação pessoal dos exequentes.

II. A Súmula 326 do STJ (“Na ação de indenização por dano moral, a condenação em montante inferior ao postulado na inicial não implica sucumbência recíproca.”), editada anteriormente ao advento do CPC/2015, não conflita com a nova codificação, à luz da atual visão jurisprudencial do mesmo Tribunal. 

III. Tramitando o processo perante outro juízo, os autos serão remetidos ao juízo federal competente se nele intervier a União, suas empresas públicas, entidades autárquicas e fundações, ou conselho de fiscalização de atividade profissional, na qualidade de parte ou de terceiro interveniente, exceto as ações de recuperação judicial, falência, insolvência civil e acidente de trabalho, bem como aquelas sujeitas à justiça eleitoral e à justiça do trabalho. No entanto, o juízo federal restituirá os autos ao juízo estadual sem suscitar conflito se o ente federal cuja presença ensejou a remessa for excluído do processo.

IV. Serão reunidos para julgamento conjunto os processos que possam gerar risco de prolação de decisões conflitantes ou contraditórias caso decididos separadamente, mesmo sem conexão entre eles.

 

(EMAGIS) A respeito da ação rescisória por ofensa a literal disposição de lei, avalie as assertivas que seguem. 

I. Não cabe ação rescisória por ofensa a literal disposição de lei quando a decisão rescindenda se tiver baseado em texto legal de interpretação controvertida nos tribunais

II. A ação rescisória não é cabível se, à época do julgamento rescindendo, não havia divergência jurisprudencial, uma vez que o julgado rescindendo apontado como divergente, na verdade, afronta a jurisprudência, não viola ‘literal disposição de lei’.

III. Não cabe ação rescisória quando o julgado estiver em harmonia com o entendimento firmado pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal à época da formalização do acórdão rescindendo, ainda que ocorra posterior superação do precedente.

Estão corretas as seguintes assertivas:

 

(EMAGIS) Trata-se de ação de obrigação de fazer cumulada com pedido de indenização por danos morais, ajuizada por beneficiário de plano de saúde contra este, em razão da recusa de custeio de tratamento multidisciplinar para paciente com Transtorno do Espectro Autista. Os autos demonstraram que a operadora de plano de saúde promoveu interrupção abrupta da cobertura médico-assistencial devida ao menor portador de transtorno do espectro autista, seguida da omissão em assegurar a continuidade do tratamento do beneficiário extremamente dependente do serviço de assistência à saúde, causando-lhe, assim, prejuízo no seu desenvolvimento.

A propósito, avalie as assertivas que seguem.

I. A simples recusa indevida de cobertura médico-assistencial por operadora de plano de saúde não gera, por si só, dano moral presumido (in re ipsa) e essa premissa deve ser observada no julgamento da ação em questão. 

II. Na ação em questão, para a condenação da ré na obrigação de indenização dos danos morais, além da recusa indevida da cobertura médico-assistencial, é imprescindível a presença de elementos que permitam constatar a alteração anímica da vítima em grau suficiente para ultrapassar o mero aborrecimento ou dissabor, o que se verifica pelo que restou demonstrado nos autos.

III. Nem mesmo o cancelamento unilateral indevido do plano de saúde, com a negativa indevida de cobertura em situação de urgência ou emergência, configura dano moral in re ipsa.

Estão corretas as seguintes assertivas:

 

(MPE/SC – Promotor Substituto – VUNESP – 2026) Durante fiscalização do Ministério Público em entidade de acolhimento institucional, constatou-se a permanência de crianças e adolescentes por período significativamente superior ao legalmente recomendado, sem reavaliação periódica da medida, sem atualização do Plano Individual de Atendimento (PIA) e sem adoção de providências efetivas voltadas à reintegração familiar ou à colocação em família substituta. A Administração Pública justificou a situação com base na reserva do possível, na inexistência de famílias acolhedoras cadastradas e na sobrecarga do sistema de Justiça. À luz da CF, do ECA e da jurisprudência do STF e do STJ, assinale a alternativa correta.

 

(EMAGIS) A defesa sustenta a ocorrência de negativa de vigência ao artigo 51 do Código Penal, ao argumento de que o juízo incorreu em grave impropriedade técnico-jurídica ao aplicar o artigo 114, inciso II, do Código Penal, à hipótese de execução da pena de multa após o trânsito em julgado da sentença condenatória, ignorando que referido dispositivo passou a disciplinar exclusivamente a prescrição da pretensão punitiva. Aduz que a nova redação do artigo 51 do Código Penal, introduzida pela Lei n. 13.964/2019, possui inequívoca natureza de novatio legis in mellius, por instituir regime prescricional mais favorável ao réu. Conclui que, após o trânsito em julgado da sentença penal condenatória, deve ser aplicado à pena de multa o prazo prescricional quinquenal previsto no artigo 174 do Código Tributário Nacional.

A propósito, marque a alternativa CORRETA. 

 

(EMAGIS) No caso, a Justiça estadual concedeu indulto, para extinguir a punibilidade da pena privativa de liberdade e estendeu o entendimento à multa não recolhida. Tratava-se de condenação oriunda da Justiça Federal, mas cuja pena privativa de liberdade tivera a respectiva competência para execução transferida à Justiça Estadual, por ser cumprida em presídio estadual. Mesmo declarada pelo Juízo estadual a extinção da punibilidade nos amplos termos mencionados, o Juízo Federal prosseguiu com a execução da multa na Justiça Federal, intimando o réu para pagamento das custas e da multa penal.

A propósito, marque a alternativa CORRETA. 

 

(EMAGIS) Consta dos autos que José foi condenado em primeiro grau pela prática do crime previsto no art. 317, caput e § 1º, do Código Penal, à pena de 7 anos, 9 meses e 10 dias de reclusão. Posteriormente, o juízo sentenciante declarou extinta a punibilidade, em razão da prescrição com base na pena concretamente aplicada. Após, a defesa de José interpôs recurso de apelação, pleiteando a absolvição. O Tribunal conheceu do apelo e deu-lhe provimento para absolver José com fundamento no artigo 386, inciso VII, do Código de Processo Penal. Em recurso especial, o Ministério Público aduziu que o acórdão recorrido divergiu da jurisprudência consolidada do Superior Tribunal de Justiça, ao conhecer de recurso de apelação no qual o réu não possuía interesse recursal, uma vez que a extinção da punibilidade pela prescrição havia afastado todos os efeitos da condenação. José apresentou contrarrazões ao recurso especial ministerial sustentando que negar seu interesse recursal violaria a lógica defensiva e a racionalidade do sistema, além de ignorar as repercussões morais e sociais da condenação, o que reforça a necessidade de manter a absolvição. 

A propósito, marque a alternativa CORRETA. 

 

(EMAGIS) Sobre as Escolas Penais, a teoria da norma penal e temas correlatos, julgue os itens abaixo.

I. Conhecida como “Escola Francesa de Lyon”, “Escola Criminal Sociológica”, “Escola Antropossocial” ou, ainda, “Escola do Meio”, a Escola francesa constituiu uma grande oposição aos pilares de sustentação da Escola positiva. Rechaçando a ideia lombrosiana de transmissão de características hereditárias, congênitas, que pudessem conduzir à criminalidade, os defensores da Escola francesa enalteciam a influência do meio social na propensão prática dos delitos. Dentre os seus representantes, destaca-se a figura de Lacassagne, Martin e Locard.

II. Lei Penal em Branco em Sentido Estrito, Própria ou Heterogênea é aquela em que o complemento do preceito primário deve estar contido em lei editada pela mesma instância legislativa que criou a lei penal em branco, ou seja, também deve estar presente em lei federal.

III. As principais teorias pertinentes à definição exata do local em que se considera praticado o crime são: (i) Teoria da atividade: o crime é praticado onde realizada a conduta; (ii) Teoria do resultado: o crime é praticado onde ocorreu o resultado; (iii) Teoria pura da ubiquidade, mista ou unitária: considera praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou omissão, no todo ou em parte, bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o resultado. É esta última a teoria adotada pelo Código Penal em matéria de lugar do crime (locus comissi delicti).

Estão corretos somente os itens:

 

(DPE/MT – Defensor(a) Público(a) Estadual – FCC – 2026) A prisão preventiva

 

(DPE/MT – Defensor(a) Público(a) Estadual – FCC – 2026) Sobre depoimentos prestados por testemunhas policiais em processos criminais:
[não é raro se deparar, por exemplo, com o relato de que, depois de ser abordado em via pública sem nada de ilícito, o réu haveria voluntariamente afirmado aos policiais que tinha drogas e/ou armas em casa e convidado os agentes de segurança a acompanhá-lo até a residência, onde lhes teria franqueado a entrada e indicado a localização dos objetos. Ou, ainda, a afirmação de que, depois de receberem uma denúncia anônima relacionada a um indivíduo suspeito, dirigiram-se à sua moradia e, lá chegando, sentiram forte odor de substâncias entorpecentes exalando em via pública; isso quando não ocorre de os agentes verem drogas/armas em cima de algum móvel por meio de uma janela ou porta providencialmente entreaberta, razões pelas quais ingressam no domicilio, efetuam uma busca e apreendem os itens proibidos. A inquietação gerada por essas histórias [...] - aparentemente talhadas para dar contornos de legitimidade a diligências invasivas - não é recente e foi objeto de estudos pelo menos desde a década de 1960 nos Estados Unidos, [...]."
(HALAH, Leonardo. 17. O Controle Judicial da Atividade Policial [...] In: CRUZ, Rogerio; JUNIOR, Américo; DEZEM, Guilherme. Coleção Justiça Criminal. Ed. 2023. São Paulo (SP): Editora Revista dos Tribunais. 2023)

Considerando o trecho acima o autor se refere

 

(MPE/GO – Promotora e Promotor de Justiça Substituto – FGV – 2026) Após a observância das formalidades constitucionais e legais, João foi condenado, definitivamente, pela prática do crime de feminicídio e iniciou o cumprimento da pena privativa de liberdade em regime fechado, no Estado de Goiás.

Diante do narrado, e considerando as disposições da Lei nº 7.210/1984, é correto afirmar que João

 

(EMAGIS) Trata-se de Ação Direta de Inconstitucionalidade proposta contra o artigo 8º, II, da LC 80/1994, que confere ao Defensor Público-Geral da União a atribuição de representar a Defensoria Pública da União (DPU) judicial e extrajudicialmente. O autor alega violação aos artigos 131, caput, e 134, caput e §1º, da Constituição Federal. Salienta que, nos termos do artigo 131 da Carta da República, cabe à AGU, com exclusividade, representar nos âmbitos judicial e extrajudicial a União e seus órgãos, aí incluídos os do Legislativo e do Judiciário, bem assim aqueles aos quais atribuídas funções essenciais à Justiça. Afirma a inconstitucionalidade do exercício da representação judicial da União por pessoa estranha aos quadros da AGU. Discorre sobre a violação ao artigo 134, caput e § 1º, da Lei Maior, porquanto autorizada a atuação indiscriminada do Defensor Público-Geral da União, a implicar o exercício indevido da advocacia fora das atribuições institucionais, em prejuízo da defesa dos necessitados. 

A propósito, marque a alternativa CORRETA. 

 

(EMAGIS) No caso, a suposta prática delituosa ocorreu no Município e consistiu na destruição de vegetação nativa pertencente ao bioma Mata Atlântica, incluindo exemplares da espécie araucária (Araucaria angustifolia), ameaçada de extinção, conforme Portaria Ibama n. 37-N, de 3/4/1992, sem evidência de transnacionalidade do delito ou de outros elementos específicos que indiquem o interesse da União.

A propósito, marque a alternativa CORRETA. 

 

(EMAGIS) Trata-se de Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental contra lei municipal, que veda a adoção de ideologia de gênero, diversidade sexual e educação sexual nas práticas pedagógicas, currículos escolares e materiais didáticos das redes de ensino municipal e privada, bem como em bibliotecas municipais.

A propósito, marque a alternativa CORRETA.

 

(EMAGIS) Relativamente às funções essenciais à Justiça e aos Tribunais de Contas, marque a alternativa incorreta.

 

(EMAGIS) Com relação às novidades implementadas pela EC 111/2021, marque a alternativa incorreta.

 

(EMAGIS) As assertivas que seguem têm relação com a empresa e o estabelecimento empresarial, devendo ser marcada a CORRETA. 

 

(EMAGIS) As assertivas que seguem, no âmbito do direito marcário, têm relação com o paralelismo consciente (conscious parallelism) e o caroneiro (free rider), além dos danos materiais e morais, devendo ser marcada a CORRETA. 

 

(EMAGIS) As assertivas que seguem têm relação com o Direito Tributário na visão do Supremo Tribunal Federal, devendo ser marcada a CORRETA. 

 

(EMAGIS) Nos autos da execução fiscal de ICMS, o executado alega prescrição do crédito tributário, alegando que entre a data do vencimento, em 01/01/2017, e a data do ajuizamento da execução, em 01/01/2026, restou ultrapassado o prazo prescricional. Ouvida, a exequente alega ter havido parcelamento do crédito, juntando telas sistêmicas que seriam meios de prova suficientes a esse desiderato, indicativas de parcelamentos em 2018, 2022 e 2025. O executado volve aos autos e, embora não impugnando de forma específica e fundamentada a autenticidade ou a veracidade do conteúdo dessas telas, afirma que a juntada das telas é não é meio idôneo para demonstração do fato alegado (deflagração do procedimento de parcelamento do crédito tributário pelo contribuinte). 

A propósito, marque a alternativa CORRETA. 

 

(TJ/RJ – Juiz Substituto – VUNESP – 2026) Uma empresa brasileira de biotecnologia, regularmente cadastrada no SisGen, realizou acesso ao patrimônio genético de micro-organismo nativo do território nacional para fins de pesquisa científica. A partir dos dados obtidos, desenvolveu, posteriormente, um medicamento totalmente sintético, cuja formulação final não contém material genético brasileiro, mas cuja eficácia terapêutica decorreu diretamente das informações obtidas a partir do acesso realizado. Iniciada a exploração econômica do medicamento, a empresa deixou de efetuar a repartição de benefícios, alegando inexistência de obrigação legal.

À luz da Lei no 13.123/2015, que dispõe, dentre outros pontos, sobre bens, direitos e obrigações relativos ao acesso ao patrimônio genético do país, assinale a alternativa correta.

 

(EMAGIS) Quanto às entidades do terceiro setor, marque a alternativa correta.

 

(EMAGIS) Trata-se de sentença coletiva que condenou a administração centralizada (ente político) ao pagamento de verba remuneratória a determinados servidores públicos. Pretendem executá-la os servidores que integravam os quadros de autarquias e de fundações públicas do ente federado na data da propositura da ação coletiva, dizendo-se beneficiados pela coisa julgada, a despeito de integrantes da administração indireta. Trata-se, portanto, de execução de sentença coletiva que condenou o ente político ao pagamento de diferença remuneratória, execução movida por servidores que, ao momento da propositura da ação coletiva, integravam o quadro de autarquias e de fundações públicas de aludido ente político.

A propósito, avalie as assertivas que seguem. 

I. A sentença coletiva que condena a administração centralizada ao pagamento de verba remuneratória pode ser executada por servidores de autarquias e fundações públicas, motivo pelo qual, ao menos sob essa ótica, merece trânsito a execução em questão.

II. A legitimidade universal do sindicato para agir em juízo gera a extensão da coisa julgada em questão a pessoas jurídicas da administração indireta do ente federado, motivo pelo qual, caso a ação coletiva tenha sido ajuizada por sindicato, merecerá trânsito a execução em questão.

III. A Autarquia possui legitimidade para figurar no polo passivo da liquidação e execução de sentença genérica, em ação civil pública, proferida contra o ente político ao qual vinculada, porquanto abrangida pelo efeito erga omnes previsto no artigo 16 da Lei nº 7.347/1985.

Estão corretas as seguintes assertivas:

 

(EMAGIS) Sabe-se que o ato concessivo de aposentadoria do servidor público é complexo, que se aperfeiçoa apenas após o exame do ato instituidor do benefício pelo respectivo de Tribunal de Contas. 

A propósito, avalie as assertivas que seguem. 

I. Os Tribunais de Contas estão sujeitos ao prazo de 5 anos para o julgamento da legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma ou pensão, a contar da chegada do processo à respectiva Corte de Contas.

II. Admite-se a revisão dos proventos de aposentadoria concedidos aos militares reformados e/ou aos pensionistas militares que foram promovidos ao grau hierárquico superior, para adequação aos limites legais, devendo-se observar, contudo, o prazo decadencial de 5 anos previsto no art. 54 da Lei 9784/99, contado da data em que recebido no Tribunal de Contas da União, para exame de sua legalidade, o ato de transferência do militar para a inatividade ou de concessão da pensão.

III. Ao Estado é facultada a revogação de atos que repute ilegalmente praticados, porém, se de tais atos já tiverem decorrido efeitos concretos, seu desfazimento deve ser precedido de regular processo administrativo. 

Estão corretas as seguintes assertivas:

 

(EMAGIS) Trata-se de ação rescisória para desconstituir título judicial transitado em julgado no qual reconhecida, para efeito de aplicação do reajuste de 28,86% sobre a Retribuição Adicional Variável (RAV) de Auditor Fiscal da Receita Federal, a possibilidade de compensação do índice com os reposicionamentos supervenientes do servidor, promovidos pela Lei n. 8.627/1993. O autor reconhece que, conquanto a decisão rescindenda esteja em sintonia com o entendimento jurisprudencial até então vigente, posteriormente aludido entendimento foi alterado com o julgamento pelo STJ do Tema n. 548/STJ.

A propósito, avalie as assertivas que seguem. 

I. Aplica-se o óbice do verbete sumular n. 343/STF à ação rescisória em questão, que, por isso, não é cabível. 

II. Mesmo que julgamento posterior pacificando a questão se tenha dado em Recurso Repetitivo, é incabível a rescisória em questão. 

III. A questão da ofensa aos limites objetivos da coisa julgada pela compensação do reajuste de 28,86% sobre a vantagem pecuniária “Retribuição Adicional Variável – RAV”, paga aos servidores públicos civis e militares, com as reposições salariais das Leis n. 8.622/1993 e n. 8.627/1993, tem natureza constitucional, motivo pelo qual a admissibilidade da ação rescisória em questão deve ser avaliada sob a ótica do envolvimento de questão constitucional.

Estão corretas as seguintes assertivas:

 

(EMAGIS) Sobre o Conselho Superior do Ministério Público, nos termos da Lei n.º 8.625/93, assinale a alternativa incorreta:

 

(EMAGIS) Acerca do regime jurídico da ação de improbidade administrativa, à luz das inovações promovidas pela Lei nº 14.230/2021, assinale a alternativa incorreta:

 

(PC/PI – Delegado de Polícia Civil – FGV – 2026) Em um debate promovido pelos órgãos que atuam diretamente na área segurança pública da República Federativa do Brasil, discutiu-se a possibilidade, ou não, de um Estado Democrático de Direito adotar a pena de morte, considerando os balizamentos estabelecidos pelo Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos (PIDCP), de 1966.

Ao fim dos debates, concluiu-se corretamente que, quanto à pena de morte, de acordo com o referido ato de direito internacional público,


 

(EMAGIS) No curso de uma investigação criminal que apura o crime de tráfico de drogas, policiais militares realizam a apreensão de determinada substância entorpecente. O material é recolhido sem a adequada documentação fotográfica do local, tampouco há registro formal da cadeia de custódia no momento da coleta. Posteriormente, já na delegacia, o material é lacrado, encaminhado à perícia oficial, que atesta tratar-se de cocaína. Em juízo, a defesa sustenta a ilicitude da prova pericial, sob o argumento de quebra da cadeia de custódia, pleiteando o seu desentranhamento.

À luz da disciplina legal da cadeia de custódia (arts. 158-A a 158-F do CPP), da teoria das nulidades e da jurisprudência dos tribunais superiores, assinale a alternativa correta:

 

(EMAGIS) A partir das transformações do pensamento jurídico norte-americano no início do século XX, Roscoe Pound desenvolveu a chamada sociological jurisprudence, posicionando-se criticamente em relação ao formalismo jurídico e propondo uma compreensão funcional do Direito. Considerando esse contexto teórico, assinale a alternativa correta:

 

Objetivas AGU/PFN/PGF - Rodada 14.2026

(EMAGIS) Quanto às entidades do terceiro setor, marque a alternativa correta.

 

(EMAGIS) Trata-se de sentença coletiva que condenou a administração centralizada (ente político) ao pagamento de verba remuneratória a determinados servidores públicos. Pretendem executá-la os servidores que integravam os quadros de autarquias e de fundações públicas do ente federado na data da propositura da ação coletiva, dizendo-se beneficiados pela coisa julgada, a despeito de integrantes da administração indireta. Trata-se, portanto, de execução de sentença coletiva que condenou o ente político ao pagamento de diferença remuneratória, execução movida por servidores que, ao momento da propositura da ação coletiva, integravam o quadro de autarquias e de fundações públicas de aludido ente político.

A propósito, avalie as assertivas que seguem. 

I. A sentença coletiva que condena a administração centralizada ao pagamento de verba remuneratória pode ser executada por servidores de autarquias e fundações públicas, motivo pelo qual, ao menos sob essa ótica, merece trânsito a execução em questão.

II. A legitimidade universal do sindicato para agir em juízo gera a extensão da coisa julgada em questão a pessoas jurídicas da administração indireta do ente federado, motivo pelo qual, caso a ação coletiva tenha sido ajuizada por sindicato, merecerá trânsito a execução em questão.

III. A Autarquia possui legitimidade para figurar no polo passivo da liquidação e execução de sentença genérica, em ação civil pública, proferida contra o ente político ao qual vinculada, porquanto abrangida pelo efeito erga omnes previsto no artigo 16 da Lei nº 7.347/1985.

Estão corretas as seguintes assertivas:

 

(EMAGIS) Sabe-se que o ato concessivo de aposentadoria do servidor público é complexo, que se aperfeiçoa apenas após o exame do ato instituidor do benefício pelo respectivo de Tribunal de Contas. 

A propósito, avalie as assertivas que seguem. 

I. Os Tribunais de Contas estão sujeitos ao prazo de 5 anos para o julgamento da legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma ou pensão, a contar da chegada do processo à respectiva Corte de Contas.

II. Admite-se a revisão dos proventos de aposentadoria concedidos aos militares reformados e/ou aos pensionistas militares que foram promovidos ao grau hierárquico superior, para adequação aos limites legais, devendo-se observar, contudo, o prazo decadencial de 5 anos previsto no art. 54 da Lei 9784/99, contado da data em que recebido no Tribunal de Contas da União, para exame de sua legalidade, o ato de transferência do militar para a inatividade ou de concessão da pensão.

III. Ao Estado é facultada a revogação de atos que repute ilegalmente praticados, porém, se de tais atos já tiverem decorrido efeitos concretos, seu desfazimento deve ser precedido de regular processo administrativo. 

Estão corretas as seguintes assertivas:

 

(EMAGIS) Trata-se de ação rescisória para desconstituir título judicial transitado em julgado no qual reconhecida, para efeito de aplicação do reajuste de 28,86% sobre a Retribuição Adicional Variável (RAV) de Auditor Fiscal da Receita Federal, a possibilidade de compensação do índice com os reposicionamentos supervenientes do servidor, promovidos pela Lei n. 8.627/1993. O autor reconhece que, conquanto a decisão rescindenda esteja em sintonia com o entendimento jurisprudencial até então vigente, posteriormente aludido entendimento foi alterado com o julgamento pelo STJ do Tema n. 548/STJ.

A propósito, avalie as assertivas que seguem. 

I. Aplica-se o óbice do verbete sumular n. 343/STF à ação rescisória em questão, que, por isso, não é cabível. 

II. Mesmo que julgamento posterior pacificando a questão se tenha dado em Recurso Repetitivo, é incabível a rescisória em questão. 

III. A questão da ofensa aos limites objetivos da coisa julgada pela compensação do reajuste de 28,86% sobre a vantagem pecuniária “Retribuição Adicional Variável – RAV”, paga aos servidores públicos civis e militares, com as reposições salariais das Leis n. 8.622/1993 e n. 8.627/1993, tem natureza constitucional, motivo pelo qual a admissibilidade da ação rescisória em questão deve ser avaliada sob a ótica do envolvimento de questão constitucional.

Estão corretas as seguintes assertivas:

 

(EMAGIS) Trata-se de Ação Direta de Inconstitucionalidade proposta contra o artigo 8º, II, da LC 80/1994, que confere ao Defensor Público-Geral da União a atribuição de representar a Defensoria Pública da União (DPU) judicial e extrajudicialmente. O autor alega violação aos artigos 131, caput, e 134, caput e §1º, da Constituição Federal. Salienta que, nos termos do artigo 131 da Carta da República, cabe à AGU, com exclusividade, representar nos âmbitos judicial e extrajudicial a União e seus órgãos, aí incluídos os do Legislativo e do Judiciário, bem assim aqueles aos quais atribuídas funções essenciais à Justiça. Afirma a inconstitucionalidade do exercício da representação judicial da União por pessoa estranha aos quadros da AGU. Discorre sobre a violação ao artigo 134, caput e § 1º, da Lei Maior, porquanto autorizada a atuação indiscriminada do Defensor Público-Geral da União, a implicar o exercício indevido da advocacia fora das atribuições institucionais, em prejuízo da defesa dos necessitados. 

A propósito, marque a alternativa CORRETA. 

 

(EMAGIS) No caso, a suposta prática delituosa ocorreu no Município e consistiu na destruição de vegetação nativa pertencente ao bioma Mata Atlântica, incluindo exemplares da espécie araucária (Araucaria angustifolia), ameaçada de extinção, conforme Portaria Ibama n. 37-N, de 3/4/1992, sem evidência de transnacionalidade do delito ou de outros elementos específicos que indiquem o interesse da União.

A propósito, marque a alternativa CORRETA. 

 

(EMAGIS) Trata-se de Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental contra lei municipal, que veda a adoção de ideologia de gênero, diversidade sexual e educação sexual nas práticas pedagógicas, currículos escolares e materiais didáticos das redes de ensino municipal e privada, bem como em bibliotecas municipais.

A propósito, marque a alternativa CORRETA.

 

(EMAGIS) Relativamente às funções essenciais à Justiça e aos Tribunais de Contas, marque a alternativa incorreta.

 

(EMAGIS) João ingressou com ação previdenciária nos Juizados Especiais Federais, postulando a concessão do benefício de aposentadoria rural por idade. A sentença julgou improcedente o pedido. João, então, interpôs recurso inominado, o qual foi desprovido pela Turma Recursal. Considerado o caso narrado, é incorreto afirmar, à luz da legislação de regência e da jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, que:

 

(EMAGIS) As assertivas que seguem têm relação com os danos morais e sua indenização.

I. Embora o reconhecimento dos danos morais se dê, em numerosos casos, independentemente de prova (in re ipsa), para a sua adequada quantificação, deve o juiz investigar, sempre que entender necessário, as circunstâncias do caso concreto, inclusive por intermédio da produção de depoimento pessoal e da prova testemunhal em audiência.

II. Nos casos de violência contra a mulher praticados no âmbito doméstico e familiar, é possível a fixação de valor mínimo indenizatório a título de dano moral, desde que haja pedido expresso da acusação ou da parte ofendida, ainda que não especificada a quantia, devendo haver também específica instrução probatória sobre os danos morais.

III. A ausência de prévia comunicação ao consumidor da inscrição do seu nome em cadastros de proteção ao crédito, prevista no art. 43, § 2º, do CDC, enseja o direito à compensação por danos morais.

Estão corretas as seguintes assertivas:

 

(EMAGIS) As assertivas que seguem têm relação com o serviço bancário e deve ser marcada a CORRETA. 

 

(EMAGIS) Julgue os itens abaixo e indique a alternativa apropriada.

I. O processamento e julgamento de procedimento administrativo de dúvida suscitado por oficial de registro imobiliário relativamente a imóveis de autarquia pública federal compete ao Juízo federal.

II. Compete à Justiça Federal processar e julgar feitos em que se discuta controvérsia relativa à expedição de diploma de conclusão de curso superior realizado em instituição privada de ensino que integre o Sistema Federal de Ensino, salvo se a pretensão se limitar ao pagamento de indenização.

III. É válida a penhora do bem de família de fiador apontado em contrato de locação de imóvel, seja residencial, seja comercial.

IV. É impenhorável o bem de família oferecido como caução em contrato de locação de imóvel residencial ou comercial.

 

(EMAGIS) Julgue os itens abaixo e marque a alternativa correta.

I. É quinquenal o prazo prescricional para o ajuizamento da ação individual executiva que visa ao cumprimento de sentença originária de ação civil pública, sendo o referido lustro contado a partir do trânsito em julgado da sentença coletiva, independentemente da notícia da propositura da ação coletiva exigida pelo art. 94 do Código de Defesa do Consumidor ou mesmo da intimação pessoal dos exequentes.

II. A Súmula 326 do STJ (“Na ação de indenização por dano moral, a condenação em montante inferior ao postulado na inicial não implica sucumbência recíproca.”), editada anteriormente ao advento do CPC/2015, não conflita com a nova codificação, à luz da atual visão jurisprudencial do mesmo Tribunal. 

III. Tramitando o processo perante outro juízo, os autos serão remetidos ao juízo federal competente se nele intervier a União, suas empresas públicas, entidades autárquicas e fundações, ou conselho de fiscalização de atividade profissional, na qualidade de parte ou de terceiro interveniente, exceto as ações de recuperação judicial, falência, insolvência civil e acidente de trabalho, bem como aquelas sujeitas à justiça eleitoral e à justiça do trabalho. No entanto, o juízo federal restituirá os autos ao juízo estadual sem suscitar conflito se o ente federal cuja presença ensejou a remessa for excluído do processo.

IV. Serão reunidos para julgamento conjunto os processos que possam gerar risco de prolação de decisões conflitantes ou contraditórias caso decididos separadamente, mesmo sem conexão entre eles.

 

(EMAGIS) A respeito da ação rescisória por ofensa a literal disposição de lei, avalie as assertivas que seguem. 

I. Não cabe ação rescisória por ofensa a literal disposição de lei quando a decisão rescindenda se tiver baseado em texto legal de interpretação controvertida nos tribunais

II. A ação rescisória não é cabível se, à época do julgamento rescindendo, não havia divergência jurisprudencial, uma vez que o julgado rescindendo apontado como divergente, na verdade, afronta a jurisprudência, não viola ‘literal disposição de lei’.

III. Não cabe ação rescisória quando o julgado estiver em harmonia com o entendimento firmado pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal à época da formalização do acórdão rescindendo, ainda que ocorra posterior superação do precedente.

Estão corretas as seguintes assertivas:

 

(EMAGIS) Trata-se de ação de obrigação de fazer cumulada com pedido de indenização por danos morais, ajuizada por beneficiário de plano de saúde contra este, em razão da recusa de custeio de tratamento multidisciplinar para paciente com Transtorno do Espectro Autista. Os autos demonstraram que a operadora de plano de saúde promoveu interrupção abrupta da cobertura médico-assistencial devida ao menor portador de transtorno do espectro autista, seguida da omissão em assegurar a continuidade do tratamento do beneficiário extremamente dependente do serviço de assistência à saúde, causando-lhe, assim, prejuízo no seu desenvolvimento.

A propósito, avalie as assertivas que seguem.

I. A simples recusa indevida de cobertura médico-assistencial por operadora de plano de saúde não gera, por si só, dano moral presumido (in re ipsa) e essa premissa deve ser observada no julgamento da ação em questão. 

II. Na ação em questão, para a condenação da ré na obrigação de indenização dos danos morais, além da recusa indevida da cobertura médico-assistencial, é imprescindível a presença de elementos que permitam constatar a alteração anímica da vítima em grau suficiente para ultrapassar o mero aborrecimento ou dissabor, o que se verifica pelo que restou demonstrado nos autos.

III. Nem mesmo o cancelamento unilateral indevido do plano de saúde, com a negativa indevida de cobertura em situação de urgência ou emergência, configura dano moral in re ipsa.

Estão corretas as seguintes assertivas:

 

(EMAGIS) Extrai-se da inicial que o requerente foi contratado pela empresa ré para prestar serviço de transporte rodoviário de carga (frete) e não teria recebido o valor do pedágio antecipadamente, como determina a Lei n.º 10.209/01, daí porque ajuizou a presente demanda e requereu quantia equivalente ao dobro do valor dos fretes, na forma do art. 8.º da aludida legislação. A pretensão da parte requerente, portanto, é de ver reconhecida a obrigação da requerida de arcar com os valores despendidos com o Vale Pedágio obrigatório sobre o transporte rodoviário de carga, com fulcro na Lei nº 10.209/2001, bem como ver aplicada a multa prevista no seu artigo 8º. Trata-se de frete realizado em 21/10/2019 e a presente ação foi ajuizada em 06/04/2023.

A propósito, marque a alternativa CORRETA.

 

(EMAGIS) As assertivas que seguem têm relação com a empresa e o estabelecimento empresarial, devendo ser marcada a CORRETA. 

 

(EMAGIS) As assertivas que seguem, no âmbito do direito marcário, têm relação com o paralelismo consciente (conscious parallelism) e o caroneiro (free rider), além dos danos materiais e morais, devendo ser marcada a CORRETA. 

 

(EMAGIS) As assertivas que seguem têm relação com o Direito Tributário na visão do Supremo Tribunal Federal, devendo ser marcada a CORRETA. 

 

(EMAGIS) As assertivas que seguem tratam da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins), devendo ser marcada a CORRETA. 

 

(EMAGIS) A respeito das leis orçamentárias em geral, marque a alternativa INCORRETA.

 

(TJ/RJ – Juiz Substituto – VUNESP – 2026) Uma empresa brasileira de biotecnologia, regularmente cadastrada no SisGen, realizou acesso ao patrimônio genético de micro-organismo nativo do território nacional para fins de pesquisa científica. A partir dos dados obtidos, desenvolveu, posteriormente, um medicamento totalmente sintético, cuja formulação final não contém material genético brasileiro, mas cuja eficácia terapêutica decorreu diretamente das informações obtidas a partir do acesso realizado. Iniciada a exploração econômica do medicamento, a empresa deixou de efetuar a repartição de benefícios, alegando inexistência de obrigação legal.

À luz da Lei no 13.123/2015, que dispõe, dentre outros pontos, sobre bens, direitos e obrigações relativos ao acesso ao patrimônio genético do país, assinale a alternativa correta.

 

(DPE/PE – Defensor Público – FGV – 2025) Sobre o Tribunal Penal Internacional – TPI, assinale a afirmativa incorreta.

 

(Inspetor Tecnologista INPE – FGV – 2024) Considerando a Lei da Terceirização (Lei n° 13.429/17), assinale a afirmativa correta.

 

(Analista legislativo – Consultor Legislativo da Câmara dos Deputados – FGV – 2024) Murilo ajuizou reclamação contra seu ex-empregador em 2024, tendo a assistência de seu sindicato de classe. Depois que foi devidamente contestada e instruída, com oitiva das partes e de várias testemunhas, adveio a sentença que julgou improcedente o pedido. O juízo indeferiu o requerimento de gratuidade de justiça feito na petição inicial em razão do elevado salário que era recebido por Murilo. As custas foram fixadas em R$ 4.000,00, e os honorários sucumbenciais em favor dos advogados do reclamado, em R$ 10.000,00. Dessa sentença não houve interposição de recurso, transitando em julgado.

Considerando esses fatos e a previsão da CLT, é correto afirmar que 

 

(EMAGIS) No caso, a Justiça estadual concedeu indulto, para extinguir a punibilidade da pena privativa de liberdade e estendeu o entendimento à multa não recolhida. Tratava-se de condenação oriunda da Justiça Federal, mas cuja pena privativa de liberdade tivera a respectiva competência para execução transferida à Justiça Estadual, por ser cumprida em presídio estadual. Mesmo declarada pelo Juízo estadual a extinção da punibilidade nos amplos termos mencionados, o Juízo Federal prosseguiu com a execução da multa na Justiça Federal, intimando o réu para pagamento das custas e da multa penal.

A propósito, marque a alternativa CORRETA. 

 

(EMAGIS) Consta dos autos que José foi condenado em primeiro grau pela prática do crime previsto no art. 317, caput e § 1º, do Código Penal, à pena de 7 anos, 9 meses e 10 dias de reclusão. Posteriormente, o juízo sentenciante declarou extinta a punibilidade, em razão da prescrição com base na pena concretamente aplicada. Após, a defesa de José interpôs recurso de apelação, pleiteando a absolvição. O Tribunal conheceu do apelo e deu-lhe provimento para absolver José com fundamento no artigo 386, inciso VII, do Código de Processo Penal. Em recurso especial, o Ministério Público aduziu que o acórdão recorrido divergiu da jurisprudência consolidada do Superior Tribunal de Justiça, ao conhecer de recurso de apelação no qual o réu não possuía interesse recursal, uma vez que a extinção da punibilidade pela prescrição havia afastado todos os efeitos da condenação. José apresentou contrarrazões ao recurso especial ministerial sustentando que negar seu interesse recursal violaria a lógica defensiva e a racionalidade do sistema, além de ignorar as repercussões morais e sociais da condenação, o que reforça a necessidade de manter a absolvição. 

A propósito, marque a alternativa CORRETA. 

 

(EMAGIS) Sobre a teoria do crime e temas correlatos, assinale a alternativa correta.

 

(DPE/MT – Defensor(a) Público(a) Estadual – FCC – 2026) A prisão preventiva

 

(DPE/MT – Defensor(a) Público(a) Estadual – FCC – 2026) Sobre depoimentos prestados por testemunhas policiais em processos criminais:
[não é raro se deparar, por exemplo, com o relato de que, depois de ser abordado em via pública sem nada de ilícito, o réu haveria voluntariamente afirmado aos policiais que tinha drogas e/ou armas em casa e convidado os agentes de segurança a acompanhá-lo até a residência, onde lhes teria franqueado a entrada e indicado a localização dos objetos. Ou, ainda, a afirmação de que, depois de receberem uma denúncia anônima relacionada a um indivíduo suspeito, dirigiram-se à sua moradia e, lá chegando, sentiram forte odor de substâncias entorpecentes exalando em via pública; isso quando não ocorre de os agentes verem drogas/armas em cima de algum móvel por meio de uma janela ou porta providencialmente entreaberta, razões pelas quais ingressam no domicilio, efetuam uma busca e apreendem os itens proibidos. A inquietação gerada por essas histórias [...] - aparentemente talhadas para dar contornos de legitimidade a diligências invasivas - não é recente e foi objeto de estudos pelo menos desde a década de 1960 nos Estados Unidos, [...]."
(HALAH, Leonardo. 17. O Controle Judicial da Atividade Policial [...] In: CRUZ, Rogerio; JUNIOR, Américo; DEZEM, Guilherme. Coleção Justiça Criminal. Ed. 2023. São Paulo (SP): Editora Revista dos Tribunais. 2023)

Considerando o trecho acima o autor se refere

 

Objetivas MP Estadual - Rodada 14.2026

(EMAGIS) Sobre o Conselho Superior do Ministério Público, nos termos da Lei n.º 8.625/93, assinale a alternativa incorreta:

 

(EMAGIS) A defesa sustenta a ocorrência de negativa de vigência ao artigo 51 do Código Penal, ao argumento de que o juízo incorreu em grave impropriedade técnico-jurídica ao aplicar o artigo 114, inciso II, do Código Penal, à hipótese de execução da pena de multa após o trânsito em julgado da sentença condenatória, ignorando que referido dispositivo passou a disciplinar exclusivamente a prescrição da pretensão punitiva. Aduz que a nova redação do artigo 51 do Código Penal, introduzida pela Lei n. 13.964/2019, possui inequívoca natureza de novatio legis in mellius, por instituir regime prescricional mais favorável ao réu. Conclui que, após o trânsito em julgado da sentença penal condenatória, deve ser aplicado à pena de multa o prazo prescricional quinquenal previsto no artigo 174 do Código Tributário Nacional.

A propósito, marque a alternativa CORRETA. 

 

(EMAGIS) No caso, a Justiça estadual concedeu indulto, para extinguir a punibilidade da pena privativa de liberdade e estendeu o entendimento à multa não recolhida. Tratava-se de condenação oriunda da Justiça Federal, mas cuja pena privativa de liberdade tivera a respectiva competência para execução transferida à Justiça Estadual, por ser cumprida em presídio estadual. Mesmo declarada pelo Juízo estadual a extinção da punibilidade nos amplos termos mencionados, o Juízo Federal prosseguiu com a execução da multa na Justiça Federal, intimando o réu para pagamento das custas e da multa penal.

A propósito, marque a alternativa CORRETA. 

 

(EMAGIS) Consta dos autos que José foi condenado em primeiro grau pela prática do crime previsto no art. 317, caput e § 1º, do Código Penal, à pena de 7 anos, 9 meses e 10 dias de reclusão. Posteriormente, o juízo sentenciante declarou extinta a punibilidade, em razão da prescrição com base na pena concretamente aplicada. Após, a defesa de José interpôs recurso de apelação, pleiteando a absolvição. O Tribunal conheceu do apelo e deu-lhe provimento para absolver José com fundamento no artigo 386, inciso VII, do Código de Processo Penal. Em recurso especial, o Ministério Público aduziu que o acórdão recorrido divergiu da jurisprudência consolidada do Superior Tribunal de Justiça, ao conhecer de recurso de apelação no qual o réu não possuía interesse recursal, uma vez que a extinção da punibilidade pela prescrição havia afastado todos os efeitos da condenação. José apresentou contrarrazões ao recurso especial ministerial sustentando que negar seu interesse recursal violaria a lógica defensiva e a racionalidade do sistema, além de ignorar as repercussões morais e sociais da condenação, o que reforça a necessidade de manter a absolvição. 

A propósito, marque a alternativa CORRETA. 

 

(EMAGIS) Sobre as Escolas Penais, a teoria da norma penal e temas correlatos, julgue os itens abaixo.

I. Conhecida como “Escola Francesa de Lyon”, “Escola Criminal Sociológica”, “Escola Antropossocial” ou, ainda, “Escola do Meio”, a Escola francesa constituiu uma grande oposição aos pilares de sustentação da Escola positiva. Rechaçando a ideia lombrosiana de transmissão de características hereditárias, congênitas, que pudessem conduzir à criminalidade, os defensores da Escola francesa enalteciam a influência do meio social na propensão prática dos delitos. Dentre os seus representantes, destaca-se a figura de Lacassagne, Martin e Locard.

II. Lei Penal em Branco em Sentido Estrito, Própria ou Heterogênea é aquela em que o complemento do preceito primário deve estar contido em lei editada pela mesma instância legislativa que criou a lei penal em branco, ou seja, também deve estar presente em lei federal.

III. As principais teorias pertinentes à definição exata do local em que se considera praticado o crime são: (i) Teoria da atividade: o crime é praticado onde realizada a conduta; (ii) Teoria do resultado: o crime é praticado onde ocorreu o resultado; (iii) Teoria pura da ubiquidade, mista ou unitária: considera praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou omissão, no todo ou em parte, bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o resultado. É esta última a teoria adotada pelo Código Penal em matéria de lugar do crime (locus comissi delicti).

Estão corretos somente os itens:

 

(DPE/MT – Defensor(a) Público(a) Estadual – FCC – 2026) A prisão preventiva

 

(DPE/MT – Defensor(a) Público(a) Estadual – FCC – 2026) Sobre depoimentos prestados por testemunhas policiais em processos criminais:
[não é raro se deparar, por exemplo, com o relato de que, depois de ser abordado em via pública sem nada de ilícito, o réu haveria voluntariamente afirmado aos policiais que tinha drogas e/ou armas em casa e convidado os agentes de segurança a acompanhá-lo até a residência, onde lhes teria franqueado a entrada e indicado a localização dos objetos. Ou, ainda, a afirmação de que, depois de receberem uma denúncia anônima relacionada a um indivíduo suspeito, dirigiram-se à sua moradia e, lá chegando, sentiram forte odor de substâncias entorpecentes exalando em via pública; isso quando não ocorre de os agentes verem drogas/armas em cima de algum móvel por meio de uma janela ou porta providencialmente entreaberta, razões pelas quais ingressam no domicilio, efetuam uma busca e apreendem os itens proibidos. A inquietação gerada por essas histórias [...] - aparentemente talhadas para dar contornos de legitimidade a diligências invasivas - não é recente e foi objeto de estudos pelo menos desde a década de 1960 nos Estados Unidos, [...]."
(HALAH, Leonardo. 17. O Controle Judicial da Atividade Policial [...] In: CRUZ, Rogerio; JUNIOR, Américo; DEZEM, Guilherme. Coleção Justiça Criminal. Ed. 2023. São Paulo (SP): Editora Revista dos Tribunais. 2023)

Considerando o trecho acima o autor se refere

 

(MPE/GO – Promotora e Promotor de Justiça Substituto – FGV – 2026) Após a observância das formalidades constitucionais e legais, João foi condenado, definitivamente, pela prática do crime de feminicídio e iniciou o cumprimento da pena privativa de liberdade em regime fechado, no Estado de Goiás.

Diante do narrado, e considerando as disposições da Lei nº 7.210/1984, é correto afirmar que João

 

(EMAGIS) As assertivas que seguem têm relação com os danos morais e sua indenização.

I. Embora o reconhecimento dos danos morais se dê, em numerosos casos, independentemente de prova (in re ipsa), para a sua adequada quantificação, deve o juiz investigar, sempre que entender necessário, as circunstâncias do caso concreto, inclusive por intermédio da produção de depoimento pessoal e da prova testemunhal em audiência.

II. Nos casos de violência contra a mulher praticados no âmbito doméstico e familiar, é possível a fixação de valor mínimo indenizatório a título de dano moral, desde que haja pedido expresso da acusação ou da parte ofendida, ainda que não especificada a quantia, devendo haver também específica instrução probatória sobre os danos morais.

III. A ausência de prévia comunicação ao consumidor da inscrição do seu nome em cadastros de proteção ao crédito, prevista no art. 43, § 2º, do CDC, enseja o direito à compensação por danos morais.

Estão corretas as seguintes assertivas:

 

(EMAGIS) As assertivas que seguem têm relação com o serviço bancário e deve ser marcada a CORRETA. 

 

(EMAGIS) Trata-se de ação de partilha de bens ajuizada por Daniela em face de Eduardo. As partes contraíram matrimônio no ano de 2008 pelo regime da comunhão parcial de bens. O casal não teve filhos e a esposa dedicou-se ao casamento, não exercendo atividade profissional durante os mais de 15 anos em que permaneceram casados. Em dezembro de 2024, as partes realizaram o divórcio de forma extrajudicial por escritura pública, em que ficou decidido que os bens seriam partilhados posteriormente. Na mesma data, no entanto, firmaram documento intitulado “instrumento particular de transação”, em que estipularam a partilha amigável dos bens adquiridos no curso da união. Ficou estabelecido que o ex-marido ficaria com um apartamento, além de móveis e objetos que lá estavam. Por sua vez, à ex-esposa caberia outro apartamento, que na época estava financiado, cotas da sociedade limitada do casal e indenização em dinheiro, para que adquirisse móveis para sua moradia. Na inicial, narrou Daniela que desconhecia a realidade financeira da empresa, que possuía dívidas expressivas, de forma que não conseguiu alavancar a empresa nem gerar lucro suficiente para se manter com dignidade. Além disso, informou que o ex-marido não apresentou todos os bens do casal quando da celebração do “instrumento particular de transação”, ficando de fora da partilha um caminhão e um galpão, além de automóveis pertencentes ao casal. Dessa forma, um ano após a celebração do “instrumento particular de transação” ajuizou a presente demanda, a fim de ver partilhados todos os bens adquiridos no curso do matrimônio. 

A propósito, marque a alternativa CORRETA.

 

(EMAGIS) Julgue os itens abaixo e indique a alternativa apropriada.

I. O processamento e julgamento de procedimento administrativo de dúvida suscitado por oficial de registro imobiliário relativamente a imóveis de autarquia pública federal compete ao Juízo federal.

II. Compete à Justiça Federal processar e julgar feitos em que se discuta controvérsia relativa à expedição de diploma de conclusão de curso superior realizado em instituição privada de ensino que integre o Sistema Federal de Ensino, salvo se a pretensão se limitar ao pagamento de indenização.

III. É válida a penhora do bem de família de fiador apontado em contrato de locação de imóvel, seja residencial, seja comercial.

IV. É impenhorável o bem de família oferecido como caução em contrato de locação de imóvel residencial ou comercial.

 

(EMAGIS) Julgue os itens abaixo e marque a alternativa correta.

I. É quinquenal o prazo prescricional para o ajuizamento da ação individual executiva que visa ao cumprimento de sentença originária de ação civil pública, sendo o referido lustro contado a partir do trânsito em julgado da sentença coletiva, independentemente da notícia da propositura da ação coletiva exigida pelo art. 94 do Código de Defesa do Consumidor ou mesmo da intimação pessoal dos exequentes.

II. A Súmula 326 do STJ (“Na ação de indenização por dano moral, a condenação em montante inferior ao postulado na inicial não implica sucumbência recíproca.”), editada anteriormente ao advento do CPC/2015, não conflita com a nova codificação, à luz da atual visão jurisprudencial do mesmo Tribunal. 

III. Tramitando o processo perante outro juízo, os autos serão remetidos ao juízo federal competente se nele intervier a União, suas empresas públicas, entidades autárquicas e fundações, ou conselho de fiscalização de atividade profissional, na qualidade de parte ou de terceiro interveniente, exceto as ações de recuperação judicial, falência, insolvência civil e acidente de trabalho, bem como aquelas sujeitas à justiça eleitoral e à justiça do trabalho. No entanto, o juízo federal restituirá os autos ao juízo estadual sem suscitar conflito se o ente federal cuja presença ensejou a remessa for excluído do processo.

IV. Serão reunidos para julgamento conjunto os processos que possam gerar risco de prolação de decisões conflitantes ou contraditórias caso decididos separadamente, mesmo sem conexão entre eles.

 

(EMAGIS) A respeito da ação rescisória por ofensa a literal disposição de lei, avalie as assertivas que seguem. 

I. Não cabe ação rescisória por ofensa a literal disposição de lei quando a decisão rescindenda se tiver baseado em texto legal de interpretação controvertida nos tribunais

II. A ação rescisória não é cabível se, à época do julgamento rescindendo, não havia divergência jurisprudencial, uma vez que o julgado rescindendo apontado como divergente, na verdade, afronta a jurisprudência, não viola ‘literal disposição de lei’.

III. Não cabe ação rescisória quando o julgado estiver em harmonia com o entendimento firmado pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal à época da formalização do acórdão rescindendo, ainda que ocorra posterior superação do precedente.

Estão corretas as seguintes assertivas:

 

(EMAGIS) Acerca do regime jurídico da ação de improbidade administrativa, à luz das inovações promovidas pela Lei nº 14.230/2021, assinale a alternativa incorreta:

 

(EMAGIS) Trata-se de Ação Direta de Inconstitucionalidade proposta contra o artigo 8º, II, da LC 80/1994, que confere ao Defensor Público-Geral da União a atribuição de representar a Defensoria Pública da União (DPU) judicial e extrajudicialmente. O autor alega violação aos artigos 131, caput, e 134, caput e §1º, da Constituição Federal. Salienta que, nos termos do artigo 131 da Carta da República, cabe à AGU, com exclusividade, representar nos âmbitos judicial e extrajudicial a União e seus órgãos, aí incluídos os do Legislativo e do Judiciário, bem assim aqueles aos quais atribuídas funções essenciais à Justiça. Afirma a inconstitucionalidade do exercício da representação judicial da União por pessoa estranha aos quadros da AGU. Discorre sobre a violação ao artigo 134, caput e § 1º, da Lei Maior, porquanto autorizada a atuação indiscriminada do Defensor Público-Geral da União, a implicar o exercício indevido da advocacia fora das atribuições institucionais, em prejuízo da defesa dos necessitados. 

A propósito, marque a alternativa CORRETA. 

 

(EMAGIS) No caso, a suposta prática delituosa ocorreu no Município e consistiu na destruição de vegetação nativa pertencente ao bioma Mata Atlântica, incluindo exemplares da espécie araucária (Araucaria angustifolia), ameaçada de extinção, conforme Portaria Ibama n. 37-N, de 3/4/1992, sem evidência de transnacionalidade do delito ou de outros elementos específicos que indiquem o interesse da União.

A propósito, marque a alternativa CORRETA. 

 

(EMAGIS) Trata-se de Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental contra lei municipal, que veda a adoção de ideologia de gênero, diversidade sexual e educação sexual nas práticas pedagógicas, currículos escolares e materiais didáticos das redes de ensino municipal e privada, bem como em bibliotecas municipais.

A propósito, marque a alternativa CORRETA.

 

(EMAGIS) Relativamente às funções essenciais à Justiça e aos Tribunais de Contas, marque a alternativa incorreta.

 

(PC/PI – Delegado de Polícia Civil – FGV – 2026) Em um debate promovido pelos órgãos que atuam diretamente na área segurança pública da República Federativa do Brasil, discutiu-se a possibilidade, ou não, de um Estado Democrático de Direito adotar a pena de morte, considerando os balizamentos estabelecidos pelo Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos (PIDCP), de 1966.

Ao fim dos debates, concluiu-se corretamente que, quanto à pena de morte, de acordo com o referido ato de direito internacional público,


 

(EMAGIS) Quanto às entidades do terceiro setor, marque a alternativa correta.

 

(EMAGIS) Trata-se de sentença coletiva que condenou a administração centralizada (ente político) ao pagamento de verba remuneratória a determinados servidores públicos. Pretendem executá-la os servidores que integravam os quadros de autarquias e de fundações públicas do ente federado na data da propositura da ação coletiva, dizendo-se beneficiados pela coisa julgada, a despeito de integrantes da administração indireta. Trata-se, portanto, de execução de sentença coletiva que condenou o ente político ao pagamento de diferença remuneratória, execução movida por servidores que, ao momento da propositura da ação coletiva, integravam o quadro de autarquias e de fundações públicas de aludido ente político.

A propósito, avalie as assertivas que seguem. 

I. A sentença coletiva que condena a administração centralizada ao pagamento de verba remuneratória pode ser executada por servidores de autarquias e fundações públicas, motivo pelo qual, ao menos sob essa ótica, merece trânsito a execução em questão.

II. A legitimidade universal do sindicato para agir em juízo gera a extensão da coisa julgada em questão a pessoas jurídicas da administração indireta do ente federado, motivo pelo qual, caso a ação coletiva tenha sido ajuizada por sindicato, merecerá trânsito a execução em questão.

III. A Autarquia possui legitimidade para figurar no polo passivo da liquidação e execução de sentença genérica, em ação civil pública, proferida contra o ente político ao qual vinculada, porquanto abrangida pelo efeito erga omnes previsto no artigo 16 da Lei nº 7.347/1985.

Estão corretas as seguintes assertivas:

 

(EMAGIS) Sabe-se que o ato concessivo de aposentadoria do servidor público é complexo, que se aperfeiçoa apenas após o exame do ato instituidor do benefício pelo respectivo de Tribunal de Contas. 

A propósito, avalie as assertivas que seguem. 

I. Os Tribunais de Contas estão sujeitos ao prazo de 5 anos para o julgamento da legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma ou pensão, a contar da chegada do processo à respectiva Corte de Contas.

II. Admite-se a revisão dos proventos de aposentadoria concedidos aos militares reformados e/ou aos pensionistas militares que foram promovidos ao grau hierárquico superior, para adequação aos limites legais, devendo-se observar, contudo, o prazo decadencial de 5 anos previsto no art. 54 da Lei 9784/99, contado da data em que recebido no Tribunal de Contas da União, para exame de sua legalidade, o ato de transferência do militar para a inatividade ou de concessão da pensão.

III. Ao Estado é facultada a revogação de atos que repute ilegalmente praticados, porém, se de tais atos já tiverem decorrido efeitos concretos, seu desfazimento deve ser precedido de regular processo administrativo. 

Estão corretas as seguintes assertivas:

 

(EMAGIS) Trata-se de ação rescisória para desconstituir título judicial transitado em julgado no qual reconhecida, para efeito de aplicação do reajuste de 28,86% sobre a Retribuição Adicional Variável (RAV) de Auditor Fiscal da Receita Federal, a possibilidade de compensação do índice com os reposicionamentos supervenientes do servidor, promovidos pela Lei n. 8.627/1993. O autor reconhece que, conquanto a decisão rescindenda esteja em sintonia com o entendimento jurisprudencial até então vigente, posteriormente aludido entendimento foi alterado com o julgamento pelo STJ do Tema n. 548/STJ.

A propósito, avalie as assertivas que seguem. 

I. Aplica-se o óbice do verbete sumular n. 343/STF à ação rescisória em questão, que, por isso, não é cabível. 

II. Mesmo que julgamento posterior pacificando a questão se tenha dado em Recurso Repetitivo, é incabível a rescisória em questão. 

III. A questão da ofensa aos limites objetivos da coisa julgada pela compensação do reajuste de 28,86% sobre a vantagem pecuniária “Retribuição Adicional Variável – RAV”, paga aos servidores públicos civis e militares, com as reposições salariais das Leis n. 8.622/1993 e n. 8.627/1993, tem natureza constitucional, motivo pelo qual a admissibilidade da ação rescisória em questão deve ser avaliada sob a ótica do envolvimento de questão constitucional.

Estão corretas as seguintes assertivas:

 

(TJ/RJ – Juiz Substituto – VUNESP – 2026) Uma empresa brasileira de biotecnologia, regularmente cadastrada no SisGen, realizou acesso ao patrimônio genético de micro-organismo nativo do território nacional para fins de pesquisa científica. A partir dos dados obtidos, desenvolveu, posteriormente, um medicamento totalmente sintético, cuja formulação final não contém material genético brasileiro, mas cuja eficácia terapêutica decorreu diretamente das informações obtidas a partir do acesso realizado. Iniciada a exploração econômica do medicamento, a empresa deixou de efetuar a repartição de benefícios, alegando inexistência de obrigação legal.

À luz da Lei no 13.123/2015, que dispõe, dentre outros pontos, sobre bens, direitos e obrigações relativos ao acesso ao patrimônio genético do país, assinale a alternativa correta.

 

(EMAGIS) As assertivas que seguem têm relação com o Direito Tributário na visão do Supremo Tribunal Federal, devendo ser marcada a CORRETA. 

 

(EMAGIS) Nos autos da execução fiscal de ICMS, o executado alega prescrição do crédito tributário, alegando que entre a data do vencimento, em 01/01/2017, e a data do ajuizamento da execução, em 01/01/2026, restou ultrapassado o prazo prescricional. Ouvida, a exequente alega ter havido parcelamento do crédito, juntando telas sistêmicas que seriam meios de prova suficientes a esse desiderato, indicativas de parcelamentos em 2018, 2022 e 2025. O executado volve aos autos e, embora não impugnando de forma específica e fundamentada a autenticidade ou a veracidade do conteúdo dessas telas, afirma que a juntada das telas é não é meio idôneo para demonstração do fato alegado (deflagração do procedimento de parcelamento do crédito tributário pelo contribuinte). 

A propósito, marque a alternativa CORRETA. 

 

(EMAGIS) As assertivas que seguem têm relação com a empresa e o estabelecimento empresarial, devendo ser marcada a CORRETA. 

 

(EMAGIS) As assertivas que seguem, no âmbito do direito marcário, têm relação com o paralelismo consciente (conscious parallelism) e o caroneiro (free rider), além dos danos materiais e morais, devendo ser marcada a CORRETA. 

 

(EMAGIS) Com relação às novidades implementadas pela EC 111/2021, marque a alternativa incorreta.

 

(MPE/SC – Promotor Substituto – VUNESP – 2026) Durante fiscalização do Ministério Público em entidade de acolhimento institucional, constatou-se a permanência de crianças e adolescentes por período significativamente superior ao legalmente recomendado, sem reavaliação periódica da medida, sem atualização do Plano Individual de Atendimento (PIA) e sem adoção de providências efetivas voltadas à reintegração familiar ou à colocação em família substituta. A Administração Pública justificou a situação com base na reserva do possível, na inexistência de famílias acolhedoras cadastradas e na sobrecarga do sistema de Justiça. À luz da CF, do ECA e da jurisprudência do STF e do STJ, assinale a alternativa correta.

 

(EMAGIS) Trata-se de ação de obrigação de fazer cumulada com pedido de indenização por danos morais, ajuizada por beneficiário de plano de saúde contra este, em razão da recusa de custeio de tratamento multidisciplinar para paciente com Transtorno do Espectro Autista. Os autos demonstraram que a operadora de plano de saúde promoveu interrupção abrupta da cobertura médico-assistencial devida ao menor portador de transtorno do espectro autista, seguida da omissão em assegurar a continuidade do tratamento do beneficiário extremamente dependente do serviço de assistência à saúde, causando-lhe, assim, prejuízo no seu desenvolvimento.

A propósito, avalie as assertivas que seguem.

I. A simples recusa indevida de cobertura médico-assistencial por operadora de plano de saúde não gera, por si só, dano moral presumido (in re ipsa) e essa premissa deve ser observada no julgamento da ação em questão. 

II. Na ação em questão, para a condenação da ré na obrigação de indenização dos danos morais, além da recusa indevida da cobertura médico-assistencial, é imprescindível a presença de elementos que permitam constatar a alteração anímica da vítima em grau suficiente para ultrapassar o mero aborrecimento ou dissabor, o que se verifica pelo que restou demonstrado nos autos.

III. Nem mesmo o cancelamento unilateral indevido do plano de saúde, com a negativa indevida de cobertura em situação de urgência ou emergência, configura dano moral in re ipsa.

Estão corretas as seguintes assertivas:

 

Objetivas DPF - Rodada 14.2026

(EMAGIS) A defesa sustenta a ocorrência de negativa de vigência ao artigo 51 do Código Penal, ao argumento de que o juízo incorreu em grave impropriedade técnico-jurídica ao aplicar o artigo 114, inciso II, do Código Penal, à hipótese de execução da pena de multa após o trânsito em julgado da sentença condenatória, ignorando que referido dispositivo passou a disciplinar exclusivamente a prescrição da pretensão punitiva. Aduz que a nova redação do artigo 51 do Código Penal, introduzida pela Lei n. 13.964/2019, possui inequívoca natureza de novatio legis in mellius, por instituir regime prescricional mais favorável ao réu. Conclui que, após o trânsito em julgado da sentença penal condenatória, deve ser aplicado à pena de multa o prazo prescricional quinquenal previsto no artigo 174 do Código Tributário Nacional.

A propósito, marque a alternativa CORRETA. 

 

(EMAGIS) No caso, a Justiça estadual concedeu indulto, para extinguir a punibilidade da pena privativa de liberdade e estendeu o entendimento à multa não recolhida. Tratava-se de condenação oriunda da Justiça Federal, mas cuja pena privativa de liberdade tivera a respectiva competência para execução transferida à Justiça Estadual, por ser cumprida em presídio estadual. Mesmo declarada pelo Juízo estadual a extinção da punibilidade nos amplos termos mencionados, o Juízo Federal prosseguiu com a execução da multa na Justiça Federal, intimando o réu para pagamento das custas e da multa penal.

A propósito, marque a alternativa CORRETA. 

 

(EMAGIS) Consta dos autos que José foi condenado em primeiro grau pela prática do crime previsto no art. 317, caput e § 1º, do Código Penal, à pena de 7 anos, 9 meses e 10 dias de reclusão. Posteriormente, o juízo sentenciante declarou extinta a punibilidade, em razão da prescrição com base na pena concretamente aplicada. Após, a defesa de José interpôs recurso de apelação, pleiteando a absolvição. O Tribunal conheceu do apelo e deu-lhe provimento para absolver José com fundamento no artigo 386, inciso VII, do Código de Processo Penal. Em recurso especial, o Ministério Público aduziu que o acórdão recorrido divergiu da jurisprudência consolidada do Superior Tribunal de Justiça, ao conhecer de recurso de apelação no qual o réu não possuía interesse recursal, uma vez que a extinção da punibilidade pela prescrição havia afastado todos os efeitos da condenação. José apresentou contrarrazões ao recurso especial ministerial sustentando que negar seu interesse recursal violaria a lógica defensiva e a racionalidade do sistema, além de ignorar as repercussões morais e sociais da condenação, o que reforça a necessidade de manter a absolvição. 

A propósito, marque a alternativa CORRETA. 

 

(EMAGIS) Sobre as Escolas Penais, a teoria da norma penal e temas correlatos, julgue os itens abaixo.

I. Conhecida como “Escola Francesa de Lyon”, “Escola Criminal Sociológica”, “Escola Antropossocial” ou, ainda, “Escola do Meio”, a Escola francesa constituiu uma grande oposição aos pilares de sustentação da Escola positiva. Rechaçando a ideia lombrosiana de transmissão de características hereditárias, congênitas, que pudessem conduzir à criminalidade, os defensores da Escola francesa enalteciam a influência do meio social na propensão prática dos delitos. Dentre os seus representantes, destaca-se a figura de Lacassagne, Martin e Locard.

II. Lei Penal em Branco em Sentido Estrito, Própria ou Heterogênea é aquela em que o complemento do preceito primário deve estar contido em lei editada pela mesma instância legislativa que criou a lei penal em branco, ou seja, também deve estar presente em lei federal.

III. As principais teorias pertinentes à definição exata do local em que se considera praticado o crime são: (i) Teoria da atividade: o crime é praticado onde realizada a conduta; (ii) Teoria do resultado: o crime é praticado onde ocorreu o resultado; (iii) Teoria pura da ubiquidade, mista ou unitária: considera praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou omissão, no todo ou em parte, bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o resultado. É esta última a teoria adotada pelo Código Penal em matéria de lugar do crime (locus comissi delicti).

Estão corretos somente os itens:

 

(EMAGIS) Sobre a teoria do crime e temas correlatos, assinale a alternativa correta.

 

(DPE/MT – Defensor(a) Público(a) Estadual – FCC – 2026) A prisão preventiva

 

(DPE/MT – Defensor(a) Público(a) Estadual – FCC – 2026) Sobre depoimentos prestados por testemunhas policiais em processos criminais:
[não é raro se deparar, por exemplo, com o relato de que, depois de ser abordado em via pública sem nada de ilícito, o réu haveria voluntariamente afirmado aos policiais que tinha drogas e/ou armas em casa e convidado os agentes de segurança a acompanhá-lo até a residência, onde lhes teria franqueado a entrada e indicado a localização dos objetos. Ou, ainda, a afirmação de que, depois de receberem uma denúncia anônima relacionada a um indivíduo suspeito, dirigiram-se à sua moradia e, lá chegando, sentiram forte odor de substâncias entorpecentes exalando em via pública; isso quando não ocorre de os agentes verem drogas/armas em cima de algum móvel por meio de uma janela ou porta providencialmente entreaberta, razões pelas quais ingressam no domicilio, efetuam uma busca e apreendem os itens proibidos. A inquietação gerada por essas histórias [...] - aparentemente talhadas para dar contornos de legitimidade a diligências invasivas - não é recente e foi objeto de estudos pelo menos desde a década de 1960 nos Estados Unidos, [...]."
(HALAH, Leonardo. 17. O Controle Judicial da Atividade Policial [...] In: CRUZ, Rogerio; JUNIOR, Américo; DEZEM, Guilherme. Coleção Justiça Criminal. Ed. 2023. São Paulo (SP): Editora Revista dos Tribunais. 2023)

Considerando o trecho acima o autor se refere

 

(MPE/GO – Promotora e Promotor de Justiça Substituto – FGV – 2026) Após a observância das formalidades constitucionais e legais, João foi condenado, definitivamente, pela prática do crime de feminicídio e iniciou o cumprimento da pena privativa de liberdade em regime fechado, no Estado de Goiás.

Diante do narrado, e considerando as disposições da Lei nº 7.210/1984, é correto afirmar que João

 

(EMAGIS) Trata-se de Ação Direta de Inconstitucionalidade proposta contra o artigo 8º, II, da LC 80/1994, que confere ao Defensor Público-Geral da União a atribuição de representar a Defensoria Pública da União (DPU) judicial e extrajudicialmente. O autor alega violação aos artigos 131, caput, e 134, caput e §1º, da Constituição Federal. Salienta que, nos termos do artigo 131 da Carta da República, cabe à AGU, com exclusividade, representar nos âmbitos judicial e extrajudicial a União e seus órgãos, aí incluídos os do Legislativo e do Judiciário, bem assim aqueles aos quais atribuídas funções essenciais à Justiça. Afirma a inconstitucionalidade do exercício da representação judicial da União por pessoa estranha aos quadros da AGU. Discorre sobre a violação ao artigo 134, caput e § 1º, da Lei Maior, porquanto autorizada a atuação indiscriminada do Defensor Público-Geral da União, a implicar o exercício indevido da advocacia fora das atribuições institucionais, em prejuízo da defesa dos necessitados. 

A propósito, marque a alternativa CORRETA. 

 

(EMAGIS) No caso, a suposta prática delituosa ocorreu no Município e consistiu na destruição de vegetação nativa pertencente ao bioma Mata Atlântica, incluindo exemplares da espécie araucária (Araucaria angustifolia), ameaçada de extinção, conforme Portaria Ibama n. 37-N, de 3/4/1992, sem evidência de transnacionalidade do delito ou de outros elementos específicos que indiquem o interesse da União.

A propósito, marque a alternativa CORRETA. 

 

(EMAGIS) Trata-se de Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental contra lei municipal, que veda a adoção de ideologia de gênero, diversidade sexual e educação sexual nas práticas pedagógicas, currículos escolares e materiais didáticos das redes de ensino municipal e privada, bem como em bibliotecas municipais.

A propósito, marque a alternativa CORRETA.

 

(EMAGIS) Relativamente às funções essenciais à Justiça e aos Tribunais de Contas, marque a alternativa incorreta.

 

(EMAGIS) Quanto às entidades do terceiro setor, marque a alternativa correta.

 

(EMAGIS) Trata-se de sentença coletiva que condenou a administração centralizada (ente político) ao pagamento de verba remuneratória a determinados servidores públicos. Pretendem executá-la os servidores que integravam os quadros de autarquias e de fundações públicas do ente federado na data da propositura da ação coletiva, dizendo-se beneficiados pela coisa julgada, a despeito de integrantes da administração indireta. Trata-se, portanto, de execução de sentença coletiva que condenou o ente político ao pagamento de diferença remuneratória, execução movida por servidores que, ao momento da propositura da ação coletiva, integravam o quadro de autarquias e de fundações públicas de aludido ente político.

A propósito, avalie as assertivas que seguem. 

I. A sentença coletiva que condena a administração centralizada ao pagamento de verba remuneratória pode ser executada por servidores de autarquias e fundações públicas, motivo pelo qual, ao menos sob essa ótica, merece trânsito a execução em questão.

II. A legitimidade universal do sindicato para agir em juízo gera a extensão da coisa julgada em questão a pessoas jurídicas da administração indireta do ente federado, motivo pelo qual, caso a ação coletiva tenha sido ajuizada por sindicato, merecerá trânsito a execução em questão.

III. A Autarquia possui legitimidade para figurar no polo passivo da liquidação e execução de sentença genérica, em ação civil pública, proferida contra o ente político ao qual vinculada, porquanto abrangida pelo efeito erga omnes previsto no artigo 16 da Lei nº 7.347/1985.

Estão corretas as seguintes assertivas:

 

(EMAGIS) Sabe-se que o ato concessivo de aposentadoria do servidor público é complexo, que se aperfeiçoa apenas após o exame do ato instituidor do benefício pelo respectivo de Tribunal de Contas. 

A propósito, avalie as assertivas que seguem. 

I. Os Tribunais de Contas estão sujeitos ao prazo de 5 anos para o julgamento da legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma ou pensão, a contar da chegada do processo à respectiva Corte de Contas.

II. Admite-se a revisão dos proventos de aposentadoria concedidos aos militares reformados e/ou aos pensionistas militares que foram promovidos ao grau hierárquico superior, para adequação aos limites legais, devendo-se observar, contudo, o prazo decadencial de 5 anos previsto no art. 54 da Lei 9784/99, contado da data em que recebido no Tribunal de Contas da União, para exame de sua legalidade, o ato de transferência do militar para a inatividade ou de concessão da pensão.

III. Ao Estado é facultada a revogação de atos que repute ilegalmente praticados, porém, se de tais atos já tiverem decorrido efeitos concretos, seu desfazimento deve ser precedido de regular processo administrativo. 

Estão corretas as seguintes assertivas:

 

(EMAGIS) Trata-se de ação rescisória para desconstituir título judicial transitado em julgado no qual reconhecida, para efeito de aplicação do reajuste de 28,86% sobre a Retribuição Adicional Variável (RAV) de Auditor Fiscal da Receita Federal, a possibilidade de compensação do índice com os reposicionamentos supervenientes do servidor, promovidos pela Lei n. 8.627/1993. O autor reconhece que, conquanto a decisão rescindenda esteja em sintonia com o entendimento jurisprudencial até então vigente, posteriormente aludido entendimento foi alterado com o julgamento pelo STJ do Tema n. 548/STJ.

A propósito, avalie as assertivas que seguem. 

I. Aplica-se o óbice do verbete sumular n. 343/STF à ação rescisória em questão, que, por isso, não é cabível. 

II. Mesmo que julgamento posterior pacificando a questão se tenha dado em Recurso Repetitivo, é incabível a rescisória em questão. 

III. A questão da ofensa aos limites objetivos da coisa julgada pela compensação do reajuste de 28,86% sobre a vantagem pecuniária “Retribuição Adicional Variável – RAV”, paga aos servidores públicos civis e militares, com as reposições salariais das Leis n. 8.622/1993 e n. 8.627/1993, tem natureza constitucional, motivo pelo qual a admissibilidade da ação rescisória em questão deve ser avaliada sob a ótica do envolvimento de questão constitucional.

Estão corretas as seguintes assertivas:

 

(EMAGIS) As assertivas que seguem têm relação com os danos morais e sua indenização.

I. Embora o reconhecimento dos danos morais se dê, em numerosos casos, independentemente de prova (in re ipsa), para a sua adequada quantificação, deve o juiz investigar, sempre que entender necessário, as circunstâncias do caso concreto, inclusive por intermédio da produção de depoimento pessoal e da prova testemunhal em audiência.

II. Nos casos de violência contra a mulher praticados no âmbito doméstico e familiar, é possível a fixação de valor mínimo indenizatório a título de dano moral, desde que haja pedido expresso da acusação ou da parte ofendida, ainda que não especificada a quantia, devendo haver também específica instrução probatória sobre os danos morais.

III. A ausência de prévia comunicação ao consumidor da inscrição do seu nome em cadastros de proteção ao crédito, prevista no art. 43, § 2º, do CDC, enseja o direito à compensação por danos morais.

Estão corretas as seguintes assertivas:

 

(EMAGIS) As assertivas que seguem têm relação com o serviço bancário e deve ser marcada a CORRETA. 

 

(EMAGIS) As assertivas que seguem têm relação com a empresa e o estabelecimento empresarial, devendo ser marcada a CORRETA. 

 

(EMAGIS) As assertivas que seguem, no âmbito do direito marcário, têm relação com o paralelismo consciente (conscious parallelism) e o caroneiro (free rider), além dos danos materiais e morais, devendo ser marcada a CORRETA. 

 

(EMAGIS) Julgue os itens abaixo e indique a alternativa apropriada.

I. O processamento e julgamento de procedimento administrativo de dúvida suscitado por oficial de registro imobiliário relativamente a imóveis de autarquia pública federal compete ao Juízo federal.

II. Compete à Justiça Federal processar e julgar feitos em que se discuta controvérsia relativa à expedição de diploma de conclusão de curso superior realizado em instituição privada de ensino que integre o Sistema Federal de Ensino, salvo se a pretensão se limitar ao pagamento de indenização.

III. É válida a penhora do bem de família de fiador apontado em contrato de locação de imóvel, seja residencial, seja comercial.

IV. É impenhorável o bem de família oferecido como caução em contrato de locação de imóvel residencial ou comercial.

 

(EMAGIS) Julgue os itens abaixo e marque a alternativa correta.

I. É quinquenal o prazo prescricional para o ajuizamento da ação individual executiva que visa ao cumprimento de sentença originária de ação civil pública, sendo o referido lustro contado a partir do trânsito em julgado da sentença coletiva, independentemente da notícia da propositura da ação coletiva exigida pelo art. 94 do Código de Defesa do Consumidor ou mesmo da intimação pessoal dos exequentes.

II. A Súmula 326 do STJ (“Na ação de indenização por dano moral, a condenação em montante inferior ao postulado na inicial não implica sucumbência recíproca.”), editada anteriormente ao advento do CPC/2015, não conflita com a nova codificação, à luz da atual visão jurisprudencial do mesmo Tribunal. 

III. Tramitando o processo perante outro juízo, os autos serão remetidos ao juízo federal competente se nele intervier a União, suas empresas públicas, entidades autárquicas e fundações, ou conselho de fiscalização de atividade profissional, na qualidade de parte ou de terceiro interveniente, exceto as ações de recuperação judicial, falência, insolvência civil e acidente de trabalho, bem como aquelas sujeitas à justiça eleitoral e à justiça do trabalho. No entanto, o juízo federal restituirá os autos ao juízo estadual sem suscitar conflito se o ente federal cuja presença ensejou a remessa for excluído do processo.

IV. Serão reunidos para julgamento conjunto os processos que possam gerar risco de prolação de decisões conflitantes ou contraditórias caso decididos separadamente, mesmo sem conexão entre eles.

 

(EMAGIS) A respeito da ação rescisória por ofensa a literal disposição de lei, avalie as assertivas que seguem. 

I. Não cabe ação rescisória por ofensa a literal disposição de lei quando a decisão rescindenda se tiver baseado em texto legal de interpretação controvertida nos tribunais

II. A ação rescisória não é cabível se, à época do julgamento rescindendo, não havia divergência jurisprudencial, uma vez que o julgado rescindendo apontado como divergente, na verdade, afronta a jurisprudência, não viola ‘literal disposição de lei’.

III. Não cabe ação rescisória quando o julgado estiver em harmonia com o entendimento firmado pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal à época da formalização do acórdão rescindendo, ainda que ocorra posterior superação do precedente.

Estão corretas as seguintes assertivas:

 

(DPE/PE – Defensor Público – FGV – 2025) Sobre o Tribunal Penal Internacional – TPI, assinale a afirmativa incorreta.

 

(PC/PI – Delegado de Polícia Civil – FGV – 2026) Em um debate promovido pelos órgãos que atuam diretamente na área segurança pública da República Federativa do Brasil, discutiu-se a possibilidade, ou não, de um Estado Democrático de Direito adotar a pena de morte, considerando os balizamentos estabelecidos pelo Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos (PIDCP), de 1966.

Ao fim dos debates, concluiu-se corretamente que, quanto à pena de morte, de acordo com o referido ato de direito internacional público,


 

(EMAGIS) João ingressou com ação previdenciária nos Juizados Especiais Federais, postulando a concessão do benefício de aposentadoria rural por idade. A sentença julgou improcedente o pedido. João, então, interpôs recurso inominado, o qual foi desprovido pela Turma Recursal. Considerado o caso narrado, é incorreto afirmar, à luz da legislação de regência e da jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, que:

 

(EMAGIS) A respeito das leis orçamentárias em geral, marque a alternativa INCORRETA.

 

(EMAGIS) As assertivas que seguem têm relação com o Direito Tributário na visão do Supremo Tribunal Federal, devendo ser marcada a CORRETA. 

 

(EMAGIS) As assertivas que seguem tratam da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins), devendo ser marcada a CORRETA. 

 

Objetivas Magistratura Federal - Rodada 14.2026

(EMAGIS) Trata-se de Ação Direta de Inconstitucionalidade proposta contra o artigo 8º, II, da LC 80/1994, que confere ao Defensor Público-Geral da União a atribuição de representar a Defensoria Pública da União (DPU) judicial e extrajudicialmente. O autor alega violação aos artigos 131, caput, e 134, caput e §1º, da Constituição Federal. Salienta que, nos termos do artigo 131 da Carta da República, cabe à AGU, com exclusividade, representar nos âmbitos judicial e extrajudicial a União e seus órgãos, aí incluídos os do Legislativo e do Judiciário, bem assim aqueles aos quais atribuídas funções essenciais à Justiça. Afirma a inconstitucionalidade do exercício da representação judicial da União por pessoa estranha aos quadros da AGU. Discorre sobre a violação ao artigo 134, caput e § 1º, da Lei Maior, porquanto autorizada a atuação indiscriminada do Defensor Público-Geral da União, a implicar o exercício indevido da advocacia fora das atribuições institucionais, em prejuízo da defesa dos necessitados. 

A propósito, marque a alternativa CORRETA. 

 

(EMAGIS) No caso, a suposta prática delituosa ocorreu no Município e consistiu na destruição de vegetação nativa pertencente ao bioma Mata Atlântica, incluindo exemplares da espécie araucária (Araucaria angustifolia), ameaçada de extinção, conforme Portaria Ibama n. 37-N, de 3/4/1992, sem evidência de transnacionalidade do delito ou de outros elementos específicos que indiquem o interesse da União.

A propósito, marque a alternativa CORRETA. 

 

(EMAGIS) Trata-se de Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental contra lei municipal, que veda a adoção de ideologia de gênero, diversidade sexual e educação sexual nas práticas pedagógicas, currículos escolares e materiais didáticos das redes de ensino municipal e privada, bem como em bibliotecas municipais.

A propósito, marque a alternativa CORRETA.

 

(EMAGIS) Relativamente às funções essenciais à Justiça e aos Tribunais de Contas, marque a alternativa incorreta.

 

(EMAGIS) João ingressou com ação previdenciária nos Juizados Especiais Federais, postulando a concessão do benefício de aposentadoria rural por idade. A sentença julgou improcedente o pedido. João, então, interpôs recurso inominado, o qual foi desprovido pela Turma Recursal. Considerado o caso narrado, é incorreto afirmar, à luz da legislação de regência e da jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, que:

 

(EMAGIS) A defesa sustenta a ocorrência de negativa de vigência ao artigo 51 do Código Penal, ao argumento de que o juízo incorreu em grave impropriedade técnico-jurídica ao aplicar o artigo 114, inciso II, do Código Penal, à hipótese de execução da pena de multa após o trânsito em julgado da sentença condenatória, ignorando que referido dispositivo passou a disciplinar exclusivamente a prescrição da pretensão punitiva. Aduz que a nova redação do artigo 51 do Código Penal, introduzida pela Lei n. 13.964/2019, possui inequívoca natureza de novatio legis in mellius, por instituir regime prescricional mais favorável ao réu. Conclui que, após o trânsito em julgado da sentença penal condenatória, deve ser aplicado à pena de multa o prazo prescricional quinquenal previsto no artigo 174 do Código Tributário Nacional.

A propósito, marque a alternativa CORRETA. 

 

(EMAGIS) No caso, a Justiça estadual concedeu indulto, para extinguir a punibilidade da pena privativa de liberdade e estendeu o entendimento à multa não recolhida. Tratava-se de condenação oriunda da Justiça Federal, mas cuja pena privativa de liberdade tivera a respectiva competência para execução transferida à Justiça Estadual, por ser cumprida em presídio estadual. Mesmo declarada pelo Juízo estadual a extinção da punibilidade nos amplos termos mencionados, o Juízo Federal prosseguiu com a execução da multa na Justiça Federal, intimando o réu para pagamento das custas e da multa penal.

A propósito, marque a alternativa CORRETA. 

 

(EMAGIS) Consta dos autos que José foi condenado em primeiro grau pela prática do crime previsto no art. 317, caput e § 1º, do Código Penal, à pena de 7 anos, 9 meses e 10 dias de reclusão. Posteriormente, o juízo sentenciante declarou extinta a punibilidade, em razão da prescrição com base na pena concretamente aplicada. Após, a defesa de José interpôs recurso de apelação, pleiteando a absolvição. O Tribunal conheceu do apelo e deu-lhe provimento para absolver José com fundamento no artigo 386, inciso VII, do Código de Processo Penal. Em recurso especial, o Ministério Público aduziu que o acórdão recorrido divergiu da jurisprudência consolidada do Superior Tribunal de Justiça, ao conhecer de recurso de apelação no qual o réu não possuía interesse recursal, uma vez que a extinção da punibilidade pela prescrição havia afastado todos os efeitos da condenação. José apresentou contrarrazões ao recurso especial ministerial sustentando que negar seu interesse recursal violaria a lógica defensiva e a racionalidade do sistema, além de ignorar as repercussões morais e sociais da condenação, o que reforça a necessidade de manter a absolvição. 

A propósito, marque a alternativa CORRETA. 

 

(EMAGIS) Sobre a teoria do crime e temas correlatos, assinale a alternativa correta.

 

(DPE/MT – Defensor(a) Público(a) Estadual – FCC – 2026) A prisão preventiva

 

(DPE/MT – Defensor(a) Público(a) Estadual – FCC – 2026) Sobre depoimentos prestados por testemunhas policiais em processos criminais:
[não é raro se deparar, por exemplo, com o relato de que, depois de ser abordado em via pública sem nada de ilícito, o réu haveria voluntariamente afirmado aos policiais que tinha drogas e/ou armas em casa e convidado os agentes de segurança a acompanhá-lo até a residência, onde lhes teria franqueado a entrada e indicado a localização dos objetos. Ou, ainda, a afirmação de que, depois de receberem uma denúncia anônima relacionada a um indivíduo suspeito, dirigiram-se à sua moradia e, lá chegando, sentiram forte odor de substâncias entorpecentes exalando em via pública; isso quando não ocorre de os agentes verem drogas/armas em cima de algum móvel por meio de uma janela ou porta providencialmente entreaberta, razões pelas quais ingressam no domicilio, efetuam uma busca e apreendem os itens proibidos. A inquietação gerada por essas histórias [...] - aparentemente talhadas para dar contornos de legitimidade a diligências invasivas - não é recente e foi objeto de estudos pelo menos desde a década de 1960 nos Estados Unidos, [...]."
(HALAH, Leonardo. 17. O Controle Judicial da Atividade Policial [...] In: CRUZ, Rogerio; JUNIOR, Américo; DEZEM, Guilherme. Coleção Justiça Criminal. Ed. 2023. São Paulo (SP): Editora Revista dos Tribunais. 2023)

Considerando o trecho acima o autor se refere

 

(MPE/GO – Promotora e Promotor de Justiça Substituto – FGV – 2026) Após a observância das formalidades constitucionais e legais, João foi condenado, definitivamente, pela prática do crime de feminicídio e iniciou o cumprimento da pena privativa de liberdade em regime fechado, no Estado de Goiás.

Diante do narrado, e considerando as disposições da Lei nº 7.210/1984, é correto afirmar que João

 

(EMAGIS) Trata-se de ação de obrigação de fazer cumulada com pedido de indenização por danos morais, ajuizada por beneficiário de plano de saúde contra este, em razão da recusa de custeio de tratamento multidisciplinar para paciente com Transtorno do Espectro Autista. Os autos demonstraram que a operadora de plano de saúde promoveu interrupção abrupta da cobertura médico-assistencial devida ao menor portador de transtorno do espectro autista, seguida da omissão em assegurar a continuidade do tratamento do beneficiário extremamente dependente do serviço de assistência à saúde, causando-lhe, assim, prejuízo no seu desenvolvimento.

A propósito, avalie as assertivas que seguem.

I. A simples recusa indevida de cobertura médico-assistencial por operadora de plano de saúde não gera, por si só, dano moral presumido (in re ipsa) e essa premissa deve ser observada no julgamento da ação em questão. 

II. Na ação em questão, para a condenação da ré na obrigação de indenização dos danos morais, além da recusa indevida da cobertura médico-assistencial, é imprescindível a presença de elementos que permitam constatar a alteração anímica da vítima em grau suficiente para ultrapassar o mero aborrecimento ou dissabor, o que se verifica pelo que restou demonstrado nos autos.

III. Nem mesmo o cancelamento unilateral indevido do plano de saúde, com a negativa indevida de cobertura em situação de urgência ou emergência, configura dano moral in re ipsa.

Estão corretas as seguintes assertivas:

 

(EMAGIS) Extrai-se da inicial que o requerente foi contratado pela empresa ré para prestar serviço de transporte rodoviário de carga (frete) e não teria recebido o valor do pedágio antecipadamente, como determina a Lei n.º 10.209/01, daí porque ajuizou a presente demanda e requereu quantia equivalente ao dobro do valor dos fretes, na forma do art. 8.º da aludida legislação. A pretensão da parte requerente, portanto, é de ver reconhecida a obrigação da requerida de arcar com os valores despendidos com o Vale Pedágio obrigatório sobre o transporte rodoviário de carga, com fulcro na Lei nº 10.209/2001, bem como ver aplicada a multa prevista no seu artigo 8º. Trata-se de frete realizado em 21/10/2019 e a presente ação foi ajuizada em 06/04/2023.

A propósito, marque a alternativa CORRETA.

 

(EMAGIS) As assertivas que seguem têm relação com os danos morais e sua indenização.

I. Embora o reconhecimento dos danos morais se dê, em numerosos casos, independentemente de prova (in re ipsa), para a sua adequada quantificação, deve o juiz investigar, sempre que entender necessário, as circunstâncias do caso concreto, inclusive por intermédio da produção de depoimento pessoal e da prova testemunhal em audiência.

II. Nos casos de violência contra a mulher praticados no âmbito doméstico e familiar, é possível a fixação de valor mínimo indenizatório a título de dano moral, desde que haja pedido expresso da acusação ou da parte ofendida, ainda que não especificada a quantia, devendo haver também específica instrução probatória sobre os danos morais.

III. A ausência de prévia comunicação ao consumidor da inscrição do seu nome em cadastros de proteção ao crédito, prevista no art. 43, § 2º, do CDC, enseja o direito à compensação por danos morais.

Estão corretas as seguintes assertivas:

 

(EMAGIS) As assertivas que seguem têm relação com o serviço bancário e deve ser marcada a CORRETA. 

 

(EMAGIS) Julgue os itens abaixo e indique a alternativa apropriada.

I. O processamento e julgamento de procedimento administrativo de dúvida suscitado por oficial de registro imobiliário relativamente a imóveis de autarquia pública federal compete ao Juízo federal.

II. Compete à Justiça Federal processar e julgar feitos em que se discuta controvérsia relativa à expedição de diploma de conclusão de curso superior realizado em instituição privada de ensino que integre o Sistema Federal de Ensino, salvo se a pretensão se limitar ao pagamento de indenização.

III. É válida a penhora do bem de família de fiador apontado em contrato de locação de imóvel, seja residencial, seja comercial.

IV. É impenhorável o bem de família oferecido como caução em contrato de locação de imóvel residencial ou comercial.

 

(EMAGIS) Julgue os itens abaixo e marque a alternativa correta.

I. É quinquenal o prazo prescricional para o ajuizamento da ação individual executiva que visa ao cumprimento de sentença originária de ação civil pública, sendo o referido lustro contado a partir do trânsito em julgado da sentença coletiva, independentemente da notícia da propositura da ação coletiva exigida pelo art. 94 do Código de Defesa do Consumidor ou mesmo da intimação pessoal dos exequentes.

II. A Súmula 326 do STJ (“Na ação de indenização por dano moral, a condenação em montante inferior ao postulado na inicial não implica sucumbência recíproca.”), editada anteriormente ao advento do CPC/2015, não conflita com a nova codificação, à luz da atual visão jurisprudencial do mesmo Tribunal. 

III. Tramitando o processo perante outro juízo, os autos serão remetidos ao juízo federal competente se nele intervier a União, suas empresas públicas, entidades autárquicas e fundações, ou conselho de fiscalização de atividade profissional, na qualidade de parte ou de terceiro interveniente, exceto as ações de recuperação judicial, falência, insolvência civil e acidente de trabalho, bem como aquelas sujeitas à justiça eleitoral e à justiça do trabalho. No entanto, o juízo federal restituirá os autos ao juízo estadual sem suscitar conflito se o ente federal cuja presença ensejou a remessa for excluído do processo.

IV. Serão reunidos para julgamento conjunto os processos que possam gerar risco de prolação de decisões conflitantes ou contraditórias caso decididos separadamente, mesmo sem conexão entre eles.

 

(EMAGIS) A respeito da ação rescisória por ofensa a literal disposição de lei, avalie as assertivas que seguem. 

I. Não cabe ação rescisória por ofensa a literal disposição de lei quando a decisão rescindenda se tiver baseado em texto legal de interpretação controvertida nos tribunais

II. A ação rescisória não é cabível se, à época do julgamento rescindendo, não havia divergência jurisprudencial, uma vez que o julgado rescindendo apontado como divergente, na verdade, afronta a jurisprudência, não viola ‘literal disposição de lei’.

III. Não cabe ação rescisória quando o julgado estiver em harmonia com o entendimento firmado pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal à época da formalização do acórdão rescindendo, ainda que ocorra posterior superação do precedente.

Estão corretas as seguintes assertivas:

 

(EMAGIS) As assertivas que seguem têm relação com a empresa e o estabelecimento empresarial, devendo ser marcada a CORRETA. 

 

(EMAGIS) As assertivas que seguem, no âmbito do direito marcário, têm relação com o paralelismo consciente (conscious parallelism) e o caroneiro (free rider), além dos danos materiais e morais, devendo ser marcada a CORRETA. 

 

(EMAGIS) As assertivas que seguem têm relação com o Direito Tributário na visão do Supremo Tribunal Federal, devendo ser marcada a CORRETA. 

 

(EMAGIS) As assertivas que seguem tratam da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins), devendo ser marcada a CORRETA. 

 

(EMAGIS) A respeito das leis orçamentárias em geral, marque a alternativa INCORRETA.

 

(EMAGIS) Quanto às entidades do terceiro setor, marque a alternativa correta.

 

(EMAGIS) Trata-se de sentença coletiva que condenou a administração centralizada (ente político) ao pagamento de verba remuneratória a determinados servidores públicos. Pretendem executá-la os servidores que integravam os quadros de autarquias e de fundações públicas do ente federado na data da propositura da ação coletiva, dizendo-se beneficiados pela coisa julgada, a despeito de integrantes da administração indireta. Trata-se, portanto, de execução de sentença coletiva que condenou o ente político ao pagamento de diferença remuneratória, execução movida por servidores que, ao momento da propositura da ação coletiva, integravam o quadro de autarquias e de fundações públicas de aludido ente político.

A propósito, avalie as assertivas que seguem. 

I. A sentença coletiva que condena a administração centralizada ao pagamento de verba remuneratória pode ser executada por servidores de autarquias e fundações públicas, motivo pelo qual, ao menos sob essa ótica, merece trânsito a execução em questão.

II. A legitimidade universal do sindicato para agir em juízo gera a extensão da coisa julgada em questão a pessoas jurídicas da administração indireta do ente federado, motivo pelo qual, caso a ação coletiva tenha sido ajuizada por sindicato, merecerá trânsito a execução em questão.

III. A Autarquia possui legitimidade para figurar no polo passivo da liquidação e execução de sentença genérica, em ação civil pública, proferida contra o ente político ao qual vinculada, porquanto abrangida pelo efeito erga omnes previsto no artigo 16 da Lei nº 7.347/1985.

Estão corretas as seguintes assertivas:

 

(EMAGIS) Sabe-se que o ato concessivo de aposentadoria do servidor público é complexo, que se aperfeiçoa apenas após o exame do ato instituidor do benefício pelo respectivo de Tribunal de Contas. 

A propósito, avalie as assertivas que seguem. 

I. Os Tribunais de Contas estão sujeitos ao prazo de 5 anos para o julgamento da legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma ou pensão, a contar da chegada do processo à respectiva Corte de Contas.

II. Admite-se a revisão dos proventos de aposentadoria concedidos aos militares reformados e/ou aos pensionistas militares que foram promovidos ao grau hierárquico superior, para adequação aos limites legais, devendo-se observar, contudo, o prazo decadencial de 5 anos previsto no art. 54 da Lei 9784/99, contado da data em que recebido no Tribunal de Contas da União, para exame de sua legalidade, o ato de transferência do militar para a inatividade ou de concessão da pensão.

III. Ao Estado é facultada a revogação de atos que repute ilegalmente praticados, porém, se de tais atos já tiverem decorrido efeitos concretos, seu desfazimento deve ser precedido de regular processo administrativo. 

Estão corretas as seguintes assertivas:

 

(EMAGIS) Trata-se de ação rescisória para desconstituir título judicial transitado em julgado no qual reconhecida, para efeito de aplicação do reajuste de 28,86% sobre a Retribuição Adicional Variável (RAV) de Auditor Fiscal da Receita Federal, a possibilidade de compensação do índice com os reposicionamentos supervenientes do servidor, promovidos pela Lei n. 8.627/1993. O autor reconhece que, conquanto a decisão rescindenda esteja em sintonia com o entendimento jurisprudencial até então vigente, posteriormente aludido entendimento foi alterado com o julgamento pelo STJ do Tema n. 548/STJ.

A propósito, avalie as assertivas que seguem. 

I. Aplica-se o óbice do verbete sumular n. 343/STF à ação rescisória em questão, que, por isso, não é cabível. 

II. Mesmo que julgamento posterior pacificando a questão se tenha dado em Recurso Repetitivo, é incabível a rescisória em questão. 

III. A questão da ofensa aos limites objetivos da coisa julgada pela compensação do reajuste de 28,86% sobre a vantagem pecuniária “Retribuição Adicional Variável – RAV”, paga aos servidores públicos civis e militares, com as reposições salariais das Leis n. 8.622/1993 e n. 8.627/1993, tem natureza constitucional, motivo pelo qual a admissibilidade da ação rescisória em questão deve ser avaliada sob a ótica do envolvimento de questão constitucional.

Estão corretas as seguintes assertivas:

 

(TJ/RJ – Juiz Substituto – VUNESP – 2026) Uma empresa brasileira de biotecnologia, regularmente cadastrada no SisGen, realizou acesso ao patrimônio genético de micro-organismo nativo do território nacional para fins de pesquisa científica. A partir dos dados obtidos, desenvolveu, posteriormente, um medicamento totalmente sintético, cuja formulação final não contém material genético brasileiro, mas cuja eficácia terapêutica decorreu diretamente das informações obtidas a partir do acesso realizado. Iniciada a exploração econômica do medicamento, a empresa deixou de efetuar a repartição de benefícios, alegando inexistência de obrigação legal.

À luz da Lei no 13.123/2015, que dispõe, dentre outros pontos, sobre bens, direitos e obrigações relativos ao acesso ao patrimônio genético do país, assinale a alternativa correta.

 

(DPE/PE – Defensor Público – FGV – 2025) Sobre o Tribunal Penal Internacional – TPI, assinale a afirmativa incorreta.

 

(EMAGIS) No curso de uma investigação criminal que apura o crime de tráfico de drogas, policiais militares realizam a apreensão de determinada substância entorpecente. O material é recolhido sem a adequada documentação fotográfica do local, tampouco há registro formal da cadeia de custódia no momento da coleta. Posteriormente, já na delegacia, o material é lacrado, encaminhado à perícia oficial, que atesta tratar-se de cocaína. Em juízo, a defesa sustenta a ilicitude da prova pericial, sob o argumento de quebra da cadeia de custódia, pleiteando o seu desentranhamento.

À luz da disciplina legal da cadeia de custódia (arts. 158-A a 158-F do CPP), da teoria das nulidades e da jurisprudência dos tribunais superiores, assinale a alternativa correta:

 

(EMAGIS) A partir das transformações do pensamento jurídico norte-americano no início do século XX, Roscoe Pound desenvolveu a chamada sociological jurisprudence, posicionando-se criticamente em relação ao formalismo jurídico e propondo uma compreensão funcional do Direito. Considerando esse contexto teórico, assinale a alternativa correta:

 

Objetivas DP Estadual - Rodada 14.2026

(EMAGIS) À luz do entendimento firmado pelo STJ acerca da atuação institucional da Defensoria Pública como curadora especial, analise as assertivas abaixo e assinale a alternativa correta:

 

(PC/PI – Delegado de Polícia Civil – FGV – 2026) Em um debate promovido pelos órgãos que atuam diretamente na área segurança pública da República Federativa do Brasil, discutiu-se a possibilidade, ou não, de um Estado Democrático de Direito adotar a pena de morte, considerando os balizamentos estabelecidos pelo Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos (PIDCP), de 1966.

Ao fim dos debates, concluiu-se corretamente que, quanto à pena de morte, de acordo com o referido ato de direito internacional público,


 

(EMAGIS) A defesa sustenta a ocorrência de negativa de vigência ao artigo 51 do Código Penal, ao argumento de que o juízo incorreu em grave impropriedade técnico-jurídica ao aplicar o artigo 114, inciso II, do Código Penal, à hipótese de execução da pena de multa após o trânsito em julgado da sentença condenatória, ignorando que referido dispositivo passou a disciplinar exclusivamente a prescrição da pretensão punitiva. Aduz que a nova redação do artigo 51 do Código Penal, introduzida pela Lei n. 13.964/2019, possui inequívoca natureza de novatio legis in mellius, por instituir regime prescricional mais favorável ao réu. Conclui que, após o trânsito em julgado da sentença penal condenatória, deve ser aplicado à pena de multa o prazo prescricional quinquenal previsto no artigo 174 do Código Tributário Nacional.

A propósito, marque a alternativa CORRETA. 

 

(EMAGIS) No caso, a Justiça estadual concedeu indulto, para extinguir a punibilidade da pena privativa de liberdade e estendeu o entendimento à multa não recolhida. Tratava-se de condenação oriunda da Justiça Federal, mas cuja pena privativa de liberdade tivera a respectiva competência para execução transferida à Justiça Estadual, por ser cumprida em presídio estadual. Mesmo declarada pelo Juízo estadual a extinção da punibilidade nos amplos termos mencionados, o Juízo Federal prosseguiu com a execução da multa na Justiça Federal, intimando o réu para pagamento das custas e da multa penal.

A propósito, marque a alternativa CORRETA. 

 

(EMAGIS) Consta dos autos que José foi condenado em primeiro grau pela prática do crime previsto no art. 317, caput e § 1º, do Código Penal, à pena de 7 anos, 9 meses e 10 dias de reclusão. Posteriormente, o juízo sentenciante declarou extinta a punibilidade, em razão da prescrição com base na pena concretamente aplicada. Após, a defesa de José interpôs recurso de apelação, pleiteando a absolvição. O Tribunal conheceu do apelo e deu-lhe provimento para absolver José com fundamento no artigo 386, inciso VII, do Código de Processo Penal. Em recurso especial, o Ministério Público aduziu que o acórdão recorrido divergiu da jurisprudência consolidada do Superior Tribunal de Justiça, ao conhecer de recurso de apelação no qual o réu não possuía interesse recursal, uma vez que a extinção da punibilidade pela prescrição havia afastado todos os efeitos da condenação. José apresentou contrarrazões ao recurso especial ministerial sustentando que negar seu interesse recursal violaria a lógica defensiva e a racionalidade do sistema, além de ignorar as repercussões morais e sociais da condenação, o que reforça a necessidade de manter a absolvição. 

A propósito, marque a alternativa CORRETA. 

 

(EMAGIS) Sobre as Escolas Penais, a teoria da norma penal e temas correlatos, julgue os itens abaixo.

I. Conhecida como “Escola Francesa de Lyon”, “Escola Criminal Sociológica”, “Escola Antropossocial” ou, ainda, “Escola do Meio”, a Escola francesa constituiu uma grande oposição aos pilares de sustentação da Escola positiva. Rechaçando a ideia lombrosiana de transmissão de características hereditárias, congênitas, que pudessem conduzir à criminalidade, os defensores da Escola francesa enalteciam a influência do meio social na propensão prática dos delitos. Dentre os seus representantes, destaca-se a figura de Lacassagne, Martin e Locard.

II. Lei Penal em Branco em Sentido Estrito, Própria ou Heterogênea é aquela em que o complemento do preceito primário deve estar contido em lei editada pela mesma instância legislativa que criou a lei penal em branco, ou seja, também deve estar presente em lei federal.

III. As principais teorias pertinentes à definição exata do local em que se considera praticado o crime são: (i) Teoria da atividade: o crime é praticado onde realizada a conduta; (ii) Teoria do resultado: o crime é praticado onde ocorreu o resultado; (iii) Teoria pura da ubiquidade, mista ou unitária: considera praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou omissão, no todo ou em parte, bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o resultado. É esta última a teoria adotada pelo Código Penal em matéria de lugar do crime (locus comissi delicti).

Estão corretos somente os itens:

 

(DPE/MT – Defensor(a) Público(a) Estadual – FCC – 2026) A prisão preventiva

 

(DPE/MT – Defensor(a) Público(a) Estadual – FCC – 2026) Sobre depoimentos prestados por testemunhas policiais em processos criminais:
[não é raro se deparar, por exemplo, com o relato de que, depois de ser abordado em via pública sem nada de ilícito, o réu haveria voluntariamente afirmado aos policiais que tinha drogas e/ou armas em casa e convidado os agentes de segurança a acompanhá-lo até a residência, onde lhes teria franqueado a entrada e indicado a localização dos objetos. Ou, ainda, a afirmação de que, depois de receberem uma denúncia anônima relacionada a um indivíduo suspeito, dirigiram-se à sua moradia e, lá chegando, sentiram forte odor de substâncias entorpecentes exalando em via pública; isso quando não ocorre de os agentes verem drogas/armas em cima de algum móvel por meio de uma janela ou porta providencialmente entreaberta, razões pelas quais ingressam no domicilio, efetuam uma busca e apreendem os itens proibidos. A inquietação gerada por essas histórias [...] - aparentemente talhadas para dar contornos de legitimidade a diligências invasivas - não é recente e foi objeto de estudos pelo menos desde a década de 1960 nos Estados Unidos, [...]."
(HALAH, Leonardo. 17. O Controle Judicial da Atividade Policial [...] In: CRUZ, Rogerio; JUNIOR, Américo; DEZEM, Guilherme. Coleção Justiça Criminal. Ed. 2023. São Paulo (SP): Editora Revista dos Tribunais. 2023)

Considerando o trecho acima o autor se refere

 

(MPE/GO – Promotora e Promotor de Justiça Substituto – FGV – 2026) Após a observância das formalidades constitucionais e legais, João foi condenado, definitivamente, pela prática do crime de feminicídio e iniciou o cumprimento da pena privativa de liberdade em regime fechado, no Estado de Goiás.

Diante do narrado, e considerando as disposições da Lei nº 7.210/1984, é correto afirmar que João

 

(EMAGIS) As assertivas que seguem têm relação com os danos morais e sua indenização.

I. Embora o reconhecimento dos danos morais se dê, em numerosos casos, independentemente de prova (in re ipsa), para a sua adequada quantificação, deve o juiz investigar, sempre que entender necessário, as circunstâncias do caso concreto, inclusive por intermédio da produção de depoimento pessoal e da prova testemunhal em audiência.

II. Nos casos de violência contra a mulher praticados no âmbito doméstico e familiar, é possível a fixação de valor mínimo indenizatório a título de dano moral, desde que haja pedido expresso da acusação ou da parte ofendida, ainda que não especificada a quantia, devendo haver também específica instrução probatória sobre os danos morais.

III. A ausência de prévia comunicação ao consumidor da inscrição do seu nome em cadastros de proteção ao crédito, prevista no art. 43, § 2º, do CDC, enseja o direito à compensação por danos morais.

Estão corretas as seguintes assertivas:

 

(EMAGIS) As assertivas que seguem têm relação com o serviço bancário e deve ser marcada a CORRETA. 

 

(EMAGIS) Trata-se de ação de partilha de bens ajuizada por Daniela em face de Eduardo. As partes contraíram matrimônio no ano de 2008 pelo regime da comunhão parcial de bens. O casal não teve filhos e a esposa dedicou-se ao casamento, não exercendo atividade profissional durante os mais de 15 anos em que permaneceram casados. Em dezembro de 2024, as partes realizaram o divórcio de forma extrajudicial por escritura pública, em que ficou decidido que os bens seriam partilhados posteriormente. Na mesma data, no entanto, firmaram documento intitulado “instrumento particular de transação”, em que estipularam a partilha amigável dos bens adquiridos no curso da união. Ficou estabelecido que o ex-marido ficaria com um apartamento, além de móveis e objetos que lá estavam. Por sua vez, à ex-esposa caberia outro apartamento, que na época estava financiado, cotas da sociedade limitada do casal e indenização em dinheiro, para que adquirisse móveis para sua moradia. Na inicial, narrou Daniela que desconhecia a realidade financeira da empresa, que possuía dívidas expressivas, de forma que não conseguiu alavancar a empresa nem gerar lucro suficiente para se manter com dignidade. Além disso, informou que o ex-marido não apresentou todos os bens do casal quando da celebração do “instrumento particular de transação”, ficando de fora da partilha um caminhão e um galpão, além de automóveis pertencentes ao casal. Dessa forma, um ano após a celebração do “instrumento particular de transação” ajuizou a presente demanda, a fim de ver partilhados todos os bens adquiridos no curso do matrimônio. 

A propósito, marque a alternativa CORRETA.

 

(EMAGIS) Julgue os itens abaixo e indique a alternativa apropriada.

I. O processamento e julgamento de procedimento administrativo de dúvida suscitado por oficial de registro imobiliário relativamente a imóveis de autarquia pública federal compete ao Juízo federal.

II. Compete à Justiça Federal processar e julgar feitos em que se discuta controvérsia relativa à expedição de diploma de conclusão de curso superior realizado em instituição privada de ensino que integre o Sistema Federal de Ensino, salvo se a pretensão se limitar ao pagamento de indenização.

III. É válida a penhora do bem de família de fiador apontado em contrato de locação de imóvel, seja residencial, seja comercial.

IV. É impenhorável o bem de família oferecido como caução em contrato de locação de imóvel residencial ou comercial.

 

(EMAGIS) Julgue os itens abaixo e marque a alternativa correta.

I. É quinquenal o prazo prescricional para o ajuizamento da ação individual executiva que visa ao cumprimento de sentença originária de ação civil pública, sendo o referido lustro contado a partir do trânsito em julgado da sentença coletiva, independentemente da notícia da propositura da ação coletiva exigida pelo art. 94 do Código de Defesa do Consumidor ou mesmo da intimação pessoal dos exequentes.

II. A Súmula 326 do STJ (“Na ação de indenização por dano moral, a condenação em montante inferior ao postulado na inicial não implica sucumbência recíproca.”), editada anteriormente ao advento do CPC/2015, não conflita com a nova codificação, à luz da atual visão jurisprudencial do mesmo Tribunal. 

III. Tramitando o processo perante outro juízo, os autos serão remetidos ao juízo federal competente se nele intervier a União, suas empresas públicas, entidades autárquicas e fundações, ou conselho de fiscalização de atividade profissional, na qualidade de parte ou de terceiro interveniente, exceto as ações de recuperação judicial, falência, insolvência civil e acidente de trabalho, bem como aquelas sujeitas à justiça eleitoral e à justiça do trabalho. No entanto, o juízo federal restituirá os autos ao juízo estadual sem suscitar conflito se o ente federal cuja presença ensejou a remessa for excluído do processo.

IV. Serão reunidos para julgamento conjunto os processos que possam gerar risco de prolação de decisões conflitantes ou contraditórias caso decididos separadamente, mesmo sem conexão entre eles.

 

(EMAGIS) A respeito da ação rescisória por ofensa a literal disposição de lei, avalie as assertivas que seguem. 

I. Não cabe ação rescisória por ofensa a literal disposição de lei quando a decisão rescindenda se tiver baseado em texto legal de interpretação controvertida nos tribunais

II. A ação rescisória não é cabível se, à época do julgamento rescindendo, não havia divergência jurisprudencial, uma vez que o julgado rescindendo apontado como divergente, na verdade, afronta a jurisprudência, não viola ‘literal disposição de lei’.

III. Não cabe ação rescisória quando o julgado estiver em harmonia com o entendimento firmado pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal à época da formalização do acórdão rescindendo, ainda que ocorra posterior superação do precedente.

Estão corretas as seguintes assertivas:

 

(EMAGIS) Acerca do regime jurídico da ação de improbidade administrativa, à luz das inovações promovidas pela Lei nº 14.230/2021, assinale a alternativa incorreta:

 

(EMAGIS) Trata-se de Ação Direta de Inconstitucionalidade proposta contra o artigo 8º, II, da LC 80/1994, que confere ao Defensor Público-Geral da União a atribuição de representar a Defensoria Pública da União (DPU) judicial e extrajudicialmente. O autor alega violação aos artigos 131, caput, e 134, caput e §1º, da Constituição Federal. Salienta que, nos termos do artigo 131 da Carta da República, cabe à AGU, com exclusividade, representar nos âmbitos judicial e extrajudicial a União e seus órgãos, aí incluídos os do Legislativo e do Judiciário, bem assim aqueles aos quais atribuídas funções essenciais à Justiça. Afirma a inconstitucionalidade do exercício da representação judicial da União por pessoa estranha aos quadros da AGU. Discorre sobre a violação ao artigo 134, caput e § 1º, da Lei Maior, porquanto autorizada a atuação indiscriminada do Defensor Público-Geral da União, a implicar o exercício indevido da advocacia fora das atribuições institucionais, em prejuízo da defesa dos necessitados. 

A propósito, marque a alternativa CORRETA. 

 

(EMAGIS) No caso, a suposta prática delituosa ocorreu no Município e consistiu na destruição de vegetação nativa pertencente ao bioma Mata Atlântica, incluindo exemplares da espécie araucária (Araucaria angustifolia), ameaçada de extinção, conforme Portaria Ibama n. 37-N, de 3/4/1992, sem evidência de transnacionalidade do delito ou de outros elementos específicos que indiquem o interesse da União.

A propósito, marque a alternativa CORRETA. 

 

(EMAGIS) Trata-se de Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental contra lei municipal, que veda a adoção de ideologia de gênero, diversidade sexual e educação sexual nas práticas pedagógicas, currículos escolares e materiais didáticos das redes de ensino municipal e privada, bem como em bibliotecas municipais.

A propósito, marque a alternativa CORRETA.

 

(EMAGIS) Relativamente às funções essenciais à Justiça e aos Tribunais de Contas, marque a alternativa incorreta.

 

(EMAGIS) Quanto às entidades do terceiro setor, marque a alternativa correta.

 

(EMAGIS) Trata-se de sentença coletiva que condenou a administração centralizada (ente político) ao pagamento de verba remuneratória a determinados servidores públicos. Pretendem executá-la os servidores que integravam os quadros de autarquias e de fundações públicas do ente federado na data da propositura da ação coletiva, dizendo-se beneficiados pela coisa julgada, a despeito de integrantes da administração indireta. Trata-se, portanto, de execução de sentença coletiva que condenou o ente político ao pagamento de diferença remuneratória, execução movida por servidores que, ao momento da propositura da ação coletiva, integravam o quadro de autarquias e de fundações públicas de aludido ente político.

A propósito, avalie as assertivas que seguem. 

I. A sentença coletiva que condena a administração centralizada ao pagamento de verba remuneratória pode ser executada por servidores de autarquias e fundações públicas, motivo pelo qual, ao menos sob essa ótica, merece trânsito a execução em questão.

II. A legitimidade universal do sindicato para agir em juízo gera a extensão da coisa julgada em questão a pessoas jurídicas da administração indireta do ente federado, motivo pelo qual, caso a ação coletiva tenha sido ajuizada por sindicato, merecerá trânsito a execução em questão.

III. A Autarquia possui legitimidade para figurar no polo passivo da liquidação e execução de sentença genérica, em ação civil pública, proferida contra o ente político ao qual vinculada, porquanto abrangida pelo efeito erga omnes previsto no artigo 16 da Lei nº 7.347/1985.

Estão corretas as seguintes assertivas:

 

(EMAGIS) Sabe-se que o ato concessivo de aposentadoria do servidor público é complexo, que se aperfeiçoa apenas após o exame do ato instituidor do benefício pelo respectivo de Tribunal de Contas. 

A propósito, avalie as assertivas que seguem. 

I. Os Tribunais de Contas estão sujeitos ao prazo de 5 anos para o julgamento da legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma ou pensão, a contar da chegada do processo à respectiva Corte de Contas.

II. Admite-se a revisão dos proventos de aposentadoria concedidos aos militares reformados e/ou aos pensionistas militares que foram promovidos ao grau hierárquico superior, para adequação aos limites legais, devendo-se observar, contudo, o prazo decadencial de 5 anos previsto no art. 54 da Lei 9784/99, contado da data em que recebido no Tribunal de Contas da União, para exame de sua legalidade, o ato de transferência do militar para a inatividade ou de concessão da pensão.

III. Ao Estado é facultada a revogação de atos que repute ilegalmente praticados, porém, se de tais atos já tiverem decorrido efeitos concretos, seu desfazimento deve ser precedido de regular processo administrativo. 

Estão corretas as seguintes assertivas:

 

(EMAGIS) Trata-se de ação rescisória para desconstituir título judicial transitado em julgado no qual reconhecida, para efeito de aplicação do reajuste de 28,86% sobre a Retribuição Adicional Variável (RAV) de Auditor Fiscal da Receita Federal, a possibilidade de compensação do índice com os reposicionamentos supervenientes do servidor, promovidos pela Lei n. 8.627/1993. O autor reconhece que, conquanto a decisão rescindenda esteja em sintonia com o entendimento jurisprudencial até então vigente, posteriormente aludido entendimento foi alterado com o julgamento pelo STJ do Tema n. 548/STJ.

A propósito, avalie as assertivas que seguem. 

I. Aplica-se o óbice do verbete sumular n. 343/STF à ação rescisória em questão, que, por isso, não é cabível. 

II. Mesmo que julgamento posterior pacificando a questão se tenha dado em Recurso Repetitivo, é incabível a rescisória em questão. 

III. A questão da ofensa aos limites objetivos da coisa julgada pela compensação do reajuste de 28,86% sobre a vantagem pecuniária “Retribuição Adicional Variável – RAV”, paga aos servidores públicos civis e militares, com as reposições salariais das Leis n. 8.622/1993 e n. 8.627/1993, tem natureza constitucional, motivo pelo qual a admissibilidade da ação rescisória em questão deve ser avaliada sob a ótica do envolvimento de questão constitucional.

Estão corretas as seguintes assertivas:

 

(TJ/RJ – Juiz Substituto – VUNESP – 2026) Uma empresa brasileira de biotecnologia, regularmente cadastrada no SisGen, realizou acesso ao patrimônio genético de micro-organismo nativo do território nacional para fins de pesquisa científica. A partir dos dados obtidos, desenvolveu, posteriormente, um medicamento totalmente sintético, cuja formulação final não contém material genético brasileiro, mas cuja eficácia terapêutica decorreu diretamente das informações obtidas a partir do acesso realizado. Iniciada a exploração econômica do medicamento, a empresa deixou de efetuar a repartição de benefícios, alegando inexistência de obrigação legal.

À luz da Lei no 13.123/2015, que dispõe, dentre outros pontos, sobre bens, direitos e obrigações relativos ao acesso ao patrimônio genético do país, assinale a alternativa correta.

 

(EMAGIS) As assertivas que seguem têm relação com o Direito Tributário na visão do Supremo Tribunal Federal, devendo ser marcada a CORRETA. 

 

(EMAGIS) Nos autos da execução fiscal de ICMS, o executado alega prescrição do crédito tributário, alegando que entre a data do vencimento, em 01/01/2017, e a data do ajuizamento da execução, em 01/01/2026, restou ultrapassado o prazo prescricional. Ouvida, a exequente alega ter havido parcelamento do crédito, juntando telas sistêmicas que seriam meios de prova suficientes a esse desiderato, indicativas de parcelamentos em 2018, 2022 e 2025. O executado volve aos autos e, embora não impugnando de forma específica e fundamentada a autenticidade ou a veracidade do conteúdo dessas telas, afirma que a juntada das telas é não é meio idôneo para demonstração do fato alegado (deflagração do procedimento de parcelamento do crédito tributário pelo contribuinte). 

A propósito, marque a alternativa CORRETA. 

 

(EMAGIS) As assertivas que seguem têm relação com a empresa e o estabelecimento empresarial, devendo ser marcada a CORRETA. 

 

(EMAGIS) As assertivas que seguem, no âmbito do direito marcário, têm relação com o paralelismo consciente (conscious parallelism) e o caroneiro (free rider), além dos danos materiais e morais, devendo ser marcada a CORRETA. 

 

(MPE/SC – Promotor Substituto – VUNESP – 2026) Durante fiscalização do Ministério Público em entidade de acolhimento institucional, constatou-se a permanência de crianças e adolescentes por período significativamente superior ao legalmente recomendado, sem reavaliação periódica da medida, sem atualização do Plano Individual de Atendimento (PIA) e sem adoção de providências efetivas voltadas à reintegração familiar ou à colocação em família substituta. A Administração Pública justificou a situação com base na reserva do possível, na inexistência de famílias acolhedoras cadastradas e na sobrecarga do sistema de Justiça. À luz da CF, do ECA e da jurisprudência do STF e do STJ, assinale a alternativa correta.

 

(EMAGIS) Trata-se de ação de obrigação de fazer cumulada com pedido de indenização por danos morais, ajuizada por beneficiário de plano de saúde contra este, em razão da recusa de custeio de tratamento multidisciplinar para paciente com Transtorno do Espectro Autista. Os autos demonstraram que a operadora de plano de saúde promoveu interrupção abrupta da cobertura médico-assistencial devida ao menor portador de transtorno do espectro autista, seguida da omissão em assegurar a continuidade do tratamento do beneficiário extremamente dependente do serviço de assistência à saúde, causando-lhe, assim, prejuízo no seu desenvolvimento.

A propósito, avalie as assertivas que seguem.

I. A simples recusa indevida de cobertura médico-assistencial por operadora de plano de saúde não gera, por si só, dano moral presumido (in re ipsa) e essa premissa deve ser observada no julgamento da ação em questão. 

II. Na ação em questão, para a condenação da ré na obrigação de indenização dos danos morais, além da recusa indevida da cobertura médico-assistencial, é imprescindível a presença de elementos que permitam constatar a alteração anímica da vítima em grau suficiente para ultrapassar o mero aborrecimento ou dissabor, o que se verifica pelo que restou demonstrado nos autos.

III. Nem mesmo o cancelamento unilateral indevido do plano de saúde, com a negativa indevida de cobertura em situação de urgência ou emergência, configura dano moral in re ipsa.

Estão corretas as seguintes assertivas:

 

Ministério Público Estadual - Rodada 14.2026

Gilmaster Honestino Lisboa, cidadão, eleitor, empresário do ramo de ensino, representado por sua advogada, Dra. Viviany Milhões, propõe ação popular contra o Município de Caiçara-PI e seu prefeito municipal em exercício, na qualidade de gestor municipal, Sr. Alexandre Master. 
Diz o autor popular que o Município editou a Lei Municipal nº 012/2026, que autoriza o prefeito, por decreto específico para cada órgão, secretaria ou entidade, a instituir congelamento de despesas com recursos humanos em todo o âmbito da administração direta e indireta do município, com a proibição expressa de realização de qualquer contratação, seja por concurso público, processo seletivo ou regime celetista, por tempo indeterminado, enquanto durar a situação de “calamidade financeira” do Município. 
Afirma o autor popular que a lei pode, na teoria, afetar o funcionamento do Centro de Internação de Adolescentes, que atende toda a região metropolitana de Caiçara-PI, além de outros órgãos. Assevera que a lei pode interferir no cumprimento da missão ressocializadora de adolescentes infratores e na proteção integral constitucional conferida aos adolescentes em conflito com a lei. Sustenta, ademais, que o Centro de Internação tem vários adolescentes internados e poucos servidores e esse quadro pode piorar com eventuais aposentadorias e licenças médicas. 
Pede seja o Município impedido de aplicar a lei (obrigação de não fazer), fazendo contratação de pessoal se necessário (obrigação de fazer), especialmente quanto ao Centro de Internação. Pede ainda a condenação dos requeridos ao pagamento de danos morais coletivos em razão dos riscos causados pelo mau funcionamento do Centro, no montante especificado. 
O Município de Caiçara-PI e seu prefeito foram citados regularmente, após despacho do juízo competente. 
O Município compareceu por meio de sua procuradoria, limitando-se a defender a importância da lei para o orçamento público, haja vista a calamitosa situação financeira do município e pedindo a improcedência dos pedidos. O prefeito compareceu fora do prazo assinalado, juntando procuração do advogado, Dr. Daniel do Bem, sem nada manifestar. O autor popular ofereceu réplica, sem originalidade. 
Em seguida, os autos vieram ao MP, que se limitou a dar “ciência do processado”. Em seguida, o juízo intimou as partes e o MP para eventual requerimento de produção probatória. Todos se manifestaram pelo julgamento antecipado.
Antes de sentenciar, o juízo entendeu pertinente intimar o MP para parecer final. Formule-o, na condição de novo(a) promotor(a) de justiça da Comarca. Instruções: 1) o relatório está dispensado; 2) atenha-se à exclusiva função de fiscal da ordem jurídica; 3) a manifestação do MP deve basear-se na legalidade; 4) considere que a conciliação é impossível no caso concreto; 5) exponha seu conhecimento sobre a matéria.

 

Sentença Federal - Rodada 14.2026

"4. Em verdade, ele tomou sobre si nossas enfermidades, e carregou os nossos sofrimentos: e nós o reputávamos como um castigado, ferido por Deus e humilhado.
5. Mas ele foi castigado por nossos crimes, e esmagado por nossas iniquidades; o castigo que nos salva pesou sobre ele; fomos curados graças às suas chagas." (Isaías 53: 4-5)?

Caros(as) amigos(as)! Nesta semana, resolveremos o caso abaixo, de autoria dos professores do Emagis. Bons estudos! Prof. Gabriel Brum.

Transluz Transportes Ltda. propôs, em 01/10/2025, perante a 1ª Vara Federal de Foz do Iguaçu/PR, ação de rito ordinário, com pedido de antecipação de tutela, contra a União, objetivando a anulação do procedimento administrativo que decretou o perdimento administrativo do ônibus SCANIA K112 CL, placa DDD - 0000.

Alega, em síntese, que: a) o referido veículo foi apreendido em 01/01/2025 e, posteriormente, decretado seu perdimento administrativo, porque transportava mercadorias de procedência estrangeira em desacordo com a legislação fiscal; b) não tem responsabilidade sobre o fato, pois o veículo fora arrendado para a sociedade empresária Exterior Serviços Turísticos Ltda. e que os responsáveis pelas mercadorias eram os respectivos passageiros; c) o Decreto-Lei 37/1966, que regulamentou a aplicação da pena de perdimento de bens, não permite a aplicação da pena de perdimento do veículo nas hipóteses em que as mercadorias transportadas não pertençam ao proprietário do veículo; d) a pena de perdimento é manifestamente inconstitucional, pois se trata de sanção política, objetivando compelir os administrados ao pagamento de determinado tributo; e) além disso, mesmo que a penalidade seja aplicável, há manifesta desproporcionalidade de irrazoabilidade em sua utilização, já que o valor das mercadorias apreendidas (R$ 50.000,00) é inferior ao valor do veículo (avaliado em R$ 300.000,00).

Requereu, assim, que seu pedido fosse julgado procedente, para decretar a nulidade do processo administrativo de perdimento e, consequentemente, determinar a imediata liberação do veículo, e, caso não fosse possível a restituição do ônibus, a condenação da União em perdas e danos.

A análise do pedido de antecipação de tutela foi postergada para o momento da sentença.

Citada, a União apresentou contestação, alegando, preliminarmente, a ausência do interesse de agir, pois o veículo mencionado foi leiloado em 25/09/2025. No mérito, alegou que as apreensões e autuações de veículos foram efetuadas dentro dos limites legais.

Foi juntada pela União cópia integral do procedimento administrativo de perdimento, em que constam as seguintes informações: a) o ônibus foi surpreendido em 01/01/2025, no Posto da Polícia Rodoviária Federal de Foz do Iguaçu/PR, contendo mercadorias sem comprovação de regular importação; b) embora tenham apresentado uma lista de passageiros, só havia o motorista e um passageiro no interior do veículo no momento da abordagem; c) as mercadorias não estavam individualizadas, impossibilitando controle de identificação; d) foram apreendidas no total R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais) em mercadorias descaminhadas; e) o veículo estava carregado de mercadorias de origem estrangeira expostas à presença do motorista; f) conforme informação do sistema SINIVEM/FENASEG, o veículo realizou 12 passagens pela região fronteiriça, no período de 08/04/2024 a 31/12/2024; h) consta das informações prestadas pelo Delegado da Receita Federal do Brasil que a empresa transportadora possui uma série de outras autuações referentes a ilícitos aduaneiros; i) tanto a empresa autora quanto a transportadora não estão autorizadas ao transporte interestadual/internacional pela ANTT, conforme ofício anexado aos autos.

Em réplica, a autora rebateu as teses articuladas pela União.

No seguimento, a magistrada condutora do feito determinou que a demandante promovesse a inclusão na lide do adquirente do veículo no leilão aludido pela União.

A requerente, então, requereu a inclusão de Jagunço Mulambo - que arrematara o veículo no leilão - no polo passivo da lide, com sua citação para contestar o feito.

Citado, Jagunço invocou sua ilegitimidade passiva 'ad causam', na medida em que a discussão encetada pela demandante envolve a atuação da União, não sendo de sua responsabilidade a pena de perdimento aplicada, motivo pelo qual deixava de se manifestar acerca do mérito da pretensão deduzida. Também em sua peça contestatória, requereu a denunciação da lide à União, a fim de que seja ressarcido na hipótese de perda da propriedade do veículo adquirido no leilão em testilha. 

Citada acerca da denunciação, a União suscitou preliminar de inadmissibilidade da litisdenunciação, por não enquadramento nas hipóteses legais, e, no mérito, argumentou que o denuciante adquirira o veículo por sua conta e risco, uma vez que o edital do leilão era claro em prever que não haveria responsabilidade da União em eventual hipótese de evicção.

Oportunizada a manifestação das partes, inclusive acerca do interesse na produção de provas, nada manifestaram.

Os autos, então, vieram conclusos para sentença. Prolate-a, dispensado o relatório.

 

Discursivas - Rodada 14.2026 - Questão 1

Maria nasceu no Rio de Janeiro/RJ, em 1º/04/1989, filha de John e Alexa, cidadãos americanos que residiam na capital fluminense há mais de 20 anos, trabalhando, ambos, para multinacional americana que abriu uma sucursal em território brasileiro. 

Atingida a maioridade, Maria foi admitida na Universidade de Harvard, tendo se transferido, então, para a cidade de Boston, Massachussetts. Na sequência, casou-se com Paul, cidadão americano que conheceu naquela prestigiosa universidade.

Após alguns anos tentando engravidar, Maria e Paul decidiram adotar Anne, de 2 meses de vida, o que foi formalizado perante a justiça americana. Três anos depois, resolveram adotar Sophia, de 2 anos de vida, também formalizando a adoção perante a justiça daquele país.

Maria registrou Anne no Consulado Brasileiro situado em Boston, logo após o término do processo de adoção. No entanto, deixou de fazê-lo em relação a Sophia, por entender, à época, que não valia a pena passar, novamente, pelo burocrático processo consular. Além disso, embora orientada por advogado brasileiro a homologar as sentenças estrangeiras de adoção junto ao Superior Tribunal de Justiça para que produzissem efeitos no Brasil - já que pretende retornar futuramente à sua terra natal -, Maria achou muito caro e moroso o processo judicial respectivo.

Nesse contexto, sem acrescentar fatos novos, e considerando que Anne e Sophia têm, hoje, 12 e 11 anos de idade, respectivamente, bem como que continuam a viver com seus pais em solo americano, responda: é correto afirmar que Anne, atualmente, é brasileira nata? E Sophia?

Fundamente a sua resposta em até 20 (vinte) linhas.

Discursivas - Rodada 14.2026 - Questão 2

A empresa mineradora Minas Beta S.A., diante de indícios internos de fraude contábil e manipulação de relatórios ambientais, instaurou auditoria interna em seus sistemas corporativos. Durante a apuração, constatou-se que diversos empregados utilizavam contas de e-mail institucional e plataformas de “chat” corporativo para tratar de operações potencialmente ilícitas, incluindo ocultação de dados relevantes às autoridades públicas.

Paralelamente, foi instaurado inquérito policial para apurar crimes ambientais e financeiros. A autoridade policial, com base em representação dirigida ao juízo competente, obteve autorização judicial para acesso a comunicações telemáticas de determinados empregados, limitada ao período de 1º de março a 30 de abril de 2024.

Contudo, antes mesmo da execução integral da ordem judicial, a própria empresa, no exercício de sua política de “compliance” e gestão de riscos, decidiu entregar espontaneamente à autoridade policial um vasto conjunto de dados, incluindo e-mails e registros de “chats” corporativos desses mesmos empregados, abrangendo período mais amplo (janeiro a agosto de 2024).

Com base nesses dados, a acusação estruturou a denúncia, valendo-se inclusive de mensagens fora do intervalo temporal autorizado judicialmente.

A defesa, em resposta, sustentou a ilicitude das provas relativas ao período não abrangido pela decisão judicial, arguindo violação aos direitos fundamentais à intimidade, à vida privada e ao sigilo das comunicações (art. 5º, X e XII, da Constituição), bem como afronta à cláusula da reserva de jurisdição.

Com base nesse hipotético caso, responda justificadamente se assiste razão à defesa.

Limite: 20 linhas.

Discursivas - Rodada 14.2026 - Questão 3

No município de Flores, estado de Campo Belo, situado em região metropolitana de grande capital brasileira, foi aprovado um ambicioso projeto de requalificação urbana voltado à ocupação de áreas consideradas subutilizadas no perímetro urbano consolidado.

Dentre as áreas objeto da intervenção, destaca-se uma extensa faixa marginal ao longo do Rio Sereno, curso d’água perene que atravessa bairros densamente ocupados há décadas. A municipalidade, com fundamento em legislação urbanística local e no plano diretor vigente, autorizou a construção de empreendimentos residenciais multifamiliares a uma distância de 10 metros das margens do rio, sob o argumento de que se tratava de área urbana consolidada, dotada de infraestrutura básica, e que a flexibilização das faixas não edificáveis atenderia à função social da cidade.

O Ministério Público estadual, ao tomar conhecimento dos licenciamentos concedidos, ajuizou ação civil pública sustentando que a redução da faixa de preservação permanente afrontaria a disciplina do Código Florestal, notadamente no que concerne às Áreas de Preservação Permanente (APPs) ao longo de cursos d’água naturais, mesmo em áreas urbanas consolidadas.

Por sua vez, os empreendedores e o município defendem a prevalência da legislação urbanística local, alegando que o novo Código Florestal teria conferido maior autonomia aos entes municipais para disciplinar o uso do solo urbano, especialmente em áreas já consolidadas.

Com base nessa situação hipotética, responda justificadamente, à luz do ordenamento jurídico vigente e da jurisprudência consolidada do STJ, se é juridicamente admissível a flexibilização, por legislação municipal, das faixas mínimas de APP ao longo de cursos d’água em áreas urbanas consolidadas.

Discursivas - Rodada 14.2026 - Questão 4

Juca Nonato ajuizou ação de usucapião ordinária em face de réus incertos e desconhecidos, alegando ser possuidor de imóvel urbano localizado na Rua das Acácias, nº 145, Bairro Jardim Primavera, no Município Alfa, com área de 180 m².
 
Afirmou que adquiriu o bem em 15/3/2015, mediante recibo particular de compra e venda, tendo quitado integralmente o preço ajustado. Sustentou, ainda, que, desde então, exerce sobre o imóvel posse mansa, pacífica, contínua e com animus domini, utilizando-o como residência.
 
O juízo de primeiro grau julgou improcedente o pedido, ao fundamento de ausência de justo título, por entender que o recibo de compra e venda não se presta a tal finalidade. Interposta apelação, o Tribunal de Justiça negou provimento ao recurso, mantendo a sentença sob o fundamento de que “o mero recibo de compra e venda não se enquadra no conceito de justo título, requisito indispensável à usucapião ordinária”.

Irresignado, o autor interpôs recurso especial, sustentando violação ao art. 1.242 do Código Civil.
 
À luz da disciplina legal da usucapião ordinária e da jurisprudência, analise se o recibo particular de compra e venda pode ser considerado justo título para fins de usucapião ordinária.

Discursivas - Rodada 14.2026 - Questão 5

Disserte sobre a (in)constitucionalidade da forma de cálculo da aposentadoria por incapacidade permanente trazida com a Emenda Constitucional n. 103/2019. 

Limite: 20 (vinte) linhas. ?

Discursivas - Rodada 14.2026

Maria nasceu no Rio de Janeiro/RJ, em 1º/04/1989, filha de John e Alexa, cidadãos americanos que residiam na capital fluminense há mais de 20 anos, trabalhando, ambos, para multinacional americana que abriu uma sucursal em território brasileiro. 

Atingida a maioridade, Maria foi admitida na Universidade de Harvard, tendo se transferido, então, para a cidade de Boston, Massachussetts. Na sequência, casou-se com Paul, cidadão americano que conheceu naquela prestigiosa universidade.

Após alguns anos tentando engravidar, Maria e Paul decidiram adotar Anne, de 2 meses de vida, o que foi formalizado perante a justiça americana. Três anos depois, resolveram adotar Sophia, de 2 anos de vida, também formalizando a adoção perante a justiça daquele país.

Maria registrou Anne no Consulado Brasileiro situado em Boston, logo após o término do processo de adoção. No entanto, deixou de fazê-lo em relação a Sophia, por entender, à época, que não valia a pena passar, novamente, pelo burocrático processo consular. Além disso, embora orientada por advogado brasileiro a homologar as sentenças estrangeiras de adoção junto ao Superior Tribunal de Justiça para que produzissem efeitos no Brasil - já que pretende retornar futuramente à sua terra natal -, Maria achou muito caro e moroso o processo judicial respectivo.

Nesse contexto, sem acrescentar fatos novos, e considerando que Anne e Sophia têm, hoje, 12 e 11 anos de idade, respectivamente, bem como que continuam a viver com seus pais em solo americano, responda: é correto afirmar que Anne, atualmente, é brasileira nata? E Sophia?

Fundamente a sua resposta em até 20 (vinte) linhas.

 

A empresa mineradora Minas Beta S.A., diante de indícios internos de fraude contábil e manipulação de relatórios ambientais, instaurou auditoria interna em seus sistemas corporativos. Durante a apuração, constatou-se que diversos empregados utilizavam contas de e-mail institucional e plataformas de “chat” corporativo para tratar de operações potencialmente ilícitas, incluindo ocultação de dados relevantes às autoridades públicas.

Paralelamente, foi instaurado inquérito policial para apurar crimes ambientais e financeiros. A autoridade policial, com base em representação dirigida ao juízo competente, obteve autorização judicial para acesso a comunicações telemáticas de determinados empregados, limitada ao período de 1º de março a 30 de abril de 2024.

Contudo, antes mesmo da execução integral da ordem judicial, a própria empresa, no exercício de sua política de “compliance” e gestão de riscos, decidiu entregar espontaneamente à autoridade policial um vasto conjunto de dados, incluindo e-mails e registros de “chats” corporativos desses mesmos empregados, abrangendo período mais amplo (janeiro a agosto de 2024).

Com base nesses dados, a acusação estruturou a denúncia, valendo-se inclusive de mensagens fora do intervalo temporal autorizado judicialmente.

A defesa, em resposta, sustentou a ilicitude das provas relativas ao período não abrangido pela decisão judicial, arguindo violação aos direitos fundamentais à intimidade, à vida privada e ao sigilo das comunicações (art. 5º, X e XII, da Constituição), bem como afronta à cláusula da reserva de jurisdição.

Com base nesse hipotético caso, responda justificadamente se assiste razão à defesa.

Limite: 20 linhas.

 

No município de Flores, estado de Campo Belo, situado em região metropolitana de grande capital brasileira, foi aprovado um ambicioso projeto de requalificação urbana voltado à ocupação de áreas consideradas subutilizadas no perímetro urbano consolidado.

Dentre as áreas objeto da intervenção, destaca-se uma extensa faixa marginal ao longo do Rio Sereno, curso d’água perene que atravessa bairros densamente ocupados há décadas. A municipalidade, com fundamento em legislação urbanística local e no plano diretor vigente, autorizou a construção de empreendimentos residenciais multifamiliares a uma distância de 10 metros das margens do rio, sob o argumento de que se tratava de área urbana consolidada, dotada de infraestrutura básica, e que a flexibilização das faixas não edificáveis atenderia à função social da cidade.

O Ministério Público estadual, ao tomar conhecimento dos licenciamentos concedidos, ajuizou ação civil pública sustentando que a redução da faixa de preservação permanente afrontaria a disciplina do Código Florestal, notadamente no que concerne às Áreas de Preservação Permanente (APPs) ao longo de cursos d’água naturais, mesmo em áreas urbanas consolidadas.

Por sua vez, os empreendedores e o município defendem a prevalência da legislação urbanística local, alegando que o novo Código Florestal teria conferido maior autonomia aos entes municipais para disciplinar o uso do solo urbano, especialmente em áreas já consolidadas.

Com base nessa situação hipotética, responda justificadamente, à luz do ordenamento jurídico vigente e da jurisprudência consolidada do STJ, se é juridicamente admissível a flexibilização, por legislação municipal, das faixas mínimas de APP ao longo de cursos d’água em áreas urbanas consolidadas.

 

Juca Nonato ajuizou ação de usucapião ordinária em face de réus incertos e desconhecidos, alegando ser possuidor de imóvel urbano localizado na Rua das Acácias, nº 145, Bairro Jardim Primavera, no Município Alfa, com área de 180 m².
 
Afirmou que adquiriu o bem em 15/3/2015, mediante recibo particular de compra e venda, tendo quitado integralmente o preço ajustado. Sustentou, ainda, que, desde então, exerce sobre o imóvel posse mansa, pacífica, contínua e com animus domini, utilizando-o como residência.
 
O juízo de primeiro grau julgou improcedente o pedido, ao fundamento de ausência de justo título, por entender que o recibo de compra e venda não se presta a tal finalidade. Interposta apelação, o Tribunal de Justiça negou provimento ao recurso, mantendo a sentença sob o fundamento de que “o mero recibo de compra e venda não se enquadra no conceito de justo título, requisito indispensável à usucapião ordinária”.

Irresignado, o autor interpôs recurso especial, sustentando violação ao art. 1.242 do Código Civil.
 
À luz da disciplina legal da usucapião ordinária e da jurisprudência, analise se o recibo particular de compra e venda pode ser considerado justo título para fins de usucapião ordinária.

 

Disserte sobre a (in)constitucionalidade da forma de cálculo da aposentadoria por incapacidade permanente trazida com a Emenda Constitucional n. 103/2019. 

Limite: 20 (vinte) linhas. ?

 

Objetivas - Rodada 14.2026

(EMAGIS) Trata-se de Ação Direta de Inconstitucionalidade proposta contra o artigo 8º, II, da LC 80/1994, que confere ao Defensor Público-Geral da União a atribuição de representar a Defensoria Pública da União (DPU) judicial e extrajudicialmente. O autor alega violação aos artigos 131, caput, e 134, caput e §1º, da Constituição Federal. Salienta que, nos termos do artigo 131 da Carta da República, cabe à AGU, com exclusividade, representar nos âmbitos judicial e extrajudicial a União e seus órgãos, aí incluídos os do Legislativo e do Judiciário, bem assim aqueles aos quais atribuídas funções essenciais à Justiça. Afirma a inconstitucionalidade do exercício da representação judicial da União por pessoa estranha aos quadros da AGU. Discorre sobre a violação ao artigo 134, caput e § 1º, da Lei Maior, porquanto autorizada a atuação indiscriminada do Defensor Público-Geral da União, a implicar o exercício indevido da advocacia fora das atribuições institucionais, em prejuízo da defesa dos necessitados. 

A propósito, marque a alternativa CORRETA. 

 

(EMAGIS) No caso, a suposta prática delituosa ocorreu no Município e consistiu na destruição de vegetação nativa pertencente ao bioma Mata Atlântica, incluindo exemplares da espécie araucária (Araucaria angustifolia), ameaçada de extinção, conforme Portaria Ibama n. 37-N, de 3/4/1992, sem evidência de transnacionalidade do delito ou de outros elementos específicos que indiquem o interesse da União.

A propósito, marque a alternativa CORRETA. 

 

(EMAGIS) Trata-se de Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental contra lei municipal, que veda a adoção de ideologia de gênero, diversidade sexual e educação sexual nas práticas pedagógicas, currículos escolares e materiais didáticos das redes de ensino municipal e privada, bem como em bibliotecas municipais.

A propósito, marque a alternativa CORRETA.

 

(EMAGIS) Relativamente às funções essenciais à Justiça e aos Tribunais de Contas, marque a alternativa incorreta.

 

(EMAGIS) Quanto às entidades do terceiro setor, marque a alternativa correta.

 

(EMAGIS) Trata-se de sentença coletiva que condenou a administração centralizada (ente político) ao pagamento de verba remuneratória a determinados servidores públicos. Pretendem executá-la os servidores que integravam os quadros de autarquias e de fundações públicas do ente federado na data da propositura da ação coletiva, dizendo-se beneficiados pela coisa julgada, a despeito de integrantes da administração indireta. Trata-se, portanto, de execução de sentença coletiva que condenou o ente político ao pagamento de diferença remuneratória, execução movida por servidores que, ao momento da propositura da ação coletiva, integravam o quadro de autarquias e de fundações públicas de aludido ente político.

A propósito, avalie as assertivas que seguem. 

I. A sentença coletiva que condena a administração centralizada ao pagamento de verba remuneratória pode ser executada por servidores de autarquias e fundações públicas, motivo pelo qual, ao menos sob essa ótica, merece trânsito a execução em questão.

II. A legitimidade universal do sindicato para agir em juízo gera a extensão da coisa julgada em questão a pessoas jurídicas da administração indireta do ente federado, motivo pelo qual, caso a ação coletiva tenha sido ajuizada por sindicato, merecerá trânsito a execução em questão.

III. A Autarquia possui legitimidade para figurar no polo passivo da liquidação e execução de sentença genérica, em ação civil pública, proferida contra o ente político ao qual vinculada, porquanto abrangida pelo efeito erga omnes previsto no artigo 16 da Lei nº 7.347/1985.

Estão corretas as seguintes assertivas:

 

(EMAGIS) Sabe-se que o ato concessivo de aposentadoria do servidor público é complexo, que se aperfeiçoa apenas após o exame do ato instituidor do benefício pelo respectivo de Tribunal de Contas. 

A propósito, avalie as assertivas que seguem. 

I. Os Tribunais de Contas estão sujeitos ao prazo de 5 anos para o julgamento da legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma ou pensão, a contar da chegada do processo à respectiva Corte de Contas.

II. Admite-se a revisão dos proventos de aposentadoria concedidos aos militares reformados e/ou aos pensionistas militares que foram promovidos ao grau hierárquico superior, para adequação aos limites legais, devendo-se observar, contudo, o prazo decadencial de 5 anos previsto no art. 54 da Lei 9784/99, contado da data em que recebido no Tribunal de Contas da União, para exame de sua legalidade, o ato de transferência do militar para a inatividade ou de concessão da pensão.

III. Ao Estado é facultada a revogação de atos que repute ilegalmente praticados, porém, se de tais atos já tiverem decorrido efeitos concretos, seu desfazimento deve ser precedido de regular processo administrativo. 

Estão corretas as seguintes assertivas:

 

(EMAGIS) Trata-se de ação rescisória para desconstituir título judicial transitado em julgado no qual reconhecida, para efeito de aplicação do reajuste de 28,86% sobre a Retribuição Adicional Variável (RAV) de Auditor Fiscal da Receita Federal, a possibilidade de compensação do índice com os reposicionamentos supervenientes do servidor, promovidos pela Lei n. 8.627/1993. O autor reconhece que, conquanto a decisão rescindenda esteja em sintonia com o entendimento jurisprudencial até então vigente, posteriormente aludido entendimento foi alterado com o julgamento pelo STJ do Tema n. 548/STJ.

A propósito, avalie as assertivas que seguem. 

I. Aplica-se o óbice do verbete sumular n. 343/STF à ação rescisória em questão, que, por isso, não é cabível. 

II. Mesmo que julgamento posterior pacificando a questão se tenha dado em Recurso Repetitivo, é incabível a rescisória em questão. 

III. A questão da ofensa aos limites objetivos da coisa julgada pela compensação do reajuste de 28,86% sobre a vantagem pecuniária “Retribuição Adicional Variável – RAV”, paga aos servidores públicos civis e militares, com as reposições salariais das Leis n. 8.622/1993 e n. 8.627/1993, tem natureza constitucional, motivo pelo qual a admissibilidade da ação rescisória em questão deve ser avaliada sob a ótica do envolvimento de questão constitucional.

Estão corretas as seguintes assertivas:

 

(EMAGIS) As assertivas que seguem têm relação com os danos morais e sua indenização.

I. Embora o reconhecimento dos danos morais se dê, em numerosos casos, independentemente de prova (in re ipsa), para a sua adequada quantificação, deve o juiz investigar, sempre que entender necessário, as circunstâncias do caso concreto, inclusive por intermédio da produção de depoimento pessoal e da prova testemunhal em audiência.

II. Nos casos de violência contra a mulher praticados no âmbito doméstico e familiar, é possível a fixação de valor mínimo indenizatório a título de dano moral, desde que haja pedido expresso da acusação ou da parte ofendida, ainda que não especificada a quantia, devendo haver também específica instrução probatória sobre os danos morais.

III. A ausência de prévia comunicação ao consumidor da inscrição do seu nome em cadastros de proteção ao crédito, prevista no art. 43, § 2º, do CDC, enseja o direito à compensação por danos morais.

Estão corretas as seguintes assertivas:

 

(EMAGIS) As assertivas que seguem têm relação com o serviço bancário e deve ser marcada a CORRETA. 

 

(EMAGIS) Trata-se de ação de partilha de bens ajuizada por Daniela em face de Eduardo. As partes contraíram matrimônio no ano de 2008 pelo regime da comunhão parcial de bens. O casal não teve filhos e a esposa dedicou-se ao casamento, não exercendo atividade profissional durante os mais de 15 anos em que permaneceram casados. Em dezembro de 2024, as partes realizaram o divórcio de forma extrajudicial por escritura pública, em que ficou decidido que os bens seriam partilhados posteriormente. Na mesma data, no entanto, firmaram documento intitulado “instrumento particular de transação”, em que estipularam a partilha amigável dos bens adquiridos no curso da união. Ficou estabelecido que o ex-marido ficaria com um apartamento, além de móveis e objetos que lá estavam. Por sua vez, à ex-esposa caberia outro apartamento, que na época estava financiado, cotas da sociedade limitada do casal e indenização em dinheiro, para que adquirisse móveis para sua moradia. Na inicial, narrou Daniela que desconhecia a realidade financeira da empresa, que possuía dívidas expressivas, de forma que não conseguiu alavancar a empresa nem gerar lucro suficiente para se manter com dignidade. Além disso, informou que o ex-marido não apresentou todos os bens do casal quando da celebração do “instrumento particular de transação”, ficando de fora da partilha um caminhão e um galpão, além de automóveis pertencentes ao casal. Dessa forma, um ano após a celebração do “instrumento particular de transação” ajuizou a presente demanda, a fim de ver partilhados todos os bens adquiridos no curso do matrimônio. 

A propósito, marque a alternativa CORRETA.

 

(EMAGIS) As assertivas que seguem têm relação com a empresa e o estabelecimento empresarial, devendo ser marcada a CORRETA. 

 

(EMAGIS) As assertivas que seguem, no âmbito do direito marcário, têm relação com o paralelismo consciente (conscious parallelism) e o caroneiro (free rider), além dos danos materiais e morais, devendo ser marcada a CORRETA. 

 

(EMAGIS) Julgue os itens abaixo e indique a alternativa apropriada.

I. O processamento e julgamento de procedimento administrativo de dúvida suscitado por oficial de registro imobiliário relativamente a imóveis de autarquia pública federal compete ao Juízo federal.

II. Compete à Justiça Federal processar e julgar feitos em que se discuta controvérsia relativa à expedição de diploma de conclusão de curso superior realizado em instituição privada de ensino que integre o Sistema Federal de Ensino, salvo se a pretensão se limitar ao pagamento de indenização.

III. É válida a penhora do bem de família de fiador apontado em contrato de locação de imóvel, seja residencial, seja comercial.

IV. É impenhorável o bem de família oferecido como caução em contrato de locação de imóvel residencial ou comercial.

 

(EMAGIS) Julgue os itens abaixo e marque a alternativa correta.

I. É quinquenal o prazo prescricional para o ajuizamento da ação individual executiva que visa ao cumprimento de sentença originária de ação civil pública, sendo o referido lustro contado a partir do trânsito em julgado da sentença coletiva, independentemente da notícia da propositura da ação coletiva exigida pelo art. 94 do Código de Defesa do Consumidor ou mesmo da intimação pessoal dos exequentes.

II. A Súmula 326 do STJ (“Na ação de indenização por dano moral, a condenação em montante inferior ao postulado na inicial não implica sucumbência recíproca.”), editada anteriormente ao advento do CPC/2015, não conflita com a nova codificação, à luz da atual visão jurisprudencial do mesmo Tribunal. 

III. Tramitando o processo perante outro juízo, os autos serão remetidos ao juízo federal competente se nele intervier a União, suas empresas públicas, entidades autárquicas e fundações, ou conselho de fiscalização de atividade profissional, na qualidade de parte ou de terceiro interveniente, exceto as ações de recuperação judicial, falência, insolvência civil e acidente de trabalho, bem como aquelas sujeitas à justiça eleitoral e à justiça do trabalho. No entanto, o juízo federal restituirá os autos ao juízo estadual sem suscitar conflito se o ente federal cuja presença ensejou a remessa for excluído do processo.

IV. Serão reunidos para julgamento conjunto os processos que possam gerar risco de prolação de decisões conflitantes ou contraditórias caso decididos separadamente, mesmo sem conexão entre eles.

 

(EMAGIS) A respeito da ação rescisória por ofensa a literal disposição de lei, avalie as assertivas que seguem. 

I. Não cabe ação rescisória por ofensa a literal disposição de lei quando a decisão rescindenda se tiver baseado em texto legal de interpretação controvertida nos tribunais

II. A ação rescisória não é cabível se, à época do julgamento rescindendo, não havia divergência jurisprudencial, uma vez que o julgado rescindendo apontado como divergente, na verdade, afronta a jurisprudência, não viola ‘literal disposição de lei’.

III. Não cabe ação rescisória quando o julgado estiver em harmonia com o entendimento firmado pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal à época da formalização do acórdão rescindendo, ainda que ocorra posterior superação do precedente.

Estão corretas as seguintes assertivas:

 

(EMAGIS) Acerca do regime jurídico da ação de improbidade administrativa, à luz das inovações promovidas pela Lei nº 14.230/2021, assinale a alternativa incorreta:

 

(EMAGIS) A defesa sustenta a ocorrência de negativa de vigência ao artigo 51 do Código Penal, ao argumento de que o juízo incorreu em grave impropriedade técnico-jurídica ao aplicar o artigo 114, inciso II, do Código Penal, à hipótese de execução da pena de multa após o trânsito em julgado da sentença condenatória, ignorando que referido dispositivo passou a disciplinar exclusivamente a prescrição da pretensão punitiva. Aduz que a nova redação do artigo 51 do Código Penal, introduzida pela Lei n. 13.964/2019, possui inequívoca natureza de novatio legis in mellius, por instituir regime prescricional mais favorável ao réu. Conclui que, após o trânsito em julgado da sentença penal condenatória, deve ser aplicado à pena de multa o prazo prescricional quinquenal previsto no artigo 174 do Código Tributário Nacional.

A propósito, marque a alternativa CORRETA. 

 

(EMAGIS) No caso, a Justiça estadual concedeu indulto, para extinguir a punibilidade da pena privativa de liberdade e estendeu o entendimento à multa não recolhida. Tratava-se de condenação oriunda da Justiça Federal, mas cuja pena privativa de liberdade tivera a respectiva competência para execução transferida à Justiça Estadual, por ser cumprida em presídio estadual. Mesmo declarada pelo Juízo estadual a extinção da punibilidade nos amplos termos mencionados, o Juízo Federal prosseguiu com a execução da multa na Justiça Federal, intimando o réu para pagamento das custas e da multa penal.

A propósito, marque a alternativa CORRETA. 

 

(EMAGIS) Consta dos autos que José foi condenado em primeiro grau pela prática do crime previsto no art. 317, caput e § 1º, do Código Penal, à pena de 7 anos, 9 meses e 10 dias de reclusão. Posteriormente, o juízo sentenciante declarou extinta a punibilidade, em razão da prescrição com base na pena concretamente aplicada. Após, a defesa de José interpôs recurso de apelação, pleiteando a absolvição. O Tribunal conheceu do apelo e deu-lhe provimento para absolver José com fundamento no artigo 386, inciso VII, do Código de Processo Penal. Em recurso especial, o Ministério Público aduziu que o acórdão recorrido divergiu da jurisprudência consolidada do Superior Tribunal de Justiça, ao conhecer de recurso de apelação no qual o réu não possuía interesse recursal, uma vez que a extinção da punibilidade pela prescrição havia afastado todos os efeitos da condenação. José apresentou contrarrazões ao recurso especial ministerial sustentando que negar seu interesse recursal violaria a lógica defensiva e a racionalidade do sistema, além de ignorar as repercussões morais e sociais da condenação, o que reforça a necessidade de manter a absolvição. 

A propósito, marque a alternativa CORRETA. 

 

(EMAGIS) Sobre as Escolas Penais, a teoria da norma penal e temas correlatos, julgue os itens abaixo.

I. Conhecida como “Escola Francesa de Lyon”, “Escola Criminal Sociológica”, “Escola Antropossocial” ou, ainda, “Escola do Meio”, a Escola francesa constituiu uma grande oposição aos pilares de sustentação da Escola positiva. Rechaçando a ideia lombrosiana de transmissão de características hereditárias, congênitas, que pudessem conduzir à criminalidade, os defensores da Escola francesa enalteciam a influência do meio social na propensão prática dos delitos. Dentre os seus representantes, destaca-se a figura de Lacassagne, Martin e Locard.

II. Lei Penal em Branco em Sentido Estrito, Própria ou Heterogênea é aquela em que o complemento do preceito primário deve estar contido em lei editada pela mesma instância legislativa que criou a lei penal em branco, ou seja, também deve estar presente em lei federal.

III. As principais teorias pertinentes à definição exata do local em que se considera praticado o crime são: (i) Teoria da atividade: o crime é praticado onde realizada a conduta; (ii) Teoria do resultado: o crime é praticado onde ocorreu o resultado; (iii) Teoria pura da ubiquidade, mista ou unitária: considera praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou omissão, no todo ou em parte, bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o resultado. É esta última a teoria adotada pelo Código Penal em matéria de lugar do crime (locus comissi delicti).

Estão corretos somente os itens:

 

(EMAGIS) Sobre a teoria do crime e temas correlatos, assinale a alternativa correta.

 

(DPE/MT – Defensor(a) Público(a) Estadual – FCC – 2026) A prisão preventiva

 

(DPE/MT – Defensor(a) Público(a) Estadual – FCC – 2026) Sobre depoimentos prestados por testemunhas policiais em processos criminais:
[não é raro se deparar, por exemplo, com o relato de que, depois de ser abordado em via pública sem nada de ilícito, o réu haveria voluntariamente afirmado aos policiais que tinha drogas e/ou armas em casa e convidado os agentes de segurança a acompanhá-lo até a residência, onde lhes teria franqueado a entrada e indicado a localização dos objetos. Ou, ainda, a afirmação de que, depois de receberem uma denúncia anônima relacionada a um indivíduo suspeito, dirigiram-se à sua moradia e, lá chegando, sentiram forte odor de substâncias entorpecentes exalando em via pública; isso quando não ocorre de os agentes verem drogas/armas em cima de algum móvel por meio de uma janela ou porta providencialmente entreaberta, razões pelas quais ingressam no domicilio, efetuam uma busca e apreendem os itens proibidos. A inquietação gerada por essas histórias [...] - aparentemente talhadas para dar contornos de legitimidade a diligências invasivas - não é recente e foi objeto de estudos pelo menos desde a década de 1960 nos Estados Unidos, [...]."
(HALAH, Leonardo. 17. O Controle Judicial da Atividade Policial [...] In: CRUZ, Rogerio; JUNIOR, Américo; DEZEM, Guilherme. Coleção Justiça Criminal. Ed. 2023. São Paulo (SP): Editora Revista dos Tribunais. 2023)

Considerando o trecho acima o autor se refere

 

(MPE/GO – Promotora e Promotor de Justiça Substituto – FGV – 2026) Após a observância das formalidades constitucionais e legais, João foi condenado, definitivamente, pela prática do crime de feminicídio e iniciou o cumprimento da pena privativa de liberdade em regime fechado, no Estado de Goiás.

Diante do narrado, e considerando as disposições da Lei nº 7.210/1984, é correto afirmar que João

 

(EMAGIS) As assertivas que seguem têm relação com o Direito Tributário na visão do Supremo Tribunal Federal, devendo ser marcada a CORRETA. 

 

(EMAGIS) Nos autos da execução fiscal de ICMS, o executado alega prescrição do crédito tributário, alegando que entre a data do vencimento, em 01/01/2017, e a data do ajuizamento da execução, em 01/01/2026, restou ultrapassado o prazo prescricional. Ouvida, a exequente alega ter havido parcelamento do crédito, juntando telas sistêmicas que seriam meios de prova suficientes a esse desiderato, indicativas de parcelamentos em 2018, 2022 e 2025. O executado volve aos autos e, embora não impugnando de forma específica e fundamentada a autenticidade ou a veracidade do conteúdo dessas telas, afirma que a juntada das telas é não é meio idôneo para demonstração do fato alegado (deflagração do procedimento de parcelamento do crédito tributário pelo contribuinte). 

A propósito, marque a alternativa CORRETA. 

 

(EMAGIS) As assertivas que seguem tratam da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins), devendo ser marcada a CORRETA. 

 

(EMAGIS) A respeito das leis orçamentárias em geral, marque a alternativa INCORRETA.

 

(TJ/RJ – Juiz Substituto – VUNESP – 2026) Uma empresa brasileira de biotecnologia, regularmente cadastrada no SisGen, realizou acesso ao patrimônio genético de micro-organismo nativo do território nacional para fins de pesquisa científica. A partir dos dados obtidos, desenvolveu, posteriormente, um medicamento totalmente sintético, cuja formulação final não contém material genético brasileiro, mas cuja eficácia terapêutica decorreu diretamente das informações obtidas a partir do acesso realizado. Iniciada a exploração econômica do medicamento, a empresa deixou de efetuar a repartição de benefícios, alegando inexistência de obrigação legal.

À luz da Lei no 13.123/2015, que dispõe, dentre outros pontos, sobre bens, direitos e obrigações relativos ao acesso ao patrimônio genético do país, assinale a alternativa correta.

 

(EMAGIS) Extrai-se da inicial que o requerente foi contratado pela empresa ré para prestar serviço de transporte rodoviário de carga (frete) e não teria recebido o valor do pedágio antecipadamente, como determina a Lei n.º 10.209/01, daí porque ajuizou a presente demanda e requereu quantia equivalente ao dobro do valor dos fretes, na forma do art. 8.º da aludida legislação. A pretensão da parte requerente, portanto, é de ver reconhecida a obrigação da requerida de arcar com os valores despendidos com o Vale Pedágio obrigatório sobre o transporte rodoviário de carga, com fulcro na Lei nº 10.209/2001, bem como ver aplicada a multa prevista no seu artigo 8º. Trata-se de frete realizado em 21/10/2019 e a presente ação foi ajuizada em 06/04/2023.

A propósito, marque a alternativa CORRETA.

 

(EMAGIS) Trata-se de ação de obrigação de fazer cumulada com pedido de indenização por danos morais, ajuizada por beneficiário de plano de saúde contra este, em razão da recusa de custeio de tratamento multidisciplinar para paciente com Transtorno do Espectro Autista. Os autos demonstraram que a operadora de plano de saúde promoveu interrupção abrupta da cobertura médico-assistencial devida ao menor portador de transtorno do espectro autista, seguida da omissão em assegurar a continuidade do tratamento do beneficiário extremamente dependente do serviço de assistência à saúde, causando-lhe, assim, prejuízo no seu desenvolvimento.

A propósito, avalie as assertivas que seguem.

I. A simples recusa indevida de cobertura médico-assistencial por operadora de plano de saúde não gera, por si só, dano moral presumido (in re ipsa) e essa premissa deve ser observada no julgamento da ação em questão. 

II. Na ação em questão, para a condenação da ré na obrigação de indenização dos danos morais, além da recusa indevida da cobertura médico-assistencial, é imprescindível a presença de elementos que permitam constatar a alteração anímica da vítima em grau suficiente para ultrapassar o mero aborrecimento ou dissabor, o que se verifica pelo que restou demonstrado nos autos.

III. Nem mesmo o cancelamento unilateral indevido do plano de saúde, com a negativa indevida de cobertura em situação de urgência ou emergência, configura dano moral in re ipsa.

Estão corretas as seguintes assertivas:

 

(MPE/SC – Promotor Substituto – VUNESP – 2026) Durante fiscalização do Ministério Público em entidade de acolhimento institucional, constatou-se a permanência de crianças e adolescentes por período significativamente superior ao legalmente recomendado, sem reavaliação periódica da medida, sem atualização do Plano Individual de Atendimento (PIA) e sem adoção de providências efetivas voltadas à reintegração familiar ou à colocação em família substituta. A Administração Pública justificou a situação com base na reserva do possível, na inexistência de famílias acolhedoras cadastradas e na sobrecarga do sistema de Justiça. À luz da CF, do ECA e da jurisprudência do STF e do STJ, assinale a alternativa correta.

 

(PC/PI – Delegado de Polícia Civil – FGV – 2026) Em um debate promovido pelos órgãos que atuam diretamente na área segurança pública da República Federativa do Brasil, discutiu-se a possibilidade, ou não, de um Estado Democrático de Direito adotar a pena de morte, considerando os balizamentos estabelecidos pelo Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos (PIDCP), de 1966.

Ao fim dos debates, concluiu-se corretamente que, quanto à pena de morte, de acordo com o referido ato de direito internacional público,


 

(DPE/PE – Defensor Público – FGV – 2025) Sobre o Tribunal Penal Internacional – TPI, assinale a afirmativa incorreta.

 

(EMAGIS) Com relação às novidades implementadas pela EC 111/2021, marque a alternativa incorreta.

 

(EMAGIS) João ingressou com ação previdenciária nos Juizados Especiais Federais, postulando a concessão do benefício de aposentadoria rural por idade. A sentença julgou improcedente o pedido. João, então, interpôs recurso inominado, o qual foi desprovido pela Turma Recursal. Considerado o caso narrado, é incorreto afirmar, à luz da legislação de regência e da jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, que:

 

(Inspetor Tecnologista INPE – FGV – 2024) Considerando a Lei da Terceirização (Lei n° 13.429/17), assinale a afirmativa correta.

 

(Analista legislativo – Consultor Legislativo da Câmara dos Deputados – FGV – 2024) Murilo ajuizou reclamação contra seu ex-empregador em 2024, tendo a assistência de seu sindicato de classe. Depois que foi devidamente contestada e instruída, com oitiva das partes e de várias testemunhas, adveio a sentença que julgou improcedente o pedido. O juízo indeferiu o requerimento de gratuidade de justiça feito na petição inicial em razão do elevado salário que era recebido por Murilo. As custas foram fixadas em R$ 4.000,00, e os honorários sucumbenciais em favor dos advogados do reclamado, em R$ 10.000,00. Dessa sentença não houve interposição de recurso, transitando em julgado.

Considerando esses fatos e a previsão da CLT, é correto afirmar que 

 

(EMAGIS) Sobre o Conselho Superior do Ministério Público, nos termos da Lei n.º 8.625/93, assinale a alternativa incorreta:

 

(EMAGIS) À luz do entendimento firmado pelo STJ acerca da atuação institucional da Defensoria Pública como curadora especial, analise as assertivas abaixo e assinale a alternativa correta:

 

(EMAGIS) No curso de uma investigação criminal que apura o crime de tráfico de drogas, policiais militares realizam a apreensão de determinada substância entorpecente. O material é recolhido sem a adequada documentação fotográfica do local, tampouco há registro formal da cadeia de custódia no momento da coleta. Posteriormente, já na delegacia, o material é lacrado, encaminhado à perícia oficial, que atesta tratar-se de cocaína. Em juízo, a defesa sustenta a ilicitude da prova pericial, sob o argumento de quebra da cadeia de custódia, pleiteando o seu desentranhamento.

À luz da disciplina legal da cadeia de custódia (arts. 158-A a 158-F do CPP), da teoria das nulidades e da jurisprudência dos tribunais superiores, assinale a alternativa correta:

 

(EMAGIS) A partir das transformações do pensamento jurídico norte-americano no início do século XX, Roscoe Pound desenvolveu a chamada sociological jurisprudence, posicionando-se criticamente em relação ao formalismo jurídico e propondo uma compreensão funcional do Direito. Considerando esse contexto teórico, assinale a alternativa correta:

 

PGE/PGM - Rodada 14.2026

Tony Valério ajuizou ação de rito ordinário em face do Estado da Federação, postulando a anulação do Processo Administrativo Disciplinar nº 15086.0900/2024-78, bem como da penalidade de demissão que lhe fora aplicada, com sua subsequente reintegração ao quadro de servidores públicos estaduais.

Relatou, na petição inicial, ter ingressado no serviço público ano de 2008, no cargo de Analista, especialidade Administrador, exercendo suas funções junto à Secretaria de Desenvolvimento Social, e que sempre procurou orientar sua atuação pelos princípios vetores da Administração Pública. Referiu que houve a instauração de sindicância para apurar suposto “assédio sexual” relacionado à captura (por meio de câmeras escondidas), sem autorização, de imagens íntimas de servidoras, estagiárias e colaboradoras terceirizadas no ambiente de trabalho e durante o horário de expediente, armazenadas em dispositivos eletrônicos pertencentes ao autor.

Alegou a nulidade do processo administrativo disciplinar inaugurado a partir de tal sindicância, destacando que não teria sido observado o prazo máximo para a conclusão do PAD, nos termos do art. 127 da Lei Estadual nº X/1998 (preceito que repete a previsão do art. 152 da Lei nº 8.112/1990, relativo ao regime jurídico dos servidores públicos civis da União), por ter sido instaurado em 06/02/2024 e encerrado em 10/12/2024.

Também informou que a ação penal instaurada para apuração do caso está em curso, não havendo decisão transitada em julgado. Assim, defendeu que a comissão processante não poderia ter opinado pelo indiciamento do servidor, tampouco ter a autoridade competente aplicado a pena de demissão, embora o art. 104, inciso V, da citada Lei Estadual nº X/1998 estabeleça que a demissão será aplicada no caso de “incontinência pública e conduta escandalosa, na repartição” (repetindo o conteúdo normativo do art. 132, inciso V, da Lei nº 8.112/1990, que rege os servidores públicos federais).

Argumentou, ainda, que seria ilícita a admissão de provas extraídas da ação penal em tramitação. Neste aspecto, pontuou que, não obstante o juízo criminal tenha autorizado a extração de cópia para anexação ao PAD como “prova emprestada” e a Comissão Processante tenha franqueado ao investigado manifestar-se sobre o seu conteúdo, tais elementos contaminariam todo o conjunto probatório, viciando o expediente administrativo. Concluiu que a nulidade do PAD tornaria ilegítima a aplicação da sanção administrativa, inclusive por violação aos princípios da razoabilidade e proporcionalidade.

Após regular processamento do feito, o Juiz de Direito da 4ª Vara Cível da Comarca de Crementina acolheu as alegações da parte autora, proferindo sentença de procedência dos pedidos formulados. Decretou, assim, a nulidade do Processo Administrativo Disciplinar nº 15086.0900/2024-78, bem como da pena de demissão aplicada, determinando a reintegração do autor ao quadro de servidores públicos estaduais, no mesmo cargo anteriormente ocupado, e condenando o ente público ao pagamento dos honorários advocatícios, fixados em 10% sobre o valor atualizado da causa.

Na condição de Procurador do Estado e tendo recebido a incumbência de promover a defesa técnica do ente federativo, redija o recurso adequado.?

 

Defensoria Pública Estadual - Rodada 04.2026

Daniela Silva, brasileira, solteira, residente e domiciliada em Fortaleza-CE, procura a Defensoria Pública do Estado do Ceará relatando a seguinte situação: em 16 de março de 2020, ela adquiriu, mediante negociação direta com a proprietária registral, o veículo FIAT, ano/modelo 2008, cor laranja, pelo preço de R$ 19.000,00 (dezenove mil reais), pago integralmente à vista, em espécie, naquela mesma data, conforme declaração de compra e venda particular firmada entre as partes.

Desde a data da aquisição, Daniela exerce posse mansa, pacífica, ininterrupta e exclusiva sobre o veículo, utilizando-o diariamente em suas atividades profissionais junto a sua empresa empregadora. Em razão disso, ela arca — e sempre arcou — com todas as obrigações e despesas relacionadas ao bem, tais como pagamento de IPVA dos exercícios de 2023, 2024 e 2025, licenciamento anual, seguro, multas de trânsito e despesas de manutenção mecânica, dispondo de todos os comprovantes respectivos.

A transferência formal da titularidade junto ao DETRAN/CE ainda não foi efetivada, razão pela qual o veículo continua registrado perante o órgão de trânsito em nome de Natália Silva — mãe de Daniela e proprietária registral anterior —, a qual jamais exerceu qualquer posse, uso ou disponibilidade sobre o bem após a venda, tratando-se de mera titularidade formal.

Ocorre que Natália figura como executada nos autos da Execução de Título Extrajudicial n.º 00000-xxxxxxxx, que tramita perante a 22ª Vara Cível da Comarca de Fortaleza/CE, ajuizada pelo Fundo de Investimento Brasil Dívida em razão de inadimplemento contratual referente ao financiamento de outro veículo — um Chevrolet D-20 —, negócio jurídico do qual Daniela absolutamente não participou e com o qual não guarda relação jurídica.

Em 27 de janeiro de 2026, o Juízo da 22ª Vara Cível proferiu decisão determinando, entre outras medidas, a imposição de restrição via RENAJUD sobre o veículo Fiat acima descrito, como meio de garantir a execução da dívida de Natália. Daniela somente tomou conhecimento da constrição judicial ao tentar realizar o licenciamento anual do veículo e se deparar com a restrição. Ela esclarece que nunca foi citada, intimada ou notificada de qualquer ato praticado nos autos da execução, não ostenta a condição de parte naquele processo e não possui qualquer vínculo jurídico com o débito executado.

Você é o(a) Defensor(a) Público(a) responsável pelo caso. Considerando todos os fatos narrados, a documentação disponível e os aspectos de direito material e processual civil aplicáveis, elabore a peça processual mais adequada para a defesa dos interesses de Daniela, observando todos os requisitos legais, os fundamentos jurídicos pertinentes e os pedidos cabíveis.

 

Sentença Estadual - Rodada 14.2026

"Mas Deus demonstra seu amor por nós: Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores" (Romanos 5:8)

 

FULANO DE TAL, comerciante do ramo de veículos, qualificado nos autos, foi denunciado pelo Ministério Público, apontado como incurso no art. 180, caput, art. 304, combinado com o art. 297 e art. 311, todos do Código Penal, e art. 306, da Lei nº 9.503/97, em concurso material. Segundo a inicial, entre os dias 3 de março de 2023 e 14 de abril do mesmo ano, recebeu o veículo Fiat Uno, placas ABC-0000, no exercício da atividade comercial, mesmo sabendo que era de origem ilícita, já que produto de roubo praticado contra a vítima Cicrana de Tal.

Posteriormente, no dia 14 de abril de 2023, na Avenida dos Bandeirantes, nesta Capital, o indiciado FULANO DE TAL, ao ser abordado por policiais em operação de fiscalização de rotina de trânsito, na direção do referido veículo produto de crime, que estava com uma fita adesiva colada no último número “0” das placas identificadoras do carro, que o transformaram no número “8”, exibiu a carteira nacional de habilitação nº 1000000, que era falsificada. Finalmente, os policiais constataram que ele apresentava sinais de embriaguez, com voz pastosa, odor etílico e olhos vermelhos, mas o denunciado recusou-se ao exame do etilômetro (bafômetro) ou de sangue, de maneira que certificaram essa condição. Prisão em flagrante convertida em preventiva, na audiência de custódia. Laudos periciais relativos à falsificação do documento e alteração da placa do veículo foram juntados aos autos. Folha de antecedentes juntada, onde constam processos em andamento, e duas condenações definitivas, com indicação de trânsito em julgado anterior aos fatos, uma pelo crime de porte de entorpecentes e outra pelo crime de receptação, cuja pena foi declarada extinta em 10 de janeiro de 2018.

Recebida a denúncia, o acusado foi citado e apresentou resposta à acusação, em que arguiu a inépcia da denúncia, que não individualizou os fatos e prejudicou a defesa, e apresentou rol de testemunhas e postulou a absolvição sumária do acusado. Rejeitada a matéria levantada pela Defesa, e não sendo hipótese de absolvição sumária, foi confirmado o recebimento da denúncia. Durante a instrução, foram ouvidas a vítima do roubo, dois policiais que participaram da abordagem do acusado na direção do carro e um transeunte, que confirmaram os fatos da acusação, e outras duas de defesa que não presenciaram os fatos. O acusado foi interrogado e negou os fatos, dizendo não estar embriagado, que não sabia da falsidade do documento, já que obteve efetuando pagamento a um despachante, nem da origem ilícita do veículo que comprou na feira de automóveis. Em relação à placa, declarou que só estava adulterada porque precisava trabalhar e aquele era o dia do rodízio e carros com a placa final “0” não poderiam trafegar na cidade de São Paulo naquele horário. Na fase do art. 402, do Código de Processo Penal, a Defesa postulou a oitiva dos peritos que subscreveram os laudos, mas o pedido foi indeferido.

Em alegações finais, o representante do Ministério Público postula a procedência da ação penal, para a condenação do acusado, como incurso no art. 180, § 1º, art. 304, c.c. o art. 297 e art. 311, todos do Código Penal e art. 306, da Lei nº 9.503/97, em concurso material, com o aumento da pena e imposição do regime fechado. A defesa, por sua vez, insistiu na oitiva dos peritos que subscreveram os laudos, que entende imprescindível ao esclarecimento dos fatos. Aduz que o acusado faz jus à suspensão condicional do processo e, no mérito, sustenta que a prova é insuficiente para embasar o decreto condenatório. Em relação ao crime de trânsito, pede a absolvição porque não existe a prova pericial, que é necessária à caracterização do crime. No mais, sustenta que o acusado não sabia que o veículo era produto de crime e, além disso, a carteira de habilitação não foi usada, mas exibida aos policiais, por exigência deles. Finalmente, em relação à adulteração da placa do veículo, entende que a simples colocação de fita adesiva sobre o número não caracteriza modificação do sinal identificador do veículo, já que de fácil percepção a qualquer pessoa. Acrescenta que não houve aditamento à denúncia para inclusão do § 1º do art. 180 do Código Penal, e o acusado não se defendeu dessa imputação. Subsidiariamente, em caso de condenação, pede a aplicação da pena no mínimo legal, a imposição do regime menos gravoso, com substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos e consequente soltura do réu, que está preso desde o flagrante.

 

Objetivas Magistratura Estadual - Rodada 14.2026

(EMAGIS) As assertivas que seguem têm relação com os danos morais e sua indenização.

I. Embora o reconhecimento dos danos morais se dê, em numerosos casos, independentemente de prova (in re ipsa), para a sua adequada quantificação, deve o juiz investigar, sempre que entender necessário, as circunstâncias do caso concreto, inclusive por intermédio da produção de depoimento pessoal e da prova testemunhal em audiência.

II. Nos casos de violência contra a mulher praticados no âmbito doméstico e familiar, é possível a fixação de valor mínimo indenizatório a título de dano moral, desde que haja pedido expresso da acusação ou da parte ofendida, ainda que não especificada a quantia, devendo haver também específica instrução probatória sobre os danos morais.

III. A ausência de prévia comunicação ao consumidor da inscrição do seu nome em cadastros de proteção ao crédito, prevista no art. 43, § 2º, do CDC, enseja o direito à compensação por danos morais.

Estão corretas as seguintes assertivas:

 

(EMAGIS) As assertivas que seguem têm relação com o serviço bancário e deve ser marcada a CORRETA. 

 

(EMAGIS) Trata-se de ação de partilha de bens ajuizada por Daniela em face de Eduardo. As partes contraíram matrimônio no ano de 2008 pelo regime da comunhão parcial de bens. O casal não teve filhos e a esposa dedicou-se ao casamento, não exercendo atividade profissional durante os mais de 15 anos em que permaneceram casados. Em dezembro de 2024, as partes realizaram o divórcio de forma extrajudicial por escritura pública, em que ficou decidido que os bens seriam partilhados posteriormente. Na mesma data, no entanto, firmaram documento intitulado “instrumento particular de transação”, em que estipularam a partilha amigável dos bens adquiridos no curso da união. Ficou estabelecido que o ex-marido ficaria com um apartamento, além de móveis e objetos que lá estavam. Por sua vez, à ex-esposa caberia outro apartamento, que na época estava financiado, cotas da sociedade limitada do casal e indenização em dinheiro, para que adquirisse móveis para sua moradia. Na inicial, narrou Daniela que desconhecia a realidade financeira da empresa, que possuía dívidas expressivas, de forma que não conseguiu alavancar a empresa nem gerar lucro suficiente para se manter com dignidade. Além disso, informou que o ex-marido não apresentou todos os bens do casal quando da celebração do “instrumento particular de transação”, ficando de fora da partilha um caminhão e um galpão, além de automóveis pertencentes ao casal. Dessa forma, um ano após a celebração do “instrumento particular de transação” ajuizou a presente demanda, a fim de ver partilhados todos os bens adquiridos no curso do matrimônio. 

A propósito, marque a alternativa CORRETA.

 

(EMAGIS) Julgue os itens abaixo e indique a alternativa apropriada.

I. O processamento e julgamento de procedimento administrativo de dúvida suscitado por oficial de registro imobiliário relativamente a imóveis de autarquia pública federal compete ao Juízo federal.

II. Compete à Justiça Federal processar e julgar feitos em que se discuta controvérsia relativa à expedição de diploma de conclusão de curso superior realizado em instituição privada de ensino que integre o Sistema Federal de Ensino, salvo se a pretensão se limitar ao pagamento de indenização.

III. É válida a penhora do bem de família de fiador apontado em contrato de locação de imóvel, seja residencial, seja comercial.

IV. É impenhorável o bem de família oferecido como caução em contrato de locação de imóvel residencial ou comercial.

 

(EMAGIS) Julgue os itens abaixo e marque a alternativa correta.

I. É quinquenal o prazo prescricional para o ajuizamento da ação individual executiva que visa ao cumprimento de sentença originária de ação civil pública, sendo o referido lustro contado a partir do trânsito em julgado da sentença coletiva, independentemente da notícia da propositura da ação coletiva exigida pelo art. 94 do Código de Defesa do Consumidor ou mesmo da intimação pessoal dos exequentes.

II. A Súmula 326 do STJ (“Na ação de indenização por dano moral, a condenação em montante inferior ao postulado na inicial não implica sucumbência recíproca.”), editada anteriormente ao advento do CPC/2015, não conflita com a nova codificação, à luz da atual visão jurisprudencial do mesmo Tribunal. 

III. Tramitando o processo perante outro juízo, os autos serão remetidos ao juízo federal competente se nele intervier a União, suas empresas públicas, entidades autárquicas e fundações, ou conselho de fiscalização de atividade profissional, na qualidade de parte ou de terceiro interveniente, exceto as ações de recuperação judicial, falência, insolvência civil e acidente de trabalho, bem como aquelas sujeitas à justiça eleitoral e à justiça do trabalho. No entanto, o juízo federal restituirá os autos ao juízo estadual sem suscitar conflito se o ente federal cuja presença ensejou a remessa for excluído do processo.

IV. Serão reunidos para julgamento conjunto os processos que possam gerar risco de prolação de decisões conflitantes ou contraditórias caso decididos separadamente, mesmo sem conexão entre eles.

 

(EMAGIS) A respeito da ação rescisória por ofensa a literal disposição de lei, avalie as assertivas que seguem. 

I. Não cabe ação rescisória por ofensa a literal disposição de lei quando a decisão rescindenda se tiver baseado em texto legal de interpretação controvertida nos tribunais

II. A ação rescisória não é cabível se, à época do julgamento rescindendo, não havia divergência jurisprudencial, uma vez que o julgado rescindendo apontado como divergente, na verdade, afronta a jurisprudência, não viola ‘literal disposição de lei’.

III. Não cabe ação rescisória quando o julgado estiver em harmonia com o entendimento firmado pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal à época da formalização do acórdão rescindendo, ainda que ocorra posterior superação do precedente.

Estão corretas as seguintes assertivas:

 

(EMAGIS) Acerca do regime jurídico da ação de improbidade administrativa, à luz das inovações promovidas pela Lei nº 14.230/2021, assinale a alternativa incorreta:

 

(EMAGIS) Trata-se de ação de obrigação de fazer cumulada com pedido de indenização por danos morais, ajuizada por beneficiário de plano de saúde contra este, em razão da recusa de custeio de tratamento multidisciplinar para paciente com Transtorno do Espectro Autista. Os autos demonstraram que a operadora de plano de saúde promoveu interrupção abrupta da cobertura médico-assistencial devida ao menor portador de transtorno do espectro autista, seguida da omissão em assegurar a continuidade do tratamento do beneficiário extremamente dependente do serviço de assistência à saúde, causando-lhe, assim, prejuízo no seu desenvolvimento.

A propósito, avalie as assertivas que seguem.

I. A simples recusa indevida de cobertura médico-assistencial por operadora de plano de saúde não gera, por si só, dano moral presumido (in re ipsa) e essa premissa deve ser observada no julgamento da ação em questão. 

II. Na ação em questão, para a condenação da ré na obrigação de indenização dos danos morais, além da recusa indevida da cobertura médico-assistencial, é imprescindível a presença de elementos que permitam constatar a alteração anímica da vítima em grau suficiente para ultrapassar o mero aborrecimento ou dissabor, o que se verifica pelo que restou demonstrado nos autos.

III. Nem mesmo o cancelamento unilateral indevido do plano de saúde, com a negativa indevida de cobertura em situação de urgência ou emergência, configura dano moral in re ipsa.

Estão corretas as seguintes assertivas:

 

(MPE/SC – Promotor Substituto – VUNESP – 2026) Durante fiscalização do Ministério Público em entidade de acolhimento institucional, constatou-se a permanência de crianças e adolescentes por período significativamente superior ao legalmente recomendado, sem reavaliação periódica da medida, sem atualização do Plano Individual de Atendimento (PIA) e sem adoção de providências efetivas voltadas à reintegração familiar ou à colocação em família substituta. A Administração Pública justificou a situação com base na reserva do possível, na inexistência de famílias acolhedoras cadastradas e na sobrecarga do sistema de Justiça. À luz da CF, do ECA e da jurisprudência do STF e do STJ, assinale a alternativa correta.

 

(EMAGIS) A defesa sustenta a ocorrência de negativa de vigência ao artigo 51 do Código Penal, ao argumento de que o juízo incorreu em grave impropriedade técnico-jurídica ao aplicar o artigo 114, inciso II, do Código Penal, à hipótese de execução da pena de multa após o trânsito em julgado da sentença condenatória, ignorando que referido dispositivo passou a disciplinar exclusivamente a prescrição da pretensão punitiva. Aduz que a nova redação do artigo 51 do Código Penal, introduzida pela Lei n. 13.964/2019, possui inequívoca natureza de novatio legis in mellius, por instituir regime prescricional mais favorável ao réu. Conclui que, após o trânsito em julgado da sentença penal condenatória, deve ser aplicado à pena de multa o prazo prescricional quinquenal previsto no artigo 174 do Código Tributário Nacional.

A propósito, marque a alternativa CORRETA. 

 

(EMAGIS) No caso, a Justiça estadual concedeu indulto, para extinguir a punibilidade da pena privativa de liberdade e estendeu o entendimento à multa não recolhida. Tratava-se de condenação oriunda da Justiça Federal, mas cuja pena privativa de liberdade tivera a respectiva competência para execução transferida à Justiça Estadual, por ser cumprida em presídio estadual. Mesmo declarada pelo Juízo estadual a extinção da punibilidade nos amplos termos mencionados, o Juízo Federal prosseguiu com a execução da multa na Justiça Federal, intimando o réu para pagamento das custas e da multa penal.

A propósito, marque a alternativa CORRETA. 

 

(EMAGIS) Consta dos autos que José foi condenado em primeiro grau pela prática do crime previsto no art. 317, caput e § 1º, do Código Penal, à pena de 7 anos, 9 meses e 10 dias de reclusão. Posteriormente, o juízo sentenciante declarou extinta a punibilidade, em razão da prescrição com base na pena concretamente aplicada. Após, a defesa de José interpôs recurso de apelação, pleiteando a absolvição. O Tribunal conheceu do apelo e deu-lhe provimento para absolver José com fundamento no artigo 386, inciso VII, do Código de Processo Penal. Em recurso especial, o Ministério Público aduziu que o acórdão recorrido divergiu da jurisprudência consolidada do Superior Tribunal de Justiça, ao conhecer de recurso de apelação no qual o réu não possuía interesse recursal, uma vez que a extinção da punibilidade pela prescrição havia afastado todos os efeitos da condenação. José apresentou contrarrazões ao recurso especial ministerial sustentando que negar seu interesse recursal violaria a lógica defensiva e a racionalidade do sistema, além de ignorar as repercussões morais e sociais da condenação, o que reforça a necessidade de manter a absolvição. 

A propósito, marque a alternativa CORRETA. 

 

(EMAGIS) Sobre as Escolas Penais, a teoria da norma penal e temas correlatos, julgue os itens abaixo.

I. Conhecida como “Escola Francesa de Lyon”, “Escola Criminal Sociológica”, “Escola Antropossocial” ou, ainda, “Escola do Meio”, a Escola francesa constituiu uma grande oposição aos pilares de sustentação da Escola positiva. Rechaçando a ideia lombrosiana de transmissão de características hereditárias, congênitas, que pudessem conduzir à criminalidade, os defensores da Escola francesa enalteciam a influência do meio social na propensão prática dos delitos. Dentre os seus representantes, destaca-se a figura de Lacassagne, Martin e Locard.

II. Lei Penal em Branco em Sentido Estrito, Própria ou Heterogênea é aquela em que o complemento do preceito primário deve estar contido em lei editada pela mesma instância legislativa que criou a lei penal em branco, ou seja, também deve estar presente em lei federal.

III. As principais teorias pertinentes à definição exata do local em que se considera praticado o crime são: (i) Teoria da atividade: o crime é praticado onde realizada a conduta; (ii) Teoria do resultado: o crime é praticado onde ocorreu o resultado; (iii) Teoria pura da ubiquidade, mista ou unitária: considera praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou omissão, no todo ou em parte, bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o resultado. É esta última a teoria adotada pelo Código Penal em matéria de lugar do crime (locus comissi delicti).

Estão corretos somente os itens:

 

(DPE/MT – Defensor(a) Público(a) Estadual – FCC – 2026) A prisão preventiva

 

(DPE/MT – Defensor(a) Público(a) Estadual – FCC – 2026) Sobre depoimentos prestados por testemunhas policiais em processos criminais:
[não é raro se deparar, por exemplo, com o relato de que, depois de ser abordado em via pública sem nada de ilícito, o réu haveria voluntariamente afirmado aos policiais que tinha drogas e/ou armas em casa e convidado os agentes de segurança a acompanhá-lo até a residência, onde lhes teria franqueado a entrada e indicado a localização dos objetos. Ou, ainda, a afirmação de que, depois de receberem uma denúncia anônima relacionada a um indivíduo suspeito, dirigiram-se à sua moradia e, lá chegando, sentiram forte odor de substâncias entorpecentes exalando em via pública; isso quando não ocorre de os agentes verem drogas/armas em cima de algum móvel por meio de uma janela ou porta providencialmente entreaberta, razões pelas quais ingressam no domicilio, efetuam uma busca e apreendem os itens proibidos. A inquietação gerada por essas histórias [...] - aparentemente talhadas para dar contornos de legitimidade a diligências invasivas - não é recente e foi objeto de estudos pelo menos desde a década de 1960 nos Estados Unidos, [...]."
(HALAH, Leonardo. 17. O Controle Judicial da Atividade Policial [...] In: CRUZ, Rogerio; JUNIOR, Américo; DEZEM, Guilherme. Coleção Justiça Criminal. Ed. 2023. São Paulo (SP): Editora Revista dos Tribunais. 2023)

Considerando o trecho acima o autor se refere

 

(MPE/GO – Promotora e Promotor de Justiça Substituto – FGV – 2026) Após a observância das formalidades constitucionais e legais, João foi condenado, definitivamente, pela prática do crime de feminicídio e iniciou o cumprimento da pena privativa de liberdade em regime fechado, no Estado de Goiás.

Diante do narrado, e considerando as disposições da Lei nº 7.210/1984, é correto afirmar que João

 

(EMAGIS) Trata-se de Ação Direta de Inconstitucionalidade proposta contra o artigo 8º, II, da LC 80/1994, que confere ao Defensor Público-Geral da União a atribuição de representar a Defensoria Pública da União (DPU) judicial e extrajudicialmente. O autor alega violação aos artigos 131, caput, e 134, caput e §1º, da Constituição Federal. Salienta que, nos termos do artigo 131 da Carta da República, cabe à AGU, com exclusividade, representar nos âmbitos judicial e extrajudicial a União e seus órgãos, aí incluídos os do Legislativo e do Judiciário, bem assim aqueles aos quais atribuídas funções essenciais à Justiça. Afirma a inconstitucionalidade do exercício da representação judicial da União por pessoa estranha aos quadros da AGU. Discorre sobre a violação ao artigo 134, caput e § 1º, da Lei Maior, porquanto autorizada a atuação indiscriminada do Defensor Público-Geral da União, a implicar o exercício indevido da advocacia fora das atribuições institucionais, em prejuízo da defesa dos necessitados. 

A propósito, marque a alternativa CORRETA. 

 

(EMAGIS) No caso, a suposta prática delituosa ocorreu no Município e consistiu na destruição de vegetação nativa pertencente ao bioma Mata Atlântica, incluindo exemplares da espécie araucária (Araucaria angustifolia), ameaçada de extinção, conforme Portaria Ibama n. 37-N, de 3/4/1992, sem evidência de transnacionalidade do delito ou de outros elementos específicos que indiquem o interesse da União.

A propósito, marque a alternativa CORRETA. 

 

(EMAGIS) Trata-se de Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental contra lei municipal, que veda a adoção de ideologia de gênero, diversidade sexual e educação sexual nas práticas pedagógicas, currículos escolares e materiais didáticos das redes de ensino municipal e privada, bem como em bibliotecas municipais.

A propósito, marque a alternativa CORRETA.

 

(EMAGIS) Relativamente às funções essenciais à Justiça e aos Tribunais de Contas, marque a alternativa incorreta.

 

(EMAGIS) Com relação às novidades implementadas pela EC 111/2021, marque a alternativa incorreta.

 

(EMAGIS) As assertivas que seguem têm relação com a empresa e o estabelecimento empresarial, devendo ser marcada a CORRETA. 

 

(EMAGIS) As assertivas que seguem, no âmbito do direito marcário, têm relação com o paralelismo consciente (conscious parallelism) e o caroneiro (free rider), além dos danos materiais e morais, devendo ser marcada a CORRETA. 

 

(EMAGIS) As assertivas que seguem têm relação com o Direito Tributário na visão do Supremo Tribunal Federal, devendo ser marcada a CORRETA. 

 

(EMAGIS) Nos autos da execução fiscal de ICMS, o executado alega prescrição do crédito tributário, alegando que entre a data do vencimento, em 01/01/2017, e a data do ajuizamento da execução, em 01/01/2026, restou ultrapassado o prazo prescricional. Ouvida, a exequente alega ter havido parcelamento do crédito, juntando telas sistêmicas que seriam meios de prova suficientes a esse desiderato, indicativas de parcelamentos em 2018, 2022 e 2025. O executado volve aos autos e, embora não impugnando de forma específica e fundamentada a autenticidade ou a veracidade do conteúdo dessas telas, afirma que a juntada das telas é não é meio idôneo para demonstração do fato alegado (deflagração do procedimento de parcelamento do crédito tributário pelo contribuinte). 

A propósito, marque a alternativa CORRETA. 

 

(TJ/RJ – Juiz Substituto – VUNESP – 2026) Uma empresa brasileira de biotecnologia, regularmente cadastrada no SisGen, realizou acesso ao patrimônio genético de micro-organismo nativo do território nacional para fins de pesquisa científica. A partir dos dados obtidos, desenvolveu, posteriormente, um medicamento totalmente sintético, cuja formulação final não contém material genético brasileiro, mas cuja eficácia terapêutica decorreu diretamente das informações obtidas a partir do acesso realizado. Iniciada a exploração econômica do medicamento, a empresa deixou de efetuar a repartição de benefícios, alegando inexistência de obrigação legal.

À luz da Lei no 13.123/2015, que dispõe, dentre outros pontos, sobre bens, direitos e obrigações relativos ao acesso ao patrimônio genético do país, assinale a alternativa correta.

 

(EMAGIS) Quanto às entidades do terceiro setor, marque a alternativa correta.

 

(EMAGIS) Trata-se de sentença coletiva que condenou a administração centralizada (ente político) ao pagamento de verba remuneratória a determinados servidores públicos. Pretendem executá-la os servidores que integravam os quadros de autarquias e de fundações públicas do ente federado na data da propositura da ação coletiva, dizendo-se beneficiados pela coisa julgada, a despeito de integrantes da administração indireta. Trata-se, portanto, de execução de sentença coletiva que condenou o ente político ao pagamento de diferença remuneratória, execução movida por servidores que, ao momento da propositura da ação coletiva, integravam o quadro de autarquias e de fundações públicas de aludido ente político.

A propósito, avalie as assertivas que seguem. 

I. A sentença coletiva que condena a administração centralizada ao pagamento de verba remuneratória pode ser executada por servidores de autarquias e fundações públicas, motivo pelo qual, ao menos sob essa ótica, merece trânsito a execução em questão.

II. A legitimidade universal do sindicato para agir em juízo gera a extensão da coisa julgada em questão a pessoas jurídicas da administração indireta do ente federado, motivo pelo qual, caso a ação coletiva tenha sido ajuizada por sindicato, merecerá trânsito a execução em questão.

III. A Autarquia possui legitimidade para figurar no polo passivo da liquidação e execução de sentença genérica, em ação civil pública, proferida contra o ente político ao qual vinculada, porquanto abrangida pelo efeito erga omnes previsto no artigo 16 da Lei nº 7.347/1985.

Estão corretas as seguintes assertivas:

 

(EMAGIS) Sabe-se que o ato concessivo de aposentadoria do servidor público é complexo, que se aperfeiçoa apenas após o exame do ato instituidor do benefício pelo respectivo de Tribunal de Contas. 

A propósito, avalie as assertivas que seguem. 

I. Os Tribunais de Contas estão sujeitos ao prazo de 5 anos para o julgamento da legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma ou pensão, a contar da chegada do processo à respectiva Corte de Contas.

II. Admite-se a revisão dos proventos de aposentadoria concedidos aos militares reformados e/ou aos pensionistas militares que foram promovidos ao grau hierárquico superior, para adequação aos limites legais, devendo-se observar, contudo, o prazo decadencial de 5 anos previsto no art. 54 da Lei 9784/99, contado da data em que recebido no Tribunal de Contas da União, para exame de sua legalidade, o ato de transferência do militar para a inatividade ou de concessão da pensão.

III. Ao Estado é facultada a revogação de atos que repute ilegalmente praticados, porém, se de tais atos já tiverem decorrido efeitos concretos, seu desfazimento deve ser precedido de regular processo administrativo. 

Estão corretas as seguintes assertivas:

 

(EMAGIS) Trata-se de ação rescisória para desconstituir título judicial transitado em julgado no qual reconhecida, para efeito de aplicação do reajuste de 28,86% sobre a Retribuição Adicional Variável (RAV) de Auditor Fiscal da Receita Federal, a possibilidade de compensação do índice com os reposicionamentos supervenientes do servidor, promovidos pela Lei n. 8.627/1993. O autor reconhece que, conquanto a decisão rescindenda esteja em sintonia com o entendimento jurisprudencial até então vigente, posteriormente aludido entendimento foi alterado com o julgamento pelo STJ do Tema n. 548/STJ.

A propósito, avalie as assertivas que seguem. 

I. Aplica-se o óbice do verbete sumular n. 343/STF à ação rescisória em questão, que, por isso, não é cabível. 

II. Mesmo que julgamento posterior pacificando a questão se tenha dado em Recurso Repetitivo, é incabível a rescisória em questão. 

III. A questão da ofensa aos limites objetivos da coisa julgada pela compensação do reajuste de 28,86% sobre a vantagem pecuniária “Retribuição Adicional Variável – RAV”, paga aos servidores públicos civis e militares, com as reposições salariais das Leis n. 8.622/1993 e n. 8.627/1993, tem natureza constitucional, motivo pelo qual a admissibilidade da ação rescisória em questão deve ser avaliada sob a ótica do envolvimento de questão constitucional.

Estão corretas as seguintes assertivas:

 

(EMAGIS) No curso de uma investigação criminal que apura o crime de tráfico de drogas, policiais militares realizam a apreensão de determinada substância entorpecente. O material é recolhido sem a adequada documentação fotográfica do local, tampouco há registro formal da cadeia de custódia no momento da coleta. Posteriormente, já na delegacia, o material é lacrado, encaminhado à perícia oficial, que atesta tratar-se de cocaína. Em juízo, a defesa sustenta a ilicitude da prova pericial, sob o argumento de quebra da cadeia de custódia, pleiteando o seu desentranhamento.

À luz da disciplina legal da cadeia de custódia (arts. 158-A a 158-F do CPP), da teoria das nulidades e da jurisprudência dos tribunais superiores, assinale a alternativa correta:

 

(EMAGIS) A partir das transformações do pensamento jurídico norte-americano no início do século XX, Roscoe Pound desenvolveu a chamada sociological jurisprudence, posicionando-se criticamente em relação ao formalismo jurídico e propondo uma compreensão funcional do Direito. Considerando esse contexto teórico, assinale a alternativa correta:

 

Delegado de Polícia - Rodada 03.2026

No dia 12 de março de 2026, na cidade de Porto Alegre/RS, a autoridade policial titular da 25ª Delegacia de Polícia instaurou inquérito policial, por meio de portaria, para apurar suposta prática de crime contra a Administração Pública envolvendo o servidor público estadual José Raimundo de Almeida, brasileiro, casado, 45 anos, chefe do setor de arrecadação de taxas e multas do DETRAN/RS.

A investigação teve início a partir de notícia-crime formalizada por Olívio Freitas da Cunha, diretor do DETRAN/RS, o qual relatou que, há cerca de seis meses, foram identificadas inconsistências nos valores arrecadados pelo setor sob responsabilidade do investigado.

Segundo o noticiante, auditoria interna apontou divergências entre os valores efetivamente pagos pelos usuários e aqueles registrados nos sistemas oficiais. Além disso, foram apresentadas imagens do circuito interno de segurança do órgão, nas quais se verifica que, em diversas ocasiões (dias 15/01/2026, 02/02/2026 e 20/02/2026), José Raimundo, após receber valores em espécie, deixava de registrá-los no sistema e os colocava em compartimento pessoal, fora do caixa oficial.

O material audiovisual foi submetido à perícia oficial, conforme Laudo nº 4578/2026, que atestou a autenticidade das imagens, sem indícios de adulteração.

Foram juntados aos autos documentos contábeis e relatórios financeiros que indicam prejuízo estimado de R$ 87.000,00 (oitenta e sete mil reais) aos cofres públicos.

Consta ainda que, em 10 de novembro de 2025, o investigado já havia sido alvo de outro inquérito policial por fatos semelhantes, o qual resultou em ação penal em trâmite na 3ª Vara Criminal da Comarca de Porto Alegre/RS, ocasião em que lhe foram impostas medidas cautelares diversas da prisão, consistentes em: comparecimento mensal em juízo; proibição de ausentar-se da comarca sem autorização; e pagamento de fiança.

Durante as diligências no presente inquérito, a equipe policial tentou intimar José Raimundo em seu endereço residencial (Rua das Acácias, nº 112, Bairro Petrópolis, Porto Alegre/RS), não logrando êxito. Vizinhos informaram que ele não é visto há aproximadamente duas semanas.

No DETRAN/RS, foi informado que o investigado requereu férias imediatamente após a instauração da auditoria interna, encontrando-se em local incerto e não sabido.

O feito encontra-se em fase inicial de investigação, com prazo em curso, não havendo até o momento indiciamento formal.

O escrivão de polícia certificou a conclusão dos autos à autoridade policial.

Com base nos fatos narrados, na condição de Delegado de Polícia presidente do feito, elabore representação com o(s) pleito(s) cautelar(es) adequado(s) para o prosseguimento da investigação. Tipifique o(s) crime(s) praticado(s).

Boa prática!

 

Defensoria Pública Estadual - Rodada 03.2026

A Defensoria Pública do estado do Ceará, por meio de seu órgão de execução na cidade de Sobral/CE, foi intimada da sentença prolatada pelo Juízo da 1ª Vara Criminal da Comarca de Sobral, que condenou João Pedro Martins de Souza à pena de 7 anos e 6 meses de reclusão, além de 750 dias-multa, pela suposta prática do crime previsto no art. 33, “caput”, da Lei n.º 11.343/2006, em regime inicial fechado, tendo sido decretada sua prisão preventiva na própria sentença, embora tenha respondido solto durante toda a instrução.

Segundo a denúncia, no dia 18 de agosto de 2022, por volta das 21h40min, na Rua das Flores, bairro Sumaré, Sobral/CE, policiais militares receberam notícia anônima de que um homem magro, de camiseta cinza, estaria comercializando drogas “nas imediações” de uma residência de cor azul. Sem mandado judicial e sem prévia investigação, os agentes se dirigiram ao local e avistaram João Pedro saindo da casa de nº 117. Ao perceber a aproximação da viatura, ele correu por alguns metros, sendo alcançado na calçada em frente ao imóvel.

Consta da peça acusatória que, durante a abordagem, foram encontradas no bolso de João Pedro 8 porções de maconha, totalizando 18 gramas, e a quantia de R$ 126,00 em cédulas diversas. Em seguida, os policiais ingressaram na residência nº 117, onde, segundo afirmaram em juízo, a companheira do acusado, Marina Alves de Lima, teria autorizado verbalmente a entrada da equipe. No interior do quarto do casal, foram apreendidos 52 papelotes de cocaína, pesando ao todo 41 gramas, uma balança de precisão e um caderno com anotações manuscritas contendo nomes e números.

Marina não foi conduzida à delegacia e não prestou depoimento na fase inquisitorial. 

O auto de prisão em flagrante foi lavrado pelo Delegado de Polícia em 19 de agosto de 2022. O laudo de constatação preliminar indicou que o material apreendido tinha aparência de maconha e cocaína.

A denúncia foi oferecida em 2 de setembro de 2022 pelo Ministério Público estadual e recebida em 8 de setembro de 2022. A defesa apresentou resposta à acusação, mas não houve absolvição sumária.

Em juízo, regularmente arrolada pela defesa, Marina afirmou que não autorizou a entrada dos policiais, que eles ingressaram na casa logo após perseguirem João Pedro, e que a balança era utilizada para pesar alimentos vendidos por ela em marmitas. Disse ainda que o caderno apreendido continha anotações relativas a fiado de refeições vendidas no bairro.

Durante a instrução, foram ouvidos os policiais militares Sargento Carlos Henrique Bezerra e Soldado Igor Menezes Prado, além da testemunha de defesa Marina Alves de Lima. João Pedro, em interrogatório, afirmou ser usuário de maconha há aproximadamente quatro anos, trabalhar eventualmente como ajudante de pedreiro e residir no local com Marina. Negou a traficância, dizendo que a droga encontrada em seu bolso destinava-se a consumo próprio e que desconhecia a existência de cocaína no quarto, o qual, segundo ele, era frequentado também por seu primo Lucas Martins, que o visitava com frequência.

Encerrada a instrução, o Ministério Público pugnou pela condenação nos termos da denúncia. O “Parquet” fundamentou a prova da materialidade no laudo preliminar, haja vista que o laudo definitivo ainda não tinha sido juntado aos autos. A defesa também já havia apresentado suas alegações finais.

Na sentença, proferida em 10 de fevereiro de 2026, o magistrado consignou, em síntese, que:

a) não houve nulidade do ingresso domiciliar, porque o acusado correu ao avistar a polícia, circunstância suficiente para caracterizar fundada suspeita, e porque a palavra dos policiais goza de presunção de legitimidade;

b) a prova oral dos agentes estatais é harmônica e suficiente para comprovar a traficância, sendo irrelevante a ausência de gravação da alegada autorização de ingresso no domicílio;

c) a materialidade e a autoria do delito estão demonstradas pelos autos de apreensão, pelos depoimentos policiais e pelo laudo preliminar referente às drogas apreendidas no imóvel;

d) na primeira fase da dosimetria, fixou a pena-base em 6 anos e 6 meses de reclusão, valorando negativamente:

– a culpabilidade, porque o réu “optou conscientemente pelo caminho do crime”;
– os antecedentes, porque responde a outro processo criminal em curso por receptação;
– a conduta social, porque estava desempregado na data dos fatos;
– as circunstâncias do crime, porque o tráfico foi praticado em residência localizada em bairro com grande circulação de jovens;

e) na segunda fase, deixou de reconhecer a atenuante da confissão, ao fundamento de que o acusado negou a traficância; e reconheceu a agravante do art. 61, II, “d”, do Código Penal, porque o tráfico de drogas resulta em perigo comum;

f) na terceira fase, afastou a causa de diminuição do art. 33, § 4º, da Lei de Drogas, porque a quantidade e a variedade das drogas, somadas à apreensão de balança e caderno, evidenciariam dedicação à atividade criminosa;

g) fixou a pena definitiva em 7 anos e 6 meses de reclusão e 750 dias-multa, no valor unitário mínimo;

h) estabeleceu o regime inicial fechado, em razão da gravidade do delito e da quantidade de drogas;

i) indeferiu a substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos;

j) decretou a prisão preventiva na sentença, para garantia da ordem pública, em razão da condenação e da gravidade do crime, embora o acusado tenha permanecido solto durante toda a persecução penal e não haja notícia de descumprimento de cautelares.

O Ministério Público foi intimado em 10 de fevereiro de 2026 e, em 27 de fevereiro de 2026, certificou-se o trânsito em julgado para a acusação, diante da ausência de recurso.

O juiz promoveu a intimação da Defensoria Pública por meio do portal do processo judicial eletrônico-PJe. A intimação ficou disponível para acesso no dia 10 de fevereiro de 2026 (terça-feira), mas o defensor público não abriu a intimação eletrônica no prazo de lei.

Com base nessa situação hipotética, redija, na condição de defensor público responsável pela demanda, a peça processual cabível contra a decisão do magistrado, considerando excluída a hipótese de utilização de habeas corpus e de embargos de declaração.

Ao elaborar a peça, aborde toda a matéria de direito material e processual pertinente ao caso, fundamente sua explanação com base no direito positivo e na jurisprudência dos tribunais superiores e não crie fatos novos. Por fim, date a peça no último dia do prazo.

Boa prática!

 

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